18 de abril de 2015

Classificação no padrão Felipão

Grêmio x 1  Juventude

Primeiro tempo: 1 x 1

O Grêmio começou se impondo apesar da forte marcação da equipe do Juventude. Jogo muito estudado e cauteloso por ambos. Com muitas dificuldades para furar o bloqueio da defesa , até os 15 minutos o Imortal Tricolor fez algumas tentativas frustradas contra o gol adversário. Aos 20 minutos, em cobrança de escanteio, a bola bate na trave. Aos 22, o zagueiro Pereira é substituído por lesão. Logo após, Rhodolfo quase marca para o Grêmio depois de driblar dentro da área. Jogo muito difícil. Aos 26, Braian cabeceia fraco para defesa do goleiro Aírton.
Goooooooooollllaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaçoooooooooooooooooo!!!
Aos 29 minutos, Giuliano pega a bola e faz jogada de craque passando redondinha para Luan que manda colocado para o fundo das redes.
Logo depois, em outra jogada magnífica de Giuliano, Braian perde um gol frente a frente com o goleiro do Juventude. Aos 36, Braian desperdíça nova oportunidade. Um minuto depois, Douglas oferece um  merengue para Giuliano que chuta forte para defesa espetacular de Aírton. O Grêmio joga muito bem, domina amplamente o adversário e não ampliou o placar graças a excelente atuação do goleiro do Juventude.
Inesperadamente, aos 45 minutos, Douglas (Juventude) vence Geromel em altura e cabeceia direto para o canto do gol de Grohe. Resultado injusto pelo que se viu nos 45 minutos iniciais. Pela realidade do confronto, esse gol foi mais impossível do que acertar os seis números da mega-sena já que o Grêmio mostrou superioridade avassaladora sobre o time do Juventude.
Inacreditável!
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Segundo tempo: 1 x 0

Felipão mantém a mesma equipe para o segundo tempo. O time de Caxias volta mais afoito do intervalo e tenta atacar. O Grêmio não retorna tão bem como no primeiro tempo e deixa o Juventude mais à vontade para jogar. Finalmente aos 12 minutos, Luan faz bela jogada e quase marca. O jogo segue com a disputa se concentrando no meio de campo e sem finalizações. Felipão saca Braian do time e coloca Yuri em seu lugar. Aos 24, Geromel tenta o chute de longa distância, mas a bola passa alto sobre a goleira. Em jogada na lateral, Helder faz falta em Yuri mas o juiz não marca nada.
Douglas cobra escanteio e...goooooooooooooooooooooooolllllllllll!!!!!!!
Pedro Geromel se redime da falha no primeiro tempo e marca de cabeça.
Wallace entra no lugar de Douglas aos 35 minutos. O jogo cai em qualidade técnica mas cresce em emoção. Felipão mantém três volantes no meio para frear o Juventude nos minutos finais.
Yuri arranca rápido para o ataque e quase marca em jogada sensacional mas sente lesão e pede substituição. Lincoln entra em seu lugar. Os últimos minutos são nervosos e na raça. Luan dribla 19 jogadores do Juventude e quase faz um golaço. Os jogadores do Grêmio trocam passes esperando pelo final. Felipão pede calma. Geromel dá show em campo.
Classificação ao estilo Felipão.
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Como jogaram:

Marcelo Grohe: não teve culpa no gol. Assistiu a maior parte. Nota 6
Matías Rodriguez: defendeu bem. Nota 7
Geromel: zagueiraço.Cresce a cada jogo. Nota 8
Rhodolfo: firmeza e categoria de sempre. Nota 7
Marcelo Oliveira: muito seguro, sem brilhar. Nota 6
Fellipe Bastos: fez a sua parte.Nota 6
Maicon: muita qualidade e muito regular. Nota 7
Giuliano: o melhor do time. Nota 10
Douglas: muito bem no jogo. Nota 7
Luan: só abaixo de Giuliano. Jogou demais.Nota 9
Braian Rodriguez: abaixo dos companheiros. Perdeu gols. Nota 5.
Yuri: entrou muito bem de novo. Nota 7
Wallace: pouco tempo.

