Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Um novo boca mole?

Confirmando-se a notícia de que Paquetá fica no Al-Rayyan e Autuori meteu-se numa trapalhada (clique aqui para ler), fica provado que bocamolice é mesmo coisa contagiosa.

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

O velório da ingenuidade

Acreditar é uma virtude. Quem não tem convicção nas coisas que faz é refém da sorte e acaba, quase sempre, por perder-se no caminho. Durante quarenta e três dias, Kroeff, Krieger e Meira entrincheiraram-se em sua convicção. Durante mês e meio, esperaram (e com eles a torcida) por Paulo Autuori, o homem das Arábias. Era de tal ordem o convencimento, que deixaram o time sem técnico em plena Libertadores da América, a Copa cujo direito de participação, para muitos, vale um centenário.

Acreditar pode tornar-se religião. Menos de meio ano depois, em exatos 175 dias, Autuori despediu-se dos jogadores, da Direção e deixou o templo.

Quem esteve no Olímpico na cerimônia do adeus não soube descrever a expressão nos rostos dos dirigentes gremistas. Não desvelavam convicta tristeza, não transpareciam genuína perplexidade, não espelhavam imagens de espíritos atônitos. Contudo, os semblantes imprecisos de forma alguma transmitiam a tranquilidade dos navegantes de boa bússola. Ao contrário, a falta de exatidão das imagens vinha do embaçamento do ambiente pelos vapores do desamparo. O que confundiu as percepções dos repórteres foi a aflição volatizada. No espaço, onde uma semana atrás havia asfalto e areia, surgira uma enorme cratera, sugando como um buraco negro toda a convicção que ousara apoiar-se sobre o "Projeto Autuori". Sem perceber, os que estavam no Largo dos Campeões presenciaram o velório da ingenuidade.

Quem acredita, aposta. Tamanha era a convicção dos senhores do Grêmio de que Autuori era o pilar principal do renascimento do futebol do clube, que não posso deixar de estar perplexo ao saber que a multa rescisória era irrisória. De que ingênua maneira se pensa o mundo dos negócios do futebol, a ponto de apostar montanhas de convicção sem adequadas salvaguardas? Não era de se esperar que partisse do clube a inicativa de romper o vínculo antes do prazo. Ora, os senhores do futebol do Grêmio acreditavam com tanta intensidade em Autuoti que tinham obrigação de fazer constar no instrumento contratual pesada multa de desistência. Ao não fazê-lo, agiram como noviços reverentes. Ingênuos colegiais deslumbrados com um achado precioso. Procedendo assim, expuseram o clube de forma desnecessária. A saída de Autuori, da forma como ocorreu, não podia estar no script do "planejamento", nem como um anexo de possibilidade emergente.

Nós, torcedores, que vivemos longe do mundo dos empresários, da matemática de fracionamento de direitos federativos, das negociações quase nunca transparentes, desejamos apenas poder torcer por um time vencedor. Se for possível, a atual direção do Grêmio e seus avalistas (Koff e Cacalo), devem tirar todas as lições possíveis deste e de outros equívocos que patrocinaram no ano perdido de 2009. Sem isso, 2010 será uma triste reprise. Não é admissível que a ingenuidade não seja imediatamente sepultada. Será doloroso sentir sua presença fantasmagórica em novos atos de um novo ano que terminará sem começar, mas que parecerá não acabar nunca.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Fim de novela

Paulo Autuori não é mais técnico do Grêmio.

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Adendo (22:00): Só falta o Marcelo Rospide ganhar do Cruzeiro e do Flamengo fora.
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Adendo do seu Algoz
Uma boa notícia. Segundo o Playboy Presidente: "Não há nenhuma chance do Meira sair". Como tudo o que ele diz se confirma ao contrário, podemos festejar.
Mas, por via das dúvidas:
Boca mole, aproveita a barca e vaza. Vai ajudar o Autuori no Catar, vai.

Festa, Dourado e 2010

Foi muito boa a festa do Consulado do Grêmio em Novo Hamburgo. Fiquei 30 minutos menos do que os meus olhos cansados puderam aguentar. Trinta minutos para chegar em casa e fazê-los descansar, ainda ao som grave e inflamado do "Dá-lhe, dá-lhe tricolor", entoado por membros da Geral e por todos que lá estavam.

