22 de novembro de 2014

A mandinga e a mãe do Paulão


Fiz uma troca com o Daniel Matador. Eu escrevo o post pré-jogo e ele faz o pós jogo.
Pensei nisto porque quero ver o jogo amanhã sem desgrudar um segundo da imagem da tv. Mas fiz também, inconscientemente, porque penso que devamos apelar para tudo. Até para a mandinga.
O Daniel não perdeu nenhum jogo em que teve a missão de escrever sobre ele no blog. Na dúvida, por que não tentar manter a escrita? Lembro que eu sempre escrevo que tabus existem para ser quebrados. Mas este não será quebrado amanhã.
Eu espero que não.
E rezo também.
Pensei em tantas coisas para escrever durante a semana, mas comecei o post sem saber onde vou chegar.
Ninguém ficou mais decepcionado quinta-feira do que eu. Tanto quanto pode ser. Mais não.
E a decepção, mais do que pela derrota, foi pela forma com que ela ocorreu.
A vitória esteve ali, abraçadinha com o time. Mas infiel, a desgraçada preferiu se bandear para o lado dos mineiros. Como se eles estivessem precisando dela.
Fiquei com um gosto amargo de ressaca, mesmo não tendo tomado nada a não ser água.
Mas a vida segue.
Não consegui evitar de, mais uma vez, perceber o amargor da torcida gremista e o oportunismo dos canalhas.
A torcida tricolor é pior que um eletrocardiograma. Vai da euforia à mais profunda depressão mais rápido do que escorre o dinheiro da Petrobras para as mãos dos ladrões de dinheiro público.
O jogador que é craque hoje é o pereba de amanhã. O riso vira choro e ranger de dentes em segundos. A frustração impede que se veja as coisas boas.
Já os abutres... Bem, abutres existem para comer carniça. Uma derrota é suficiente para tornar o time que querem destruir em muito ruim. "O Grêmio é muito pior do que o Cruzeiro", eles disseram.
"O Grêmio só ganha se jogar partidas épicas", bradaram do alto de seus conhecimentos,
"Ninguém consegue jogar partidas de exceção todos os dias", riram no pós jogo de quinta-feira.
Pois é. Este time ruim, sob o comando do Felipão, faz campanha de campeão. Até a derrota para o virtual campeão brasileiro, era "apenas" o líder do segundo turno, que está chegando ao fim.
Mas é ruim. Horrível este time. Limitadíssimo. E grande parte da torcida compra a ideia.
Pois eu penso que o Grêmio não é o melhor mas está longe de ser apenas coadjuvante neste campeonato. Fosse assim e não estaria na posição que está. Recuperou 10 pontos com a chegada do Felipão.
E chega vivo amanhã. Se nos fosse dado escolher UMA vitória entre Cruzeiro e Corinthians, é claro que todo gremista inteligente escolheria o Corinthians, candidato direto à vaga.
E pelo que tenho visto dos dois times, a vitória tricolor não será nenhuma surpresa amanhã. Ao contrário, penso que ela é até provável. Se não perderem os gols como perderam quinta-feira, é claro.
E ganhando amanhã voltamos à briga. Com força e como favoritos.
Pena que o time aquele que tem pacto com o demônio vai pegar o Atlético só com reservas. Mas vai saber o que pode acontecer. Claro que, conforme a imprensa noticiou, eles terão o "trio de ouro" em campo. Mas o trio espetacular estava em campo nos 5 x 0 da Chapecoense e nos 4 x 1 do GRE-nada que era para ser 7. Mas enfim, a vida continua.
Portanto, caro amigo que lê o blog, sem esta de jogar a toalha antes da hora.

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Paulão não festejou o golaço de bicicleta domingo. E deu suas razões. Sua mãe foi hostilizada, foi vítima de racismo no Cheira-rio e foi embora chorando antes do final da partida. Nunca mais volta lá ela disse.
Espera-se alguma repercussão do episódio na diligente, profissional e ética imprensa esportiva gaúcha.
E também que o Sargento Garcia prenda o Zorro.
Claro que quando apontamos estas coisas, sempre tem os ingênuos que dizem que não é bem isto e bla-bla-bla.

21 de novembro de 2014

Avalanche Tricolor: sofrendo no ar, sofrendo em terra, nosso destino é sofrer até a vitória

Por Mílton Jung

 

Grêmio 1 x 2 Cruzeiro
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio


O dia começou para mim muito cedo, em São Paulo, como sempre começa, mesmo sendo feriado para a maior parte da cidade, nesta quinta-feira. Não contente com a carga de trabalho diária, acrescentei viagem a Florianópolis, onde fui convidado para falar sobre comunicação para os principais dirigentes da indústria catarinense e algumas dezenas de assessores. É da capital catarinense, cenário de muitas das minhas férias na adolescência, que estou retornando esta noite, abordo de um avião que leva a marca Gol – registre-se, apesar da minha escolha ter se dado pela conveniência do horário, gosto de pensar que tenha sido uma premonição.