Lincoln: pouco tempo.

Felipão: a cada jogo, mostra o quão ultrapassado está empilhando vitórias. Nota 10.
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Arbitragem : Jean Pierre Lima, auxiliado por José Eduardo Calza e Marcelo Oliveira Silva. Deixou de marcar algumas faltas. Não comprometeu o resultado do jogo.

17 de abril de 2015

No balanço da imparSCIalidade

Vivemos dias de balanços. Empresas e, também, os clubes de futebol estão divulgando os seus números relativos ao ano de 2014. O assunto se presta às mais apaixonadas manifestações de clubismo, por barulho ou por silêncio. Quando os números ruins são do Grêmio, a banca aciona os berrantes e registra. Quando são do outro lado, a banca apaga e recebe. Quando dar manchete é imperioso pela natureza do veículo, não há como esconder a diretriz que pauta certas redações. Por exemplo, vejam o tratamento dado pelo Clic RBS para 3 eventos.
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Evento 1 - Balanço do Grêmio: déficit de R$ 31,6 milhões



Como se pode observar, o destaque é dado para o valor negativo.
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Evento 2 - Balanço do deles: déficit divulgado de R$ 49 mi e real de R$ 65 mi



Destaque para a aprovação. Na manchete, nenhum pio sobre o valor. Qualquer um deles (R$ 49 mi ou R$ 65 mi) muito superior ao nosso resultado. Aliás, há coisa importante ainda não dita sobre o conteúdo do relatório deste balanço. Se não for abordado na nossa querida imprensa, publicaremos aqui um número que surpreenderá a todos os admiradores do melhor negociador Phipha do mundo.
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Evento 3 - Balanço da Arena Porto Alegrense S.A.: déficit de R$ 101 milhões



Adivinhem o destaque? Se é negativo, destaque para o valor. Mas aqui há mais do que destaque, há imparSCIalidade em estado nojento. A Arena Porto Alegrense S.A. é uma empresa. O balanço é dela, não é da "Arena do Grêmio". Mas, é claro, havendo chance de vincular o nome Grêmio e do do melhor estádio particular do Brasil a algo negativo, esta não pode ser desperdiçada. E, assim, segue o jornalismo esportivo gaúcho, rumo à cova que cavou com a sua falsa isenção.

16 de abril de 2015

Avalanche Tricolor: insistente como a água, perseverante como nós!

Por Milton Jung

Grêmio 2 x 0 Campinense
Copa do Brasil – Arena Grêmio


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“A água mole cava a pedra dura”, escreveu Ovídio dois milênios atrás, frase que ganhou variações conforme a cultura, mas sempre para enaltecer o perseverante, virtude dos vitoriosos. As conquistas vem desse esforço às vezes incompreensível. Esta insistência que está atrelada a paciência tende a ser premiada ao final, desde que moldada pelo talento e inteligência. Aqui no Brasil, o provérbio criado no latim transformou-se no verso “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Ou, em bom português: insiste que dá. E não é que deu!

Foram necessários 63 minutos, mas nossa insistência em atacar, chutar e tentar foi premiada não apenas com um, mas com dois gols na partida de ontem à noite, pela Copa do Brasil. Fazia tempo que não via a gente se esforçar tanto para chegar ao gol. Jogadas bem construídas, troca de passe relevante, chegada de nossos alas na linha de fundo e nossos meias se aproximando dos atacantes na área: este somatório nos permitiu chutar pela direita, pela esquerda, por baixo, por cima, colocada, no travessão, nas mãos do goleiro , no peito do adversário … só não conseguíamos chutar na rede.

O futebol que nos levava na cara do gol, não parecia capaz de nos levar a fazer o gol. E isto é um perigo neste esporte sempre cheio de frases prontas a serem executadas. “Quem não faz leva”, logo passaram a lembrar alguns. E o pior cenário apenas não se desenhava porque o adversário não tinha competência para superar nossa defesa, mais uma vez bem posicionada. Escapou uma ou duas vezes, não mais do que isso. Mesmo com baixo risco, classificar-se à próxima fase da Copa só com um empate em casa seria frustrante.