Eu ia chamar o som de "tonitroante", porque era como ele parecia ser, mas esta é uma palavra que não existe.
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Hoje, a festa é do Consulado do Grêmio em Guaíba. Nesta não poderei ir. Boa festa aos imortais do outro lado do rio/lago/estuário.
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Fala-se aqui e ali. Antes, a boca pequena, agora já de boca ao vento: Hélio Dourado para patrono do Grêmio. Apoiamos. É merecido o título e nem seria uma homenagem, mas apenas a posse de quem fez por merecer a insígnia. Hélio Dourado patrono!
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Se vai sair, que saia logo. Esta é para Autuori. Por que esperar o final do campeonato? Que decida e anuncie. Tudo que não precisamos é de mais lenga-lenga. Já tivemos bastante deste prato durante o ano.
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Sai Mauro Galvão. Não pode a Direção ter pretendido oferecê-lo em sacrifício pelos parcos resultados da gestão. Sua passagem foi tão invisível, que nem parecia estar lá. São outros os artífices do fracasso. Estes não precisariam ir ao patíbulo. A mim bastaria que fossem para casa. Parando de fazer o que sabem (ou, melhor, não sabem) já estariam prestando inestimáveis serviços ao clube.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Pífio e o (queee) grupo

O blog Imortal Tricolor apresenta cenas exclusivas, captadas logo após o jogo deste domingo em Barueri.

Sábado, Novembro 07, 2009

Os balanços de Autuori

O balanço nas coletivas

Desde que chegou ao Grêmio, no dia 18 de maio de 2009, Paulo Autuori fez um discurso quase monocórdico em relação à forma como deseja que o seu time atue. É preciso girar; é necessário fazer o balanço. Balanço, aqui, significando a inversão da jogada, a troca de lado da bola no campo de jogo, como tentativa de desarrumar o sistema defensivo do oponente, para, por fim, fazer balançar a rede adversária e a torcida na arquibancada. Sobre este balanço muitas foram as manifestações nas coletivas.

O balanço na tabela

Tendo chegado em 18 de maio, Autuori ainda não completou seis meses no comando do time. Nestes cinco meses e meio, participou de duas competições. Na Libertadores, foram 4 jogos, com 3 empates e 1 derrota (efetividade de 25%). No Brasileiro, conquistou 13 vitórias, obteve 8 empates e perdeu 11 vezes (percentual de 49%). Veja quadro.



Neste período, esteve na casamata 36 vezes: 18 no Olímpico e 18 como visitante. Em casa tem um aproveitamento de 78%, com 12 vitórias e 6 empates. Pegou carona na invencibilidade do time e não perdeu nenhuma no Monumental. Fora, o desempenho é de 15% dos pontos possíveis (1 vitória, 5 empates e 12 derrotas). Veja abaixo.



O balanço da rede

Sob o comando de Autuori, o Tricolor marcou 61 vezes e sofreu 44 gols. Um saldo de 17 gols positivos.

O balanço financeiro

Tendo vindo ao Grêmio com contrato até o final de 2010, Autuori está sendo balançado pelo assédio de um clube do Catar (veja aqui). O mesmo time que ele treinava antes de vir para Porto Alegre. É possível que ele cumpra o contrato com o Grêmio até o final, da mesma forma como honrou o compromisso com o Al-Rayyan. De todo modo, o vai-não-vai não ajuda nada e atrapalha muito, no momento em que o clube se movimenta para iniciar a preparação da próxima temporada. É desejável que haja definição rápida deste puxa-e-afrouxa.

Agora, se o treinador (cuja espera deixou o time sem técnico por 43 dias) for embora neste ano, deixando para trás o desempenho visto acima e fazendo balançar até ruir o "planejamento", estaremos diante do maior mico de que se tem notícia na história do comando do futebol do Grêmio. Nesta hipótese, esvazia-se o último balão do discurso de uma diretoria que mostra a todo momento sua falta de competência para comandar um clube da grandeza do Grêmio.
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Para não dizer que Autuori não deu alegrias à torcida gremista até agora, registramos a vitória contra o time do macaco Imitão, no Campeonato Brasileiro.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Rolinho



Não esqueça: a enquete do blog escolheu Rolinho como o nome comercial ridículo ideal para o macaco morango Imitão.

Convide seus amigos, vá à (página de votação) e participe.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Um empate injusto

Grêmio 1 x 1 São Paulo. Foi um jogo bom. Na largada, parecia que a alma castelhana preparava a reencarnação. Ficou na parecença. No todo, jogamos melhor e merecíamos ter vencido.
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Quem pensou que a torcida iria ficar indiferente ou desejar a derrota do time teve uma surpresa. Quem foi ao Olímpico queria a vitória. Nenhuma dúvida.
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Quem olha a estatística do jogo e vê os 3 cartões vermelhos aplicados nos bambis pode imaginar que o juiz apitou bem. Não foi assim. Jailson Macedo Freitas (o mesmo que foi escolhido para substituir Wagner Tardelli no episódio dos ingressos da Madonna no ano passado), deixou de marcar 2 pênaltis em favor do Imortal: um em Maxi López e outro em Fábio Santos. Normal, quando se trata da máfia paulista.
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Os lances de expulsão foram escandalosos. O baiano não tinha como deixar de aplicar os cartões.
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Vejam os gols do jogo abaixo.