Deveria ter saído do Aeroporto Hercílio Luz muito mais tarde, atendendo a marcação do voo feita pelos organizadores do evento, mas me apressei em chegar a tempo de uma troca de avião. Por mais que minha cabeça consiga se concentrar nos compromissos assumidos em São Paulo e Florianópolis, confesso-lhe, caro e raro leitor desta Avalanche, que o coração passou o dia batendo em Porto Alegre. E agora bate ainda mais angustiado, pois sem acesso às informações em tempo real, aqui do alto, fico imaginando o clima em torno da Arena Grêmio.

Vejo as arquibancadas lotadas e tomadas pelo nosso azul em tom que se sobrepõe ao do adversário. Faz alguns dias que penso em cada momento deste jogo, mesmo porque meus colegas paulistanos não passaram um minuto sem me lembrar do grande desafio que tínhamos pela frente: a melhor campanha deste segundo turno diante da melhor campanha do campeonato até agora. Todos esperando nada mais do que uma vitória contra o líder, pois provocaria uma reversão de expectativa na competição: uma esperança pequena, é verdade, mas uma esperança. Mal sabem que estava pouco me importando com as intenções deles, pois para mim, para nós gremistas, a vitória tinha outras motivações: seria a certificação para a Libertadores, nosso sonho maior.

A partida vai começar em instantes e quando isto acontecer ainda estarei chegando de volta a São Paulo. Talvez ainda consiga descer em tempo de ouvir os locutores de rádio transmitindo os primeiros minutos ou ao menos o primeiro tempo do jogo. Talvez não. Nunca se sabe o que as viagens de avião podem nos proporcionar de atraso. Na dúvida, sofro sozinho pensando como estará nosso time em campo. Partimos para o ataque desde o início no embalo do torcedor, fórmula que tem funcionado nos últimos compromissos? Ou resolvemos respeitar o adversário e chutar a bola lá de atrás, o que torna o drama desta decisão ainda maior? Fico na expectativa de que a defesa volte a demonstrar segurança, sua marca neste novo momento do time. Torço para que o meio campo e o ataque estejam inspirandos, trocando bola rápido, driblando, chutando, quem sabe marcando gol logo cedo. Tenho vontade de descer aqui mesmo apenas para saber o que está acontecendo em Porto Alegre.

Sei que minha presença diante da televisão tanto quanto no estádio não mudaria uma vírgula do nosso destino, pois mais que eu sofra, vibre e grite, não jogo. Dependo exclusivamente do desempenho do time e da luz irradiada por Luis Felipe Scolari. Mas quero estar ao lado do time com a ilusão de que sou capaz de ajudá-lo.

O piloto pede para colocarmos o cinco de segurança, pois vamos enfrentar uma área de turbulência. Será que ele está sabendo de alguma coisa da partida que eu não sei? Será que nossa situação se complicou diante do mais forte adversário que poderíamos enfrentar nesta competição? Daqui a pouco, todas estas minhas dúvidas serão dirimidas. O comissário de bordo passa ao meu lado e pede para desligar o computador, estamos praticamente chegando ao Aeroporto de Congonhas. Assim que aterrisar, ligo meu celular, acesso a primeira rádio que conseguir de Porto Alegre, e passarei a sofrer pelos ouvidos.

Pés na terra, ouvidos ainda sob a pressão do voo, rádio ligado, descubro que saímos na frente com um gol de Riveros, ainda na primeira parte do jogo; o árbitro irritou mais uma vez; o adversário foi maior do que tudo isso; e acabamos derrotados. Perdemos essa batalha, mas temos mais três pela frente. E em cada uma delas, assumo o compromisso, estarei ao lado do Grêmio, onde o Grêmio estiver. Talvez não faça muita diferença para o desempenho do time, mas para mim faz. Sofrer à distância é muito pior do que apenas sofrer.

20 de novembro de 2014

Quem não mata ... Morre!