Justiça se fez no segundo tempo. Primeiro no gol de Douglas, que curiosamente só marcou porque dois dos nossos desperdiçaram a jogada, na sequência; e depois no de Lincoln, já nos acréscimos. Mas, principalmente, no excelente futebol de Yuri Mamute, que entrou para desequilibrar a partida, novamente. Verdade que ele também perdeu seus gols e jogadas. Mas assim como todo o time não se desesperou por causa disso, apenas continuo lutando na crença de que seria recompensado. Ao deixar o campo, consagrado mais uma vez, nosso jovem atacante ainda teve tempo de demonstrar equilíbrio: “sou titular entre os 18”.

Mamute deve voltar ao banco no próximo jogo. Braian Rodriguez continuará sendo escalado como titular até porque ele, Luis Felipe e toda a torcida do Grêmio sabem que “un goteo constante puede erosionar una roca”. E nossa paciência é Imortal!

15 de abril de 2015

O jogo em que o juiz foi o melhor

Grêmio 2 x 0 Campinense


Primeiro tempo: 0 x 0

O jogo começou picado mas aos 2 minutos Giuliano entrou pela área e cruzou rasteira no meio. Douglas de frente para o gol, chutou em cima do zagueiro. Um gol feito perdido.
Braian recuperou uma bola perdida aos 6 minutos e serviu Giuliano que mandou no canto para o goleiro espalmar a escanteio.
Luan recebeu pela direita uma ataque rápido e tentou encobrir o goleiro, mas a bola foi para fora. Eram 10 minutos de jogo.
Aos 12 minutos outra boa jogada desperdiçada. E na metade do minuto seguinte a Campinense quase fez num chute de cobertura de longe. A bola caiu na rede em cima do travessão.
Felippe Bastos mandou uma falta de longe forte mas na mão do goleiro aos 14 minutos.
A pressão indicava que o gol era questão de minutos.
Mas o gol quase foi da Campinense. Uma falta bem cobrada fez Marcelo se esticar para mandar para escanteio.
Nesta altura já estava estava se repetindo uma velha história: jogo "ganho" é sempre uma droga para o time do Grêmio. Nunca soubemos jogar este tipo de jogo. O Grêmio só joga bem quando a corda está estendida. 
Giuliano perdeu outra chance aos 23 minutos chutando nas mãos do goleiro.
Em troca de passes rápidos Luan recebeu na entrada da área e bateu forte. A bola estourou no travessão e saiu. Eram 29 minutos de jogo.
Aos 30 minutos 3 gols perdidos em uma jogada. Braian chutou no goleiro, Giuliano bateu no zagueiro e depois outro zagueiro mandou para escanteio. Todos os chutes da risca da pequena área.
Braian não recebia bola aérea diziam para justificar sua falta de gols. Então aos 33 minutos Douglas deu um presente para ele. Deu um mumu. E ele, sozinho, cabeceou para fora.
Um belo ataque aos 42 minutos terminou com uma bomba de Marcelo Oliveira que o goleiro mandou para escanteio.
E o primeiro tempo terminou com um chute tosco do Felippe Bastos.

.....

Sempre que o Grêmio tem jogo contra timecos é um vexame.
Não está no DNA do tricolor jogar enfeitado e achando que pode fazer gol quando quer.
A história mostra que só ganhamos quando jogamos sérios e concentrados.
Um fiasco este empate de 0 x 0 no primeiro tempo.


