2 de agosto de 2015

Avalanche Tricolor: que venha o Gre-Nal!

Por Milton Jung

Fluminense 1×0 Grêmio
Brasileiro – Maracanã (RJ)


17546855

Já disse nesta Avalanche que de futebol costumo entender tanto quanto qualquer outro torcedor apaixonado por um clube que, provocado pelo coração, distorce os fatos em campo e retorce a verdade a seu favor. Jamais daria, por exemplo, aquele segundo cartão amarelo a Wallace – que nos custou o jogo, ao nos deixar em menor número em um gramado com aquelas dimensões – e, sem titubear, teria tirado o vermelho para o carrinho que o camisa 10 deles deu em nosso zagueiro quando, mesmo em menor número, continuávamos levando perigo ao gol adversário. Teria sinalizado impedimento no lance que os levou a marcar o único gol da partida, mesmo que a linha digital da televisão me provasse por A mais B que a posição era legal. Como disse, sou apenas torcedor. Também apitaria sem perdão o pênalti em Edinho quase no fim da partida que poderia nos levar ao empate. Aliás, para apitar esse não precisava ser um torcedor, bastava um pouco de boa vontade e precisão até porque – e a televisão provou isso – houve puxão na camisa do nosso volante.

No entanto, não estou aqui para falar do futebol em si, mas de um tema sobre o qual tendo a entender um pouco mais até porque, como diria meu pai, o diabo sabe mais por velho do que por diabo. Quero falar de comunicação, para a qual me dedico há cerca de 30 anos e foi assunto central de livro que lancei recentemente: “Comunicar para liderar”, pela Editora Contexto (momento jabá). E falo hoje, especificamente, da comunicação dos jogadores, pois, creia ou não, os considero geniais. Imagino que você, caro e raro leitor desta Avalanche, deva estar estranhando esse meu elogio, afinal as entrevistas ao fim das partidas por muitas vezes são motivos de deboche, dada a repetição de frases feitas e expressões sem muito sentido que nossos “craques da palavra” usam para atender as perguntas dos repórteres.

Agora, vamos pensar com carinho. O cara passa 90 minutos correndo atrás da bola, disputando cada pedaço do gramado, recebendo botinada de uns e dando botinadas nos outros, cai no chão, se levanta, corre de novo, ouve vaia do torcedor, bronca do professor e não desiste. Ao fim e ao cabo, sai de campo derrotado (ou não) e, sem chance de recuperar o fôlego, já é alvejado com uma pergunta do jornalista. Convenhamos, às vezes alvejado com cada pergunta que pelo amor de Deus! Sem pestanejar, o cara tem de responder de bate pronto.

Coloque-se no lugar dele e pense se você seria capaz de articular alguma frase depois de passar pelo que ele passou em campo? Tem doutor que estuda, planeja e treina para falar bem e quando é perguntado, em uma entrevista programada e sem estresse, diz um monte de asneira. Tem autoridade que decora a fala e se dá mal. O jogador é obrigado a responder ali, no calor da emoção, mal conseguindo puxar o ar. E nós queremos que ele diga algo espetacular, com início, meio e fim, e que ainda faça algum sentido?

O incrível é que, na maioria das vezes, eles se saem bem, sem se comprometer. Não aprofundam muito na análise do jogo, mas resumem as coisas com uma frase que acaba virando manchete em seguida. No sábado, aliás, um dos nossos se saiu muito bem, inclusive foi melhor nas palavras do que na bola jogada. Refiro-me a Edinho que, ao lado do campo, após ter corrido dobrado na ausência de um de seus colegas e perdido três pontos importantes, foi perguntado sobre o fato de ter sido derrotado e já ter que encarar um Gre-nal na próxima rodada. Poderia ter concordado com o ar de dificuldade que a jornalista usou na pergunta, mas, não, nosso volante com a sutileza que lhe é peculiar tascou: “ainda bem que tem um Gre-nal!”.