Grêmio 1 x 2 Cruzeiro 


Primeiro Tempo: 1 x 0


Início nervoso. O juiz paulista novato parecia elétrico antes do jogo. Sentia a pressão.
O Cruzeiro começou fazendo forte pressão na saída de bola do Grêmio.
E a primeira vez que o time chegou com perigo foi aos 4 minutos. Zé Roberto bateu mal para fora.
O jogo continuou pegado sem solução de ataque, mas sem sustos na defesa.
Mas aos 13 minutos Barcos armou pela esquerda do ataque e cruzou. No rebote, Riveros driblou Julio Batista e tocou no canto. Belo gol.
O gol deixou o time ainda mais ligado e aos 15:40 em cobrança de falta a bola passou pela área sem ninguém conseguir empurrar para dentro.
O Cruzeiro foi para cima para tentar o empate, mas a defesa continuou sólida. Algumas roscas inesperadas, mas nada muito perigoso.
Aos 26 minutos um crime. Barcos cabeceou na cobrança de uma falta a bola venceu o goleiro, bateu na trave e passeou caprichosa pela frente da linha do gol até ser tirada quando passava pela outra trave.
Dois minutos depois Barcos fez grande jogada de novo e pifou Ramiro. O baixinho chutou para defesa do goleiro. Um gol perdido.
Logo depois Barcos entrou impedido em outro bom ataque. 
Aos 30 minutos Parazim vibrou como um gol quando uma cruzada do Cruzeiro bateu na bunda dele e foi para a lateral.
Um minuto depois o Cruzeiro chutou a primeira bola no gol do Marcelo. Um traque de fora da área.
Nesta altura, dois jogadores dos mineiros já tinham saído por lesão enquanto o Tricolor voava em campo. Grande trabalho de Fábio Mahseredjan.
Dudu fez grande jogada e deu para Luan que chutou no corpo do zagueiro. Eram 38 minutos e o 1 x 0 era um presente dos deuses do futebol para o Cruzeiro.
Zé Roberto e Riveros tomaram cartão amarelo em duas jogadas de ataque do Cruzeiro.
E o primeiro tempo terminou sem sustos.

.....

Um primeiro tempo quase perfeito do Grêmio após os primeiros 10 minutos de estudos.
Só não foi perfeito porque pelo menos mais dois gols poderiam ter sido feitos e o jogo ter sido liquidado ainda antes do intervalo.

Segundo Tempo: 0 x 2

Felipão mandou a campo o mesmo time que jogou o grande primeiro tempo.
E o segundo tempo começou com o Cruzeiro tentando fazer pressão. E chutando a gol mas para fora aos 4 minutos. E errando um gol feito aos 6 minutos. A bola passou raspando a trave do Marcelo.
O Grêmio parecia sentir o reflexo da grande intnsidade de jogo que teve na etapa inicial.
Aos 7:20 minutos os mineiros chegaram com relativo perigo de novo.
E o juiz passou a dar sinais que queria arranjar o empate. Não deu uma falta em Dudu na entrada da área. Logo depois não deu uma falta no Pará e na sequência inventou um escanteio contra o Grêmio.
Na cobrança o Cruzeiro chegou com grande perigo. A bola passou por cima do gol.
Aos 13 minutos o juiz amarelou Geromel que está fora do próximo jogo.
O Grêmio não se encontrava mais em campo e passou perigo mais uma vez aos 17 minutos. O chute do cruzeirense foi para fora.
Enquanto isto a Sportv torcia descaradamente para o Cruzeiro. Especialmente o comentarista ridículo que escalaram para o jogo.
Dudu desperdiçou a chance de fazer o segundo tentando dominar uma bola no risco da pequena área ao invés de bater de primeira.
Aos 20 minutos o castigo. Na cobrança de escanteio Grohe fez um milagre mas no rebote nao conseguiu defender. 1 x 1. Merecido pelo que o Imortal não estava jogando no segundo tempo.
Com o gol, o Grêmio que já não estava bem começou a acelerar o jogo.
Mas Dudu entrou pela esquerda e cruzou aos 25 minutos. Barcos dominou e bateu à queima roupa em cima do goleiro.
Na cobrança do escanteio os jogadores reclamaram de um pênalti, que, claro, não foi marcado.
A pressão passou a ser intensa. Mas aos 30 minutos um contra-ataque de 7 contra 3 resultou no segundo gol dos mineiros.
E nada mais aconteceu.

.....

Um jogo para ser ganho no primeiro tempo. Não foi. 
Um segundo tempo que mostrou outro Cruzeiro sob o olhar complacente e passivo do Felipão, que só mudou depois do desastre.
Depois não adianta chorar.
Agora ficou muito difícil. É tudo ou nada domingo.  Penso que está mais para nada.

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Como jogaram

Marcelo Grohe: Nenhum trabalho no primeiro tempo. Sem culpa nos gols.
Pará: Parece que está aprendendo a jogar no ataque, afora uma cruzada errada. Levou o terceiro amarelo.
Geromel: Levou o terceiro amarelo.
Rhodolfo: Voltou como se não tivesse ficado um mês parado.
Zé Roberto: Muito bem na frente e atrás no primeiro tempo. Parou no segundo.
Wallace: Joga muito.
Ramiro:  Errou um gol que poderia ter decidido o jogo.
Riveros: Jogou terça. Fez o gol do time e saiu cansado.
Luan: O mais discreto do primeiro tempo. E o pior no segundo tempo.
Dudu: Um primeiro tempo muito bom e um segundo tempo de peladeiro. Errou um gol do risco da pequena área.
Barcos: Grande primeiro tempo. Errou um gol quase dentro do gol no segundo.
.....