Segundo tempo: 2 x 0

Yuri voltou no lugar de Braian e Walace de Felippe Bastos.
E Yuri bateu forte para boa defesa do goleiro aos 2:54 minutos.
Afora o chute do Yuri nada mais aconteceu no jogo, que mostrava ser ainda pior do que no primeiro tempo.
Aos 9 minutos uma bela jogada terminou com um cruzamento ridículo do Marcelo Oliveira.
Quarenta segundos depois Yuri bateu forte de fora da área mas a bola saiu para fora.
Aos 12 minutos, Yuri, de novo ele, foi para cima da marcação mas bateu mal pela linha de fundo.
A0s 14 minutos Giuliano errou cruzamento e perdu boa chance. E aos 14:51 Luan tentou meter de curva mas a bola passou raspando o ângulo.
O parto normal estava difícil de acontecer.
Então, aos 18 minutos, Yuri deu de calcanhar para Marcelo Oliveira que cruzou para a área. Giuliano furou mas Douglas não. Deu de chapa no ângulo direito. Um belo gol.
Aos 21 minutos outro bom ataque acabou com um chute muito tosco do Giuliano por cima, bem por cima do gol.
Yuri fez festa pela esquerda e deu para Giuliano que cruzou para ninguém completar.
Douglas deu boa bola para Luan que isolou aos 28 minutos.
Aos 30 minutos Walace foi atropelado mas o jogador levou só amarelo.
Lincoln entrou no lugar de Douglas aos 32 minutos.
Aos 42 minutos Giuliano errou um gol feito. No rebote Lincoln mandou para a rede mas estava impedido.
Aos 48 minutos uma bela jogada acabou com Lincoln mandando uma bomba de pé esquerdo no canto do goleiro. 2 x 0.
E terminou.

.....

Uma decepção para quem esperava, se não uma goleada, uma vitória com placar elástico.
Uma vez mais a comprovação de que com o Grêmio não há jogo ganho fácil.
O time da Campinense é extremamente modesto e se fechou direitinho. Saiu com uma derrota histórica de apenas 2 x 0.
Para o Imortal sobrou uma vitória minúscula que, ainda que suficiente, mais aumenta a desconfiança do que deixa a torcida otimista para o que vem pela frente.
O único consolo é que o Grêmio nunca soube jogar jogo jogado.
Pode ser pouco, mas é melhor do que nada.


Como jogaram:

Marcelo Grohe: Não encostou na bola no primeiro tempo. Muito menos no segundo. Sem Nota
Matías Rodriguez: Bem atrás e muito discreto na frente. Nota 5
Geromel: Pouco exigido não falhou. Nota 6
Rhodolfo: Algumas intervenções precisas no primeiro tempo. Não apareceu no segundo tempo. Nota 6
Marcelo Oliveira: Um bom chute no primeiro tempo e só. Nota 5
Fellipe Bastos: Fricotou à vontade mas não fez nada útil. Nota 4
Maicon: Outro que quando não tem função defensiva não sabe o que fazer. Nota 5
Giuliano: Boas jogadas no primeiro tempo. Outras no segundo tempo. Nota 7
Douglas: Errou um gol feito no primeiro tempo. Mas foi de novo participativo e fez o gol que deu tranquilidade. Um belo gol por sinal. O melhor do time. Nota 8
Luan: Não criou nada. Dois bons chutes. Nota 6
Braian Rodriguez: Errou 3 gols no primeiro tempo. Aí foi substituído. Nota 3

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Yuri: (Braian): Entrou muito bem de novo. Começou a jogada do gol. Nota 7 
Wallace: (Felippe Bastos): Voltou bem. Nota 6 
Lincoln: (Douglas): Poucas chances no pouco tempo em que esteve em campo. Mas fez um belo gol no último minuto. Nota 6


Felipão
ArbitragemWagner Reway (MT), auxiliado por Danilo Manis (SP) e Eduardo Goncalves da Cruz (MS) - o juiz dos sonhos de todo torcedor. Ninguém viu em campo. Nota 10.