Ou seja, que bom que teremos uma partida importante para disputarmos, um clássico pela frente, pois é a oportunidade para se mostrar grande, vencer e crescer na tabela de classificação, antes que seja tarde. Faço minhas as palavras de Edinho. Que venha o Gre-nal!

1 de agosto de 2015

Daniel Matador - Revés no Rio com um a menos

Fluminense 1 x 0 Grêmio

"Vais morrer sozinho, na amargura e sem amigos!"
Caros

O tricolor foi até a Cidade Maravilhosa (que, não fosse a bandidagem, seria o paraíso na terra) para tentar amealhar mais alguns pontos e continuar no bolo dos que pleiteiam as primeiras posições do Campeonato Brasileiro. Os desfalques de Marcelo Grohe e Giuliano, além da ausência ainda sentida de Marcelo Oliveira, foram fatores que fizeram com que Roger tivesse que repensar a escalação do time. Mas faz parte do jogo. O próprio Fluminense não contou com Fred para este jogo em virtude de lesão. Principalmente um jogo onde poderia haver a estreia daquele elemento do qual não citamos o nome e que terá de viver até o fim de seus dias sabendo que é persona non grata na terra em que nasceu e não poderá sair na rua sem ser hostilizado pelos verdadeiros gremistas.

Para o lugar de Grohe, Roger retomou a escalação de Tiago, que havia falhado em sua última participação e tem a chance de recuperar-se. E o recém contratado William Schuster terá o grande jogo de sua vida ao envergar a camisa tricolor no gramado do Maracanã, local de onde ela já saiu vitoriosa várias vezes e inclusive ergueu taças. Privilégio este que somente o Grêmio concedeu ao Rio Grande do Sul. O próprio Roger, que cruzou a bola para o gol de Carlos Miguel que deu o Tricampeonato da Copa do Brasil para o clube em um Maracanã lotado, desta vez terá que ausentar-se da casamata. Tudo por conta da palhaçada de um árbitro que resolveu expulsá-lo no último jogo, mesmo reconhecendo que não ouviu o que ele falou. É algo surreal. Mas nós é que somos paranoicos.

Primeiro tempo: Fluminense 0 x 0 Grêmio

O Grêmio começou o jogo encurtando o campo de jogo através do avanço da marcação. A linha de defesa posicionava-se praticamente na intermediária. Aos 9 minutos o elemento de caráter duvidoso bateu uma falta tentando encobrir o goleiro Tiago, que não caiu na tática manjada e espalmou para escanteio. Aos 14, uma boa jogada tramada pelo tricolor que terminou com arremate de Pedro Rocha, ocasionando um escanteio. Aos 21, Marcelo Hermes salva aquele que seria o gol do Fluminense, tirando a bola de cima da linha. Aos 24, um chutaço de canhota de Douglas obrigou Cavalieri a fazer uma grande defesa e mandar para escanteio. Na cobrança, Erazo meteu um testaço para o gol, Cavalieri operou um milagre ao espalmar e a bola ainda bateu no travessão.

Aos 28 o árbitro deu uma matadinha em um ataque do Grêmio alegando necessidade de atendimento a um jogador do Fluminense. Típica tática para esfriar o time. Inclusive, muito fair play foi utilizado pelo time gremista durante este primeiro tempo. Em alguns lances, talvez, de forma desnecessária. Aos 37, Maicon deu ótimo passe para Pedro Rocha, que chutou e a bola passou rente à trave direita da meta carioca. Aos 46, fraco arremate de Luan que foi para fora. No lance seguinte, Douglas aplica uma humilhante janelinha e lança Luan, que cruza da direita para o zagueiro do Flu mandar para escanteio. Mas o árbitro, incrivelmente, não permitiu a cobrança e encerrou a primeira etapa com o placar em branco.