Alán Ruiz (Riveros): Entrou bem mas muito tarde.
Lucas Coelho (Barcos): Não fez nada.
Giuliano (Luan): Sem tempo.

Felipão: Errou ao não recompor o time quando viu que o Grêmio estava perdendo o meio campo. Só foi fazer isto depois da virada.

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Arbitragem: 
Thiago Duarte,Peixoto Vinicius Furlan, Marcelo Van Gasse (SP) - Um primeiro tempo bem mais ou menos. E um segundo tempo calamitoso. Errou tudo contra o Grêmio e ainda amarelou meio time. Deve ter carteirinha de sócio do Curintia.

19 de novembro de 2014

Daniel Matador - E aí, meu irmão, cadê você?



Luan e Alan Ruiz avisam: faltam só dois jogos na Arena em 2015.
Caros


No intervalo entre milênios, mais especificamente no ano 2000, os irmãos Coen dirigiram o peculiar filme "E aí, meu irmão, cadê você?". Na época da Grande Depressão nos EUA, três presidiários conseguem escapar da prisão no turbulento Estado do Mississipi. Ainda unido pelas correntes, o trio parte em busca de liberdade e faz de tudo para voltar para casa. Mesmo com um xerife buscando recapturá-los a todo custo. Uma obra que todo fã de cinema deveria assistir.

Nesta quinta-feira teremos o penúltimo jogo do Grêmio na Arena. Sim, após este jogo o tricolor irá enfrentar o Corinthians e o Bahia fora, retornando para encerrar sua participação no Campeonato Brasileiro contra o Flamengo em Porto Alegre. Pode não parecer, mas o tempo voou. Temos apenas mais duas chances para ver, torcer e apoiar o time em nossa casa. E o apoio nessa hora é fundamental, visto que uma vitória contra o atual líder Cruzeiro nos manterá na briga pela participação na Libertadores da América de 2015.

Como já dissemos em várias ocasiões, disputar a Libertadores é uma condição ímpar. Além dos valores financeiros que propicia, há também a questão da visibilidade e atração de recursos para o clube. Sem contar que apenas quem está no certame continental tem condições de erguer a taça. Disputar o troféu é condição obrigatória para quem quiser ser campeão. O único que não pode botar faixa é aquele que não classificar-se. Quem estiver disputando apenas o ruralito no primeiro semestre não tem como conquistar a América. Além do mais, enfrentará dificuldades para honrar compromissos e formar um bom elenco para o restante de 2015.

Por conta disso, vai aqui nosso penúltimo apelo do ano: VÁ À ARENA! Um estádio cheio é fator de desequilíbrio para o time da casa. E precisamos que todos estejam unidos neste mesmo objetivo. Nesta quinta, essa é a pergunta a ser feita para todos os gremistas: E AÍ, MEU IRMÃO, CADÊ VOCÊ?

Saudações Imortais

18 de novembro de 2014

Nosso campeão precisa de ajuda II

Caio comemora com César o segundo gol contra o Peñarol.

Quando o Grêmio foi Campeão do Mundo em Tóquio no dia 11 de dezembro de 1983, ele estava lá. Entrou aos 25 minutos do segundo tempo no lugar de Paulo César Lima. Na Taça Libertadores de 1983 foi muito importante para o time. Marcou quatro gols durante a competição e abriu o placar contra o Peñarol na decisão do título em  que o Grêmio venceu a partida por 2 x 1 no Estádio Olímpico.
Foram dias de glória e sucesso. Dias que jamais serão esquecidos pela imensa e apaixonada torcida gremista . Mas hoje já não é mais assim. Hoje são dias de dificuldades e apreensão que vive Luiz Carlos Tavares Franco, o Caio.
Para quem já foi ídolo de milhões, o presente não está nada fácil.

Caio jogou em uma época em que os salários no futebol não eram extravagantes como nos dias atuais. Dava para levar uma vida confortável.  Na garagem um bom carro, uma boa casa para viver com a família  e colocar os filhos na escola. Poucos conseguiam construir um patrimônio que garantisse um futuro tranquilo e sem sobressaltos.
O tempo passou e hoje o ex-jogador gremista , outrora um atleta, enfrenta problemas de saúde que podem prejudicar a sua vida profissional. Morando em São Luís, no estado do Maranhão,  Caio trabalhava como motorista de táxi. Devido a uma trombose na perna esquerda teve que abandonar o serviço. Aos 59 anos de idade, ele corre risco de ter a sua perna amputada.


Quando tomou conhecimento da difícil situação , o empresário Sérgio Madalozzo, de Ivoti, foi em seu socorro. Sabendo de suas dificuldades financeiras, ofereceu a  hospedagem para Caio nas dependências do Sport Clube Ivoti. Junto com o eterno amigo Tarciso Flecha Negra, está  buscando uma cirurgia na rede particular. Assim, ele chega ao Rio Grande do Sul no dia 20 de novembro e ficará alguns dias em Porto Alegre. Após, segue para Ivoti.