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Como atuaram

Victor - É Victor. No gol, defenderia a bola, não houvesse o desvio.
Thiego - Falhou no gol do São Paulo, mas tem um belo salário.
Rafael Marques - Bem na defesa e o gol no ataque.
Réver - Boa atuação. O melhor da defesa.
Lúcio - Quem sabe com uma boa pré-temporada ele volte a jogar bom futebol.
Túlio - Bem na marcação.
Adilson - É o pulmão do meio de campo. Precisa melhorar a passagem de bola.
Souza - Só se notava sua presença no jogo, quando errava mais um passe.
Tcheco - Alguns bons lançamentos.
Douglas Costa - O melhor do time. Precisa ter sequência para ganhar confiança.
Maxi López - Muito esforço, muita reclamação, pouca efetividade.
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Fábio Santos (Intervalo) - Voltando de longa parada, melhorou o lado esquerdo.
Perea (25'/2ºT) - Nada acrescentou.
Herrera (36'/2ºT) - Nada acrescentou mesmo.
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Paulo Autuori - Com 2 jogadores a mais, empilhou atacantes, tirando a funcionalidade do time.
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Com 35 votos, Rolinho ganhou a eleição de nome comercial mais ridículo para o macaco morango. Agora, é ir à página e votar (clique aqui). Fale com seus amigos e conhecidos, Vamos batizar o símio.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Alguma dúvida?

Hoje é dia de torcer para o tricolor. Alguém haverá de perguntar: qual tricolor?
Nenhuma dúvida.
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Faça um esforço de imaginação. Se você fosse morango (deusulivre) estaria satisfeito com o seu grupo (queeeee grupo)? Acharia que ele tem alguma chance de ser campeão brasileiro? Nenhuma, não é verdade? Então, esse papo de torcer pros bambies paulistas hoje tem nada a ver. Tanto que irei ao jogo. Vocês sabem, quando o Arigatô não vai ao Olímpico, o risco de mau resultado aumenta de forma exponencial (conforme ficou provado no episódio contra o Sport).
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Vou ao jogo e vou torcer para o Imortal, como sempre. Aliás, lembrem que esta versão paulista da morangada é a máfia que conseguiu tirar o jogo decisivo contra o Goiás do Serra Dourada, em 2008. Isso, antes de armar a troca do árbitro da partida, no episódio dos ingressos da Madonna. É o mesmo que foi favorecido pela "misterioso afastamento por um jogo" dos jogadores do Barueri, pela própria direção do Barueri, no episódio da mala branca contra o Flamengo, neste ano.
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São Paulo é máfia e máfia se combate com os intocáveis. É por isso que Rochemback estará em campo e Meira no comando do futebol. Capisce?
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Em tempo: o dia que alguém me ver secando o Tricolor, pode ter certeza de estar sofrendo sérias alucinações e deve buscar internação urgente. Se algum dia houver um momento no qual uma vitória nossa significará o triunfo de vocês sabem quem, tudo será entregue por mim ao barco do destino. Secar o Grêmio, jamais!
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Adendo do seu Algoz

Eu escrevi outro dia que o timinho não entra nem no G4. Quem viver verá. Então, razão mais forte ainda para passar o rodo nos bambis mafiosos. Aliás, é só olhar para o anão nanico que dirige o futebol deles para perder toda a dúvida em relação a "mafiosidade" do co-irmão sampaulino.
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Por falar em alma, raça, etc., a leitura do site do Milton Jung (link ao lado) em dias de jogos do Grêmio é obrigatória. É confortador ler um jornalista que mostra a que veio sem querer dar uma de isento. E melhor ainda aproveitar a qualidade do texto e a visão humana com que carrega suas bem traçadas linhas. Como ele postou um comentário em texto antigo e vocês, quase certamente, não leram, reproduzo aqui porque vale a pena. Sem mais comentários.

Teimo em acreditar no sobrenatural. Na aparição da Alma Tricolor que baixará em alguns desalmados que vestem nossa camisa. Do Rafa Marques, o falso, não espero nada. De repente, aparece um guri qualquer a se transformar em herói. Cheguei a pensar no Roberson que foi cruelmente punido por lutar pela bola em um time que pecou pela falta de bravura. Quem sabe o santo que mantém o espírito guerrilheiro das Farc baixe em Perea e o atacante desembesta nas ultimas cinco rodadas. E Rochemback decide provar que não é apenas um ex-colorado. E .... E ..... E eu sempre querendo encontrar fé mesmo naqueles que não acreditam de que lutar pela vida é mais importante do que viver.Provem que merecem usar a camisa do Imortal ! (Milton Jung)

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Um apelido para o Imitão

Imitão foi o mais votado, mas eles agora querem achar um apelido, um "nome comercial" para o novo símbolo do clube. Nós, é claro, vamos participar, ajudando a escolher o nome mais adequado dos 5 propostos: Chimpa, Escurinho, Gigante, Miro e Rolinho.

Estamos abrindo uma enquete no blog. Vote ao lado, até quarta-feira à tarde, no nome comercial mais adequado para o Imitão. Depois, vamos mobilizar nossos conhecidos e ajudar os morangos na escolha.