Segundo Tempo: Fluminense 1 x 0 Grêmio

Logo no início, Tiago já teve de socar a bola para afastar um perigoso cruzamento do Fluminense para a área do Grêmio. Até que aos 4 minutos Walace dividiu uma bola em lance normal de jogo e o árbitro aplicou-lhe o segundo cartão amarelo, consequentemente expulsando o volante gremista. James Freitas tirou o até então inoperante William Schuster e mandou Edinho a campo, em uma tentativa de recompor a linha defensiva do meio de campo. A partir daí, até mesmo por conta de estar com um jogador a mais, o Fluminense tentou algumas investidas mais ousadas. Aos 13, perigoso cruzamento na área, a qual foi rechaçada por Tiago, porém com pouca segurança. Aos 20, boa jogada do Grêmio que chegou até a área, porém Douglas não conseguiu finalizar.

Aos 25, Douglas saiu para a entrada de Fernandinho, que em sua primeira jogada ia passando por três jogadores até sofrer a falta próximo à área. Aos 28, o elemento aquele entrou de forma desleal em Geromel e levou apenas cartão amarelo, em clara falta de critério do árbitro. Até que, aos 31, a superioridade numérica do Fluminense acabou pesando e Wellington Paulista escorou uma bola de cabeça para Marcos Júnior, que conseguiu driblar Tiago e abrir o placar. E a partir daí a coisa degringolou de vez. Braian entrou no lugar de Luan aos 39. Aos 43, Pedro Rocha perdeu um gol que um atacante de bom nível não pode perder nunca. No mesmo lance, pênalti claro sobre Edinho que a arbitragem optou por ignorar.







Como jogaram:

Tiago: deu uma pixotada no lance em que Marcelo Hermes salvou em cima da linha. Mais alguns lances inseguros no segundo tempo, apesar de não ter tido grande culpa no lance do gol. Nota 4
Galhardo: não teve ímpeto de apoio no primeiro tempo. Pouca efetividade nas cobranças de falta e escanteios. Nota 4
Geromel: foi seguro como sempre, apesar de algumas dificuldades em barrar ataques do Flu. Um dos melhores em campo. Nota 6
Erazo: bem em sua função e quase marcou um golaço de cabeça. Está começando a afirmar-se como companheiro de Geromel. Nota 6
Marcelo Hermes: priorizou sua característica de marcação e salvou um lance que seria gol do Flu. Pouca efetividade no segundo tempo. Nota 4
Walace: teve muito trabalho para conter os avanços da linha de meio-campo carioca. Levou cartão amarelo logo no primeiro tempo. Logo no início do segundo tempo, levou o segundo amarelo e foi expulso. Nota 5
Maicon: juntou-se a Walace na dificuldade em conter os avanços. Acabou sumindo no segundo tempo. Nota 4
William Schuster: não se sabe se a camisa pesou ou o Maracanã constrangeu, mas no primeiro tempo aparentou estar perdidaço em campo. Saiu no início do segundo tempo por conta da expulsão de Walace e também porque era o mais fraco em campo. Nota 2
Douglas: deu um chute muito perigoso que exigiu grande defesa de Cavalieri. Manteve um nível razoável no segundo, até sair por cansaço. Nota 5
Luan: tentou avançar, mas foi fortemente marcado pelos volantes e zagueiros do adversário. Mesmo assim conseguiu algumas vitórias pessoais. Saiu ao final do jogo para a entrada de Braian. Nota 6
Pedro Rocha: alguns bons avanços e um perigoso chute no primeiro tempo. Não teve uma boa performance na segunda etapa. Perdeu um gol ao final do jogo que poderia garantir o empate. Nota 3

Edinho: entrou no lugar de William Schuster por conta da expulsão de Walace. Acabou cumprindo bem sua função, principalmente considerando que o time estava com um a menos. Nota 5
Fernandinho: entrou no lugar de Douglas. Fez duas boas jogadas individuais no pouco tempo em que esteve em campo. Por incrível que pareça, entrou bem. Nota 6
Braian: entrou ao final do jogo com a ingrata missão de marcar um gol e, como tem sido sua sina, não foi feliz. Sem nota

Roger / James Freitas: Roger assistiu o jogo de uma cadeira no estádio e Jaime comandou o time na casamata. Saiu-se bem no primeiro tempo.

Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio deu algumas matadas de jogo totalmente incompreensíveis e desnecessárias. No início do segundo tempo arrumou uma controversa expulsão para Walace, o que acabou desmontando o meio campo e o time como um todo. Árbitro muito fraco para apitar um jogo desta envergadura.

A derrota foi ruim principalmente por ter ocorrido frente a um adversário direto na luta pelo G4. Jogar com um jogador a menos é sempre complicado. Ainda assim, o Fluminense não teve grandes chances para marcar, aproveitando uma das raras oportunidades. Algo que o Grêmio não foi competente para fazer. Walace é desfalque certo e que será muito sentido no Gre-nal. Sua expulsão foi preponderante para que o time perdesse sua composição. A carência das peças de reposição acaba sendo sentida a cada jogo. Mas não há tempo para lamentações, pois o próximo jogo é clássico e tem de ser vencido.


Saudações Imortais

Um divisor de águas


Embora todos os jogos tenham a mesma importância em campeonato de pontos corridos, o jogo de hoje, para mim, é um divisor de águas para o Grêmio.
Uma vitória servirá para recuperar os pontos perdidos em casa para o Sport e, mais do que isto, dará confiança para o time buscar algo maior na competição. Um empate terá o sabor de um arroz puro e sem sal. E uma derrota trará de volta todas as dúvidas e as ondas da imprensa e de alguns torcedores sempre prontos para desqualificar o time.
O time perdeu Rhodolfo que fechou muito bem com Geromel. A dupla de Geromel com Erazo terá o primeiro teste forte para mostrar se funcionará satisfatoriamente.
No meio sairá Giuliano, para alegria de muitos, e estreará Schuster, uma incógnita. Mas foi pedido do Roger, que tem crédito. Portanto, vamos dar um voto de confiança.
Na frente continuam Luan e Pedro Rocha. Aliás, os nossos queridos i$ento$ só procuram o Luan nesta semana para falar do GRE-nada. Interessante esta preocupação, não? O Grêmio com um jogo vital no Rio e só o que querem é falar no jogo do outro final de semana. Para aumentar minha paranoia, do lado de lá o foco e todas as entrevistas tratam de vingar a goleada do ano passado que levaram da gloriosa Chapecoense.
Mas voltando ao jogo de hoje. O tricolor terá duas vantagens inesperadas: a ausência de Fred, sempre um goleador perigosíssimo e a estreia do podre no Fluminense. Espera-se que as aproveite.
O que vai ser determinante, na minha opinião, será a atitude. Nunca entendi porque jogo fora de casa tem de ser jogado de forma diferente. Afinal, embora algumas diferenças nas dimensões dos campos, a grama é verde, as goleiras tem o mesmo tamanho e as bolas são sempre redondas.
Se o Grêmio jogar com intensidade, marcação forte na frente e velocidade, ganha o jogo. Se ficar atrás especulando um contra-ataque, perde o jogo.
Mas acordei com bom pressentimento. Ganharemos hoje.

30 de julho de 2015

Grêmio investe no futuro

Grêmio prioriza investir nos meninos da base.