Sensibilizados com a situação do homem que deu enormes alegrias à torcida tricolor, os integrantes do blog juntam-se à corrente que busca ajuda para o ídolo Caio. Sabemos que entre os torcedores há médicos muito competentes e torcedores com muita disposição para colaborar financeiramente. Assim, deixaremos aqui os dados do jogador para aqueles que puderem auxiliar, seja com dinheiro ou com seus conhecimentos na área da Medicina. Qualquer quantia será de grande ajuda. Não importam valores.
Abaixo os dados bancários de Caio:

Luiz Carlos Tavares Franco
Caixa Econômica Federal
Agência: 1136
Operação: 013
Conta: 5663-9

CPF: 149 301 293 -20.
Telefones para contato: (98) 8812.7933   (98) 8134.0099

Num depoimento muito emocionado, o ex-companheiro Tarciso deixa o seu recado para a torcida gremista. Se alguém preferir contato com Tarciso para colaborar com seu ex-companheiro, poderemos fazer chegar ao Flecha Negra o seu recado (pitica.gremio@gmail.com)

17 de novembro de 2014

Avalanche Tricolor: futebol bonito, muitos gols e nenhuma ilusão

Por Mílton Jung

Criciúma 0 x 3 Grêmio
Campeonato Brasileiro – Heriberto Hülse/Criciúma (SC)


Gremio_Fotor

A (des)ordem dos jogos, devido antecipação de partida, oferece visão distorcida da tabela de classificação. Aparecemos em quarto quando somos terceiro. Mesmo já tendo superado nosso adversário regional, e com goleada (só pra não esquecer), nosso time surge fechando a Zona da Libertadores. Uma Zona que tem quatro vagas mas pode ter cinco, dependendo do resultado dos times brasileiros nas competições paralelas. Ou seja, o que se vê é apenas uma ilusão, e os iludidos que acreditem nela. Nós temos os pés na grama, muito bem assentados, e aí de quem resolve brincar em serviço, logo terá sua atenção chamada. Não nos interessa se o placar é apertado, folgado ou tanto faz. Temos de jogar com seriedade cada minutos e cada partida, assim como o fizemos no sábado à noite em mais uma goleada. Sim, porque o time dos três volantes, às vezes quatro; do técnico retranqueiro … (o resto da ladainha você conhece bem e se estiver em dúvida leia a Avalanche anterior a esta) voltou a vencer de goleada no Campeonato Brasileiro.

Jogamos fora como se estivéssemos em casa. Impondo perigo desde o primeiro minuto e mostrando que a goleada da semana passada no Gre-Nal (desculpe ter que lembrar mais uma vez) resgatou a confiança que antes não tínhamos com a bola nos pés. Sempre marcamos bem – ao menos desde a chegada de Luis Felipe Scolari: temos jogadores que não se envergonham de abrir mão de seu talento individual para voltar à defesa; nossos atacantes roubam bola lá atrás ou a despacham para longe sempre que necessário; nossos defensores passam a partida cobrando empenho um dos outros, e todos eles têm de ouvir bronca de Marcelo Grohe no menor dos vacilos; sem contar Pará, um caso à parte, que somente ontem, em três bolas que tirou do atacante, vibrou tanto quanto nossos goleadores (podem reclamar seus corneteiros de plantão, mas eu o respeito por isso).

O amadurecimento de nosso time, porém, fez surgir outra faceta: os passes estão mais precisos e confiantes, o que coloca nossos atacantes com mais chances de gols; antes de se pensar em recuar a bola, arrisca-se o drible, tenta-se a tabela produtiva ou mesmo o chute. Ontem foram mais três gols, graças a perspicácia do baixinho Dudu, do cabeceio de Barcos (até gol de cabeça voltamos a fazer) e da velocidade de Ramiro. É um time que olha para frente sem abrir mão da segurança lá atrás.

Não quero como muitos por aí, me iludir com o que estamos vendo, pois não podemos esquecer que as duas últimas partidas vencemos de goleada adversários medianos (perdão, mas não ia perder a oportunidade de uma brincadeira). Nem podemos esquecer a dureza dos jogos que vêm a seguir: Cruzeiro em casa, Corinthians e Bahia fora, e Flamengo, na Arena. Mas não tem como não ficar muito feliz ao ver que o Grêmio volta a jogar um belo futebol.