Abobrinhas da Pitica

Hoje é dia de destrinchar o Campinense dentro de casa. Se o Grêmio pretende alçar vôos maiores, é imperativo vencer o adversário com imposição e firmeza. Mas sem deixar de respeitá-lo. Atualmente, os times de menor expressão sabem como se proteger e dificultar o jogo. Eles podem não vencer, mas encaroçam uma barbaridade. Quem puder, vá à Arena dar seu apoio e prestigiar o time que mostra evolução e começa a esboçar uma boa participação nos campeonatos que está disputando. Estamos no páreo do Gauchão e da Copa do Brasil. É hora de embalar com o apoio do torcedor.
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Arena é a melhor

Foto:Foto: Vitor Kalsing


"A Arena do Grêmio possui uma área construída incomparável, que lhe proporciona os maiores espaços internos (funcionais e comerciais) e conforto. É o melhor estádio, o melhor equipamento, o que oferece mais conforto para seus usuários."
A definição acima foi publicada na revista Exame desta semana. Após analisar os novos estádios brasileiros,  a publicação deu seu veredicto. Atrás da casa tricolor, vêm os estádios do Corinthians, Palmeiras e Atlético Paranaense.
Não há mais desculpas para não ir aos jogos do Grêmio.
Você assiste o jogo com muito conforto, com uma vista linda e ainda volta para casa sequinho como chegou.
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Déficit

E o déficit aquele? Sessenta e cinco milhões de reais de prejuízo (R$ 65 milhões).
Quem lê este blog já sabia há um ano que as coisas daquele lado não estavam nada fáceis.
Repercussão na mídia? Quase nenhuma...
Ah, se essa notícia fosse para os lados do Humaitá...O faro para a notícia estaria apuradíssimo.
Depois ficam beiçudos se criticamos e apontamos as tendências suicidas. A gente colhe aquilo que planta.
Credibilidade e audiência descendo ladeira abaixo.
Continuem agindo dessa forma. O público percebe quando está sendo enganado.
Depois não reclamem.

13 de abril de 2015

As "novas regras" da FIFA: o quanto novas elas são?


Espertos, pseudo espertos, malandros de porta de igreja, inteligentes de caráter duvidoso, desinteligentes de bom caráter mas incapazes de interpretar o que lêem ou ouvem, elementos que usam a profissão para tirar vantagens espúrias, juízes, torcedores, jornalistas uma infinidade de combinações de todas as características acima opinaram e opinam sobre as regras de jogo da FIFA.
"A FIFA alterou as regras.", dizem eles, para justificar o que querem justificar.
E a cada meio de semana e a cada final de semana interpretam as "novas regras da FIFA" ao sabor de seus interesses ou de seus parcos entendimentos das próprias regras e do que significam.
Cansado deste nhem nhem nhem me deparei com alguns twitters do vice presidente do Grêmio, Dr. Adalberto Preis, sobre o assunto.
E diante do meu pedido, ele gentilmente me mandou os documentos abaixo.
Documentos oficiais da FIFA. Estes documentos tratam das regras e das interpretações que devem ser dadas. E são os documentos vigentes. Prestaram atenção? São os documentos vigentes.
Pois vamos a eles. quem sabe teremos algumas surpresas interessantes?




A página abaixo trata do "tiro livre direto". E diz:
se consederá asimismo un tiro libre directo al equipo adversario si un jugador comete una de las siguientes tres infraciones
  • (...)
  • tocar el balón deliberadamente*com las manos (se exceptúa al guardameta...)
*(o grifo acima é meu)






As páginas abaixo tem a interpretação da própria FIFA sobre as regras que regem a cobrança de faltas.

No ítem "tocar el balón con la mano" explica-se o que segue (na segunda página abaixo):







Então? Onde os dois pênaltis marcados contra o Cruzeiro se encaixam? Onde está a nova regra que os inteligentes e espertos sacam da coldre toda vez que querem justificar um "erro humano" dos juízes gaúchos que favorecem os mazembados domingo sim, quarta sim, domingo sim de novo?

Ah, mas não é bem isto. Eles foram ao Rio ver a palestra do Larrionda. Eles sabem tudo. O Larrionda explicou e blá-blá-blá. Nós, por outro lado, somos amadores. Não somos juízes. Não temos como julgar com propriedade.
Pois achamos a palestra do Larrionda. Olhem especialmente os exemplos dos jogos
 México x Camarões e
Costa do Marfim x Japão.
São as jogadas mais próximas do que ocorreu no jogo da "grande atuação do Diego Real".
 Está neste link aqui

Olhem e tirem suas conclusões.