Enquanto alguns se desesperam para conseguir vender jogadores para honrar as dívidas que se acumulam dia a dia, a direção do Grêmio inteligentemente fortalece a relação com suas jóias.
Romildo Bolzan , com o dinheiro da venda de Rhodolfo, adquiriu maior percentual dos direitos de Walace, prorrogou o seu contrato e de Luan Pedro Rocha. Ou seja, reinvestiu o dinheiro no clube.
Quando falamos aqui que o trabalho que está sendo feito é eficiente, acreditem. Aos poucos vai aparecendo o resultado de uma gestão direcionada ao futuro na valorização dos meninos. São estes  que poderão dar um bom retorno ao clube , seja financeiro, seja no sucesso dentro de campo.
As coisas não acontecem de uma hora para a outra. É preciso deixar de ser imediatista e ter muita firmeza nas próprias convicções. O Grêmio se antecipou aos fatos e está fazendo aquilo que todos os clubes terão de fazer daqui para a frente: ter responsabilidade fiscal. O momento da gastança desenfreada e inconsequente já passou. Mas a maioria ainda não acordou para a realidade.

Todos queremos títulos. Mas temos que saber que, hoje em dia, atrás dos títulos deve existir um trabalho consistente e muito bem estruturado.
Títulos não acontecem por acaso. Não neste ambiente profissional que se instalou no futebol contemporâneo. O tempo da magia ficou para trás. Vivemos novos tempos e quem não entender isso, perderá o rumo da história.
Sentiram a diferença abissal que existe entre uns e outros?

Foto: Gazeta Press

29 de julho de 2015

Marketing gremista lança novidade

Nesta semana, o Departamento de Marketing do Grêmio apresenta aos torcedores mais uma iniciativa pioneira entre os clubes da Região Sul : o serviço comparador de preços online. A partir de agora, o clube investe no potencial do mercado de comércio eletrônico que reúne os mais importantes varejistas do setor de telefonia, eletroeletrônicos, vestuário, decoração , brinquedos, etc, num universo de mais de três milhões de produtos.
O Grêmio Busca ( www.grêmiobusca.com.br) é uma nova fonte de receita para incrementar o caixa . Segundo estudos, o número de consumidores online gremistas gira em torno de 1,2 milhões, com ticket médio de R$347,00 por transação. Isso resulta em um potencial de compras estimado em R$ 838,8 milhões ao ano 

"O objetivo é "culturalizar" o torcedor gremista, habituado a fazer compras online, a utilizar o buscador do Grêmio e, desta forma, ajudar o Clube a alavancar a nova alternativa de geração de recursos. É mais uma possibilidade de rentabilizar a paixão do torcedor, além de beneficiar o mesmo com preços mais vantajosos entre os mais diferentes segmentos do mercado", explica o executivo de Marketing , Beto Carvalho.

O diretor da empresa responsável pela operação do Grêmio Busca  (S4Fans), Felipe Dorneles, acrescenta que " o volume pode chegar a um importante incremento para o Clube, por meio da participação na venda efetivada por cada loja anunciada, além dos royalties pelo uso da marca." O último relatório apresentado pela E-Bit, empresa referência no fornecimento de informações sobre o e-commerce no Brasil, as vendas no comércio eletrônico brasileiro em 2014 foram na ordem de R$35,8 bilhões.

Está aí mais uma boa iniciativa para receber o apoio do torcedor. Todas as fontes de receita alternativas para incrementar o caixa do clube são muito bem vindas. Com a torcida apaixonada e numerosa que o Grêmio possui, certamente esse projeto renderá muitos frutos positivos.
É o Grêmio mais uma vez inovando e só observando o momento em que será copiado em 3,2,1...



                                   www.gremiobusca.com.br   

   

   
  
 

28 de julho de 2015

A América azul pela primeira vez

Dia 28 de julho de 1983.
Data que nenhum gremista jamais deve esquecer. Um dia histórico para todos.
Pela primeira vez, o Grêmio conquistava naquela quinta-feira, a Taça de Campeão da Libertadores da América.
Convido os leitores mais antigos a fazerem seus relatos de tão grandioso momento para as gerações mais novas.