15 de novembro de 2014

Daniel Matador - Matando um tigre por dia



Criciúma 0 x 3 Grêmio

Primeiro Tempo: 0 x 2

O Grêmio necessitava de uma vitória para consolidar sua permanência no grupo de clubes classificados para a Libertadores da América de 2015 após ter aplicado uma sonora SURRA no time da beira do lago no último final de semana, goleando os reds em uma Arena lotada de gremistas que fizeram a festa. 
No primeiro minuto Luan já chegou chutando contra as metas do goleiro auri-negro. Poucos minutos depois, Fábio Ferreira fez falta dura em Barcos, mas o juiz nada marcou. Aos 4 minutos Zé Roberto fez grande jogada de triangulação com Dudu e cruzou para a área, com a zaga tirando para escanteio. Aos 8 minutos, um escanteio que o árbitro inverteu e deu tiro de meta para o Criciúma. Aos 10, Lucca deu um pisão criminoso em Pará e o juiz nem coçou o dedo para pegar o cartão amarelo.
Aos 12, Zé Roberto malandramente cobrou um lateral para o ataque. O zagueiro do Criciúma embananou-se na jogada, Dudu roubou a bola e ganhou na velocidade, driblou o goleiro e deu um tapa para o gol, abrindo o placar com grande categoria.
Aos 21, Pará deu um petardo de fora da área que explodiu no travessão. Aos 25, após jogada de ataque do Grêmio em que o árbitro marcou uma falta de ataque, Luan e Lucca levaram cartão amarelo por terem se desentendido no lance. Até os 30 minutos só deu Grêmio. O Criciúma simplesmente não existia em campo. Aos 31, Geromel jogou para escanteio um cruzamento que levou perigo para a defesa do Grêmio.
Aos 38, Zé Roberto cobrou escanteio e Barcos marcou de cabeça seu 29º gol no ano.
Aos 40, Fellipe Bastos tomou cartão amarelo e é um sentido desfalque para o próximo e também decisivo jogo contra o Cruzeiro, na Arena.
E terminou o primeiro tempo, com ampla vantagem para o tricolor. O Criciúma praticamente não apareceu em campo. Esta primeira etapa mostrou um time que está na parte de cima da tabela lutando pelas primeiras posições jogando contra outro que está na parte de baixo, brigando para não ser rebaixado. Sintomático.

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Segundo Tempo: 0 x 1

O segundo tempo começou
e o Grêmio entrou mais ou menos da mesma maneira que havia encerrado o primeiro. Aos 8 minutos Geromel tirou de forma soberana mais uma bola da área gremista. Aos 11, Barcos deu um chute forte que o goleiro não defendeu totalmente, mas o rebote não pôde ser aproveitado. Um minuto depois, Barcos novamente tentou chutar de frente para o gol, mas o Criciúma tinha um paredão que impediu alguma conclusão mais efetiva. Aos 14, outra boa chegada do Grêmio com arremate do Pirata. Aos 16, Luan chuta duas vezes até a defesa do goleiro.
Aos 22, Dudu fez um primoroso lançamento em profundidade do círculo do meio-campo, Ramiro apareceu de surpresa no ataque, desviou com o lado externo do pé direito e anotou o terceiro gol gremista no jogo.
Aos 23, Barcos quase marca um golaço após livrar-se de vários marcadores, mas o goleiro do tigre saiu nos pés do Pirata e impediu o quarto gol tricolor. Aos 25 Luan recebeu um lançamento em profundidade e o goleiro salvou novamente.
Aos 29, o carrasco dos ribeirinhos entrou em campo: Alan Ruiz substituiu Luan. Aos 36, Barcos saiu para a entrada de Lucas Coelho. Nesse ponto da partida, o Grêmio só tocava bola para matar tempo e a torcida tricolor presente ao Heriberto Hülse gritava olé. Já passava dos 45 quando Everton entrou no lugar de Dudu. E aí já não havia tempo para mais nada.

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Foi um jogo para consolidar a posição do Grêmio no G4. O tricolor amassou o tigre em sua casa. Segue firme no caminho rumo à Libertadores do ano que vem. As próximas 4 rodadas são difíceis e decisivas. Mas há totais condições de chegarmos.
Se o time de Felipão tem que matar um leão por dia para garantir a classificação, hoje acabou matando um tigre.
 
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Como jogaram

Marcelo Grohe: Fez apenas uma intervenção no primeiro tempo. No segundo, praticamente assistiu o jogo de camarote.
Pará: Deu um tirambaço de fora da área no primeiro tempo, acertando o travessão. A mesma transpiração costumeira, apesar de suas conhecidas limitações.

Geromel: A segurança de sempre. Costuma antecipar-se em quase todas as jogadas.
Rhodolfo: A cada vez mais, mostra que é um patrão da zaga e forma com Geromel a melhor dupla de zaga em atividade no país.
Zé Roberto: Cobrou marotamente o lateral que originou o primeiro gol. Bateu o escanteio que originou o segundo. Tomou conta da lateral esquerda. Também nesta posição, não há ninguém melhor que ele em atividade no Brasil atualmente.
Wallace: Discreto, porém extremamente eficiente durante todo o jogo.
Ramiro:  Arriscou algumas subidas ao ataque, do mesmo jeito que havia feito no último jogo em que o Grêmio goleou na Arena. Apareceu de surpresa no ataque e marcou o terceiro gol.
Fellipe Bastos: Seguro na marcação e aparecendo por vezes para auxiliar nas jogadas de ataque. Tomou cartão amarelo e não joga contra o Cruzeiro. Uma pena.
Luan: Chegou a ensaiar algumas triangulações com Dudu e Zé Roberto, mas sem grande efetividade. Foi substituído por Alan Ruiz no segundo tempo.
Dudu: Marcou um gol com grande categoria. Assim como no Gre-nal, foi muito bem. Deu a assistência para o terceiro gol.
Barcos: Fez um gol típico de centroavante, cabeceando uma bola alçada em cobrança de escanteio. Já tem 29 gols na temporada. Saiu aos 36 do segundo tempo, quando o jogo já estava decidido, para dar chance a Lucas Coelho.

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Alan Ruiz: Entrou com o jogo ganho, portanto não precisou decidir em 12 minutos.

Lucas Coelho: Entrou faltando poucos minutos, não tendo grandes situações no jogo.
Everton: Entrou no lugar de Dudu nos acréscimos e nem teve tempo de suar a camisa.

Felipão:  Armou o time de forma a buscar uma vitória que consolidasse a posição no G4. Conseguiu seu objetivo com sobras. Para alguns, é um treinador ultrapassado.
 
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Arbitragem:
Raphael Claus, auxiliado por Daniel Ziolli e Alex Ang Ribeiro (todos de SP). Alex Ang Ribeiro é um bandeirinha que nunca participou de um jogo das principais séries dos campeonatos nacionais, seja na Série A, B ou C. Participou apenas de três confrontos da Série D neste ano, além de dois dois confrontos no feminino e um no sub-20. Muito estranho a CBF ter escalado este cidadão para um jogo desta importância em reta final de campeonato. O juiz deixou passar batido alguns lances no primeiro tempo (todos prejudicando o Grêmio, óbvio). Ainda assim, teve sua atuação facilitada por conta da atuação superior do tricolor, que não permitiu que o Criciúma se criasse em campo.

Nosso campeão precisa de ajuda

Atenção torcida gremista. Um ídolo do Grêmio está precisando muito de ajuda.
Assista ao vídeo abaixo.
Quem puder, ajude a salvar a vida de um homem que deu muitas alegrias à torcida tricolor.



13 de novembro de 2014

O papo furado do Hernández: Uma não! Quatrooo!

Uma é bom, mas quatro é ótimo!
Reestreando aqui e, enquanto ainda tento pegar o jeito de escrever, vou colocar breves considerações sobre o Gre-nada 403!

- Arena lotada faz toda a diferença. O ambiente estava fantástico e havia um sentimento unânime de que ninguém poderia nos vencer naquela tarde.

- Discordo de quem fala que o Grêmio não jogou bem. Foi o inter que jogou mal, ora: se um time joga mal, o outro tem que jogar bem para vencer de goleada. O Grêmio estava azeitado e encaixado, prova disso é que até o Pará jogou bem.

- Alan Ruiz estava só pela zoeira. Ficou 12 minutos em campo, fez dois gols, provocou a ira dos colorados, fez D'Alessandro ter um chilique interminável e tirou onda no instagram!

- O galinho colorado se esquece do quanto gosta de provocar, mas quando perde, gosta de dar seu showzinho. Prometeu matar um por um os gandulas do Grêmio (a loka)!

- Ramiro calou a boca de muita gente - ainda não entendo quem o vaia e defende o Pará -, tem o melhor aproveitamento em passes do time, é raçudo e sabe chegar bem na frente. Pará, por sua vez, é apático e covarde, dificilmente tem alguma vitória pessoal e prefere voltar a bola, ao invés de tentar o drible!

- Só me dei conta que Aranguiz estava no jogo quando foi driblado, no primeiro e no quarto gol. Nilmar, só quando foi substituído.

- Demais a festa da torcida! Alma lavada, felicidade estampada em rostos gremistas e um acachapante 4x1 para melhorar o astral de qualquer torcedor azul!

- Aos poucos a Arena vai virando nossa casa, nada mais normal. O Olímpico ainda é recente e vivo.

- Fui, como sempre, com minha namorada na Arena e levamos o meu sogro! Era a primeira vez que ele ia à Arena e a primeira vez que via um Gre-nal ao vivo. Pé-quente total!

- Foi divertido, foi engraçado e ainda se falará por muitos anos sobre este Gre-nal! Porém agora o foco é o Criciúma!

- Para comemorar, nada melhor que uma Avalanche. Uma não, QUATROOOO!!!!