Ficha técnica da decisão:

GRÊMIO 2 x 1 PEÑAROL
28/07/1983
Copa Libertadores da América
Estádio Olímpico



GRÊMIO:
Mazarópi; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato, Caio (César) e Tarciso.
Técnico: Valdir Espinosa


PEÑAROL:
Fernandez; Montelongo, Olivera, Gutierrez e Diogo; Bossio, Salazar e Saralegui; Silva (Peirano), Morena e Ramos.
Técnico: Hugo Bagnulo


GOLS:
Caio (GRE – 10 do 1ºT)
Morena (PEN – 25 do 2ºT)
César (GRE – 32 do 2ºT)


ARBITRAGEM:
Édison Pérez (PER)
Enrique Labo e Carlos Montalvan (PER)


BANCO DE RESERVAS
Beto, Leandro José, Paulo César, César e Tonho.

Vídeo completo do jogo


 

27 de julho de 2015

Tolinhos não aprendem nunca

Tenho de sair uns minutos das férias para parabenizar aos inteligentes gremistas que decretaram que Grohe não joga nada e que Tiago era a solução de todos os males do Grêmio.
Ter convicção sobre algo muitas vezes mostra que o convicto é seguro, experiente e inteligente. Outras vezes, convicção apenas esconde uma mente tacanha, teimosa e pouco inteligente.
Cornetear Grohe que já prestou excepcionais serviços ao Grêmio para promover Tiago mostra torcedor da segunda, e pior espécie.
Estes merecem os parabéns pois conseguiram: hoje, ao invés de dois grandes goleiros não tem nenhum.
Já aqueles que são inteligentes sabem que temos dois goleiros que até podem falhar de quando em vez, mas que são dos melhores do país.

26 de julho de 2015

Avalanche Tricolor: apesar do empate

por Milton Jung


Grêmio 1×1 Sport
Brasileiro – Arena Grêmio


Maxi está de volta ao time (Foto Grêmio Oficial no Flickr)

Maxi está de volta ao time (Foto Grêmio Oficial no Flickr)

Torcedor quer ganhar sempre. E eu sou torcedor. Quero a vitória a qualquer custo e em qualquer circunstância. Esse fascínio pela vitória porém não é suficiente para me fazer praguejar empates como o da noite deste sábado.

Sei que era jogo contra adversário direto. Sei que saímos na frente. Sei, também, que tivemos próximo do gol que nos deixaria colado do líder, no Campeonato. E, provavelmente, é por saber de tudo isso que não saio frustrado.

Há jogos em que ganhamos com futebol sofrido. Hoje, jogamos futebol bonito. Bem jogado na maior parte do tempo. Fomos punidos com um gol exatamente na parte ruim, quando corremos atrás da bola em lugar de mantê-la no pé.

Com a bola de pé em pé e trocada com precisão. Com gente passando por um lado e gente passando pelo outro. Com drible e velocidade. Com a velha marcação de sempre. Fizemos jogo de gente grande e potencial de título. É isso que me dá tranquilidade, apesar do empate.

Quero ganhar sempre, mas sabemos que nesta competição não bastam vitórias mal-feitas. Essas são ilusórias. Garantem três pontos hoje, mas representam pouco a longo prazo. A conquista do título, que afinal é o que queremos mesmo, vem com jogo sustentável. E assim temos sido no Brasileiro deste ano.

Temos que fazer consertos no meio da área, principalmente, pois pelo alto seguimos enfrentando dificuldade. Lá na frente, talvez chutar com mais precisão a gol para aproveitar melhor as chances que criamos. E encontrar alguém com aquele jeito de matador. Do tipo que sai do banco para resolver o jogo.

Que a vitória seria importante para a campanha, não tenho dúvida. Mas vou curtir o fim-de-semana com tranquilidade, pois estamos na disputa e com futebol consistente.