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Adendo do seu Algoz




12 de novembro de 2014

Uma semana maluca

Turbilhão

Esta semana, que começou na sexta-feira passada, jamais esquecerei.
Comecei capotando o carro em viagem para Porto Alegre onde fui festejar os 90 anos do meu pai. A causa, uma caminhão incrivelmente parado na pista de rolamento esquerda da BR101. Parado e sem sinalização. Depois correu para tirar um pouco da estrada e colocar o triângulo. Mas era tarde.
Eu e meu filho, saímos com pequenas escoriações.
Nada mais importante e melhor poderia acontecer após a incrível sorte.
Mas ganhei na Mega Sena no sábado. Não na sena, na quadra. Uma merreca de 550 pilas.
Teria eu gasto a minha sorte salvando a vida mas com prejuízo danado e acertando improváveis 4 pontos em 6 ganhando em troca uns trocadinhos?
Mas domingo fui ao jogo. Deprimido. Com pensamento dia e noite no acidente. Quase não fui. Mas que remédio maravilhoso é ganhar GRE-nada! E eu estava lá.
Melhor do que ganhar é golear.
E melhor do que apenas golear foi ver o destempero do anão da fala fina.
Saí renovado. Com dores no corpo mas com a alma lavada.
Para cada capotada um gol do Alán Ruiz.
Pena que o juiz não deu os 5 minutos ou mais que as paralisações indicavam. Seria 5 ou 6 fácil.




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Sala da velharia

Já não ouvia o sala de redação há tempos. Esporadicamente, em dias pós jogo dava uma espiada. Segunda resolvi ouvir. Queria me divertir um pouco. Empurrar para mais longe os pensamentos do acidente.
E fui brindado com baixarias indescritíveis. No meio de tanto disparate uma frase do Cacalo: "sempre que o Grêmio ganha tem briga no sala".
Pois é. Os nascidos em 2006 não conseguem controlar a arrogância. Não sabem perder.
Uma vergonha.
Mais vergonhoso foi o que fizeram depois da demissão do jornalista mazembado.
Convidaram o Fernando Bla-bla-lho para entrar no lugar dele.
Se o convite já foi uma vergonha, o aceite do elemento foi espantoso.
O que certas gentes não fazem para uma promoção. Até entrar em programas decadentes eles entram.
Mas admitamos que a repercussão foi grande. Certamente não a esperada. Se eu já quase não ouvia o programa, agora sim que nunca mais o farei. Sei de muitos gremistas com o mesmo espírito. E teve isto aqui também.
Mas fica mais uma vez uma amostra da diferença de grandezas entre o Imortal e o timinho do aterro. Vocês já imaginaram o Presidente Koff aceitando convite para ganhar algumas merrecas em um programa de debate na rádio? Não. E não o fizeram porque isto é inimaginável.

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O que vem pela frente

O GRE-nada é passado. Em futebol não há muito tempo para festejar. Já li hoje torcedores ofendendo a direção porque o Chávare foi para o São Paulo e porque leram que o Paulinho, aquele que veio do Juventude, vai ser observado pelo Felipão.
Aliás, um dia talvez se conte aqui o que ocorreu para o Chávare sair. Não será hoje. Mas é assim. Ganha de goleada ontem. Festeja hoje. E pula para fugir de corneteiro amanhã.
Pior do que os corneteiros é o próximo jogo. E sábado será o dia D. O Grêmio ganha do Criciúma e eu aposto com quem quiser que estará entre os três primeiros. O Grêmio empata ou perde e a euforia e esperança nascidas do GRE-nada vão para o ralo.
Eu tenho convicção que ganhamos.
E sinto os jogadores com vontade.

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Duas palavrinhas sobre o jogo

A última frase acima me fez escrever as que seguem.
Muito já foi dito sobre o jogo. Aqui no blog, nas redes, etc.
Mas eu não posso deixar de comentar sobre o que mais gostei.
Não foi o banho tático do Felipão.
Não foi a segurança da zaga.
Não foi o comovente esforço do Pará entrando a morrer em todas.
Não foi a correria desenfreada do Ramiro de cima para baixo.
Não foram os minutos mágicos de futebol e catimba do Alán Ruíz.
Não foram as paredes quase sempre perfeitas do Barcos.
Não foi a exuberância do Fellipe Bastos.
Não foi a serenidade do Zé Roberto.
Não foi confirmar que temos a melhor dupla de zaga do Brasil.
Não foram as jogadas velozes e entortantes do Dudu e do Luan.
Não foi a categoria do desarme limpo do Walace.

O que mais gostei, afora testemunhar ao vivo o chilique da chiliquenta mazembada (o que é impagável), foi a vontade, a compenetração e a raça de todos. O Grêmio dos anos 90 voltou no domingo. Que fique conosco por muitos e muitos anos.