A lamentar: a covardia da regra que segue a dar poderes ditatoriais ao árbitro

25 de julho de 2015

Um empate injusto

Grêmio 1 x 1 Sport

Primeiro Tempo: 1 x 0


Nos primeiros minutos de jogo o Sport veio destemido e empurrando o Grêmio para dentro de seu próprio campo. Os dois times apresentam movimentação intensa num jogo muito disputado. A partir dos dez minutos o Tricolor começa a pressionar. Aos 13 minutos, em grande jogada no ataque com Pedro Rocha, Luan chuta cruzado e a bola acerta a trave. Dois minutos depois, em novo ataque, novamente Luan chuta forte mas a bola passa ao lado do gol adversário. O Grêmio tenta de todas as formas, mas encontra dificuldades para furar o forte bloqueio dos pernambucanos que se defendem muito bem. O Sport reage,  joga de igual para igual e aos 24 minutos, numa cabeçada perigosa, consegue ameaçar o gol de Tiago. Aos 32 minutos, Douglas lança Pedro Rocha que avança a grande área e chuta forçando o goleiro a uma grande defesa. Logo após, depois de cobrança de lateral, o Sport assusta a defesa do Grêmio. Em novo ataque gremista, o bandeirinha erroneamente marca impedimento de Pedro Rocha. Nos minutos finais do primeiro tempo, o time do Grêmio bombardeia a defesa adversária em boas jogadas tramadas pelo ataque. O Sport volta à carga, mas a defesa tricolor intercepta com precisão . Aos 43 minutos, o Grêmio quase abre o placar, mas o goleiro do Sport evita saindo com os pés. Finalmente, aos 44 minutos, Pedro Rocha faz grande jogada e marca um golaço merecido!
Um primeiro tempo intenso e veloz, onde o Grêmio apresentou um futebol de muita qualidade. Até poderia ter feito um placar mais elástico. 
Grande atuação do time. Uma equipe que dá gosto de ver jogar.
Roger acertando em cheio ao fazer o Grêmio jogar o fino da bola.
  
Segundo Tempo: 0 x 1
Grêmio volta com muita disposição, evitando que o Sport avance e querendo ampliar o placar. Mas aos cinco minutos, os pernambucanos conseguem chegar no ataque e Tiago defende com tranquilidade. O jogo é lá e cá. Ambos atacam e defendem com a mesma intensidade. Aos 16 minutos, Tiago falha terrivelmente num cruzamento dentro da área, a bola sobra para Diego Souza que mete para dentro do gol. Lance bisonho. Roger decide alterar a equipe aos 20 minutos , substituindo Douglas por Máxi Rodriguez. O Grêmio não consegue apresentar o mesmo futebol envolvente e veloz da primeira etapa. Marcelo Hermes chuta uma bola com efeito exigindo uma grande defesa do goleiro que manda para escanteio. Aos 30 , Fernandinho entra no lugar de Giuliano. Logo depois, Braian Rodriguez substitui Pedro Rocha. O time gremista tenta de todas as formas furar o bloqueio do Sport, mas encontra muitas dificuldades devido à forte marcação. Aos 42 minutos, o goleiro do Sport faz um milagre em cabeçada venenosa de Braian. Quase ao final, o goleiro faz um segundo milagre espalmando um torpedo de Luan.
Um resultado injusto graças à ótima atuação do goleiro do Sport que impediu a vitória gremista

Como jogaram:

Tiago: falhou quando não podia. Nota 3
Galhardo: participativo. Nota 6
Erazo: seguro. Nota 7
Thyere: boa estréia. Nota 7
Marcelo Hermes: muito bem no apoio. Nota 7
Walace: primeiro tempo primoroso. Nota 8
Maicon: eficiente. Nota 7
Douglas: Um dos melhores. Nota 8
Giuliano: Pouco inspirado. Nota 5
Pedro Rocha: o melhor do jogo. Ótimo primeiro tempo. Nota 9
Luan: muito bem nos dois tempos. Nota 8

Máxi Rodriguez: entrou bem. Nota 7
Fernandinho: mostrou disposição. Nota 6
Braian Rodriguez: Quase desempatou o jogo. Nota 7
 
Roger: está nascendo um grande treinador. Fez o possível para vencer. Estrategista inteligente. Nota 9

______

Arbitragem: Péricles Bassols Cortez, auxiliado por Rodrigo Henrique Corrêa e Dilbert pedrosa Moisés (RJ).  Pequenos equívocos que não comprometeram o resultado do jogo

Recalque é coisa pra se guardar

Em férias e rindo à toa, dei de cara com twitters comentando sobre um post do famoso presidente do cocô-irmão, postado e depois despostado covardemente do facebook do indigitado elemento.
Depois recebi o tal de post que republico abaixo para a posteridade:


COISAS QUE ACONTECEM EM VARIOS QUADRANTES DO PLANETA TERRA ! A cidade de Barcelona, alberga 2 clubes muito conhecidos por todos nos, o CA Barcelona (fundado em 1899) e o Espanhol de Barcelona (fundado em 1890). Ao longo das respectivas trajetorias ,cultuaram entre si, uma das mais tradicionais rivalidades, primeiro da Catalunha, abrangendo depois a Espanha inteira ,desaguando em todo o Continente Europeu. Tamanho antagonismo nao se limitava aos jogos entre si, mas tambem quando os" inchas" de cada um,torciam para o adversario do rival ,mormente em decisoes. Com o passar do tempo,o CA Barcelona passou a distinguir-se em ralacao ao rival local, superando-o nao so no confronto direto, dentro do campo, como tembem obtendo inumeras conquistas nacionais e internacionais relevantes, angariando adeptos em varios recantos do mundo. Para se ter uma ideia, nesse seculo o CA Barcelona conquistou 2 Titulos Mundiais Oficiais e de 2006 para ca, obteve 4 Champions League, alem de inumeros campeonatos espanhois e varias Copas do Rei de Espanha. No confronto direto entre Barcelona e Espanhol melhor sorte nao esta reservada a este ultimo, pois de 161 jogos na Liga local, o primeiro venceu 92 jogos, contra 34 do rival que perde inclusive para o empate, verificado em 35 oportunidades. No mesmo periodo o Espanhol, com grande arrogancia, jacta-se de ter conquistado 4 Copas do Rei de Espanha e 1 titulo da 2a. ( Repita-se 2a.)Divisao espanhola. Alias, nos ultimos anos, a torcida do Espanhol ( que julga que seu time equivale ao Barcelona) engalanou-se e festejou ruidosamente quando o Barca foi derrotado pelo Internacional de Porto Alegre por 1X0 em Iokohama em 2006, pela Internazionale de Milao, na Champions de 2010, pelo Chelse na Campions de 2012, pelo Bayern, na Champions 2013 e pelo Atletico de Madrid no certame espanhol de 2014. Em suma o Espanhol de Barcelona e seus ïnchas"so comemoram alguma coisa ,diante de reves de seu adversario. De seu lado ,os torcedores do "Barca"querem que esse "Status quo" permaneca por mais e mais anos e que a diferenca entre os dois clubes se acentue cada vez mais. COISAS QUE ACONTECEM EM TODOS OS QUADRANTES DO TERRA !


Sobre esta "coisa" algumas observações se fazem necessárias:

  1. O sujeito, apesar de advogado, é semi analfabeto.
  2. Escrever com o fígado e sob a dor de uma raiva infinita não é recomendável em hipótese nenhuma.
  3. Antes de desnudar uma alma mesquinha e rasteira todos deveriam contar até 2000.
  4. Eu morri de rir e de satisfação ao ver que está tudo voltando ao normal. Anão moral mostra que é anão moral. Timinho age e perde como timinho. Bagaceira não consegue mais passar por gênio.
  5. Com a recente prisão de gente da PHIPHA e da COMEBOLA parece que não estão mais arriscando mudar resultado de jogo através de expedientes extra-campo.
  6. A única semelhança que o timinho tem com o Barcelona é o fiasco. O Barcelona em 2006 e o timinho em 2010. Cada um tem o Mazembe que merece.
  7. Um demente não faria pior.