Ah! Mas persiste a dúvida?
Então leiam o que tem neste outro link aqui.
"Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance", ressaltou Busacca, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
"Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural", completou o ex-árbitro da Uefa, que explicou a regra.
"Tem que ser avaliado se o toque (da mão na bola) foi intencional ou não. Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido. O juiz não pode só pensar como juiz e aplicar o que está escrito. Precisa se colocar no lugar do jogador para entender o movimento" Massimo Bussaca (Chefe de arbitragem da FIFA)
Pois e agora?


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Sobre o Ramiro

Com tristeza e revolta li comentário no post do jogo em que um "torcedor gremista" dizia torcer para que o Ramiro tivesse uma lesão que levasse 6 meses para curar. É Ademir o nome dele.
Deve estar feliz agora.
Como gremista, ser humano e fã do Ramiro eu jamais desejaria isto. Nunca desejei, aliás, para ninguém.
Só o que desejo agora é que Ramiro se recupere e volte sem sequelas e com o mesmo futebol utilíssimo que sempre jogou.
Força aí garoto.


Avalanche Tricolor: vitória da maturidade


Por Milton Jung


Juventude 0 x 1 Grêmio

Campeonato Gaúcho – Caxias do Sul
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Caxias do Sul sempre foi uma espécie de parque de diversões. E não leia esta frase de forma invertida, não! Falo das lembranças de família e de juventude. Não me refiro ao futebol.  Foi lá que passei boa parte das férias na minha infância. Costumávamos dividir os 30 dias regulamentares de descanso do meu pai entre a praia e a serra. Também gostávamos de visitar a cidade dos Ferretti durante a Festa da Uva e assistíamos ao desfile na janela da casa de uma das tias de Caxias, na avenida principal. Na adolescência, passei a ir para lá com os amigos, pois éramos muito bem recebidos pela turma do basquete e batíamos bola na sede campestre do Recreio da Juventude. Gostávamos mesmo das festas à noite. Depois, foi a vez das namoradas caxiense que me faziam subir à serra gaúcha. Boas lembranças de uma época em que não cobravam maturidade nas minhas decisões!

Quando o assunto era futebol, porém, a coisa ficava mais complicada. Jogar contra o Caxias ou o Juventude, assistir aos jogos nas arquibancadas do Centenário e do Alfredo Jaconi e cobrir as partidas no gramado dos dois times da cidade costumavam provocar alguns surpresas desagradáveis. Além de torcidas aguerridas, as equipes da casa sempre foram bastante competitivas e o Grêmio, apesar de algumas vitórias históricas, enfrentou muitas dificuldades. Por tudo isso, o jogo dessa tarde de domingo trazia momentos marcantes à memória, para o bem e para o mal. Era de se esperar dificuldade maior do que a que encontramos. Digo isso não para desmerecer o adversário. Pelo contrário: enalteço aqui a maturidade do time gremista.

Fizemos um gol cedo, em lance que teve o mérito de Brain Rodriguez e o talento de Giuliano. Nosso gringo acreditou em bola que estava quase perdida pela lateral. Pouco antes já havia dado um carrinho e encarado os zagueiros na linha de fundo. Mesmo que siga sem marcar com a frequência que um centroavante precisa, mostrou-se muito mais participativo nesta tarde. E graças a isto, recuperou a bola e deu de bandeja para Giuliano, permitindo que este completasse o contra-ataque com bom domínio e chute preciso, no ângulo. Aliás, um dos únicos chutes que demos a gol. Nem precisava mais. A vitória simples, fora de casa, nos colocaria em excelentes condições de chegar à final do Campeonato Gaúcho.

No restante da partida, o Grêmio soube como poucas vezes acabar com o jogo sem correr riscos, exceção a um ou outro lance adversário. Segurou a bola, trocou passes à exaustão, não se precipitou, cavou faltas, dominou o jogo nos 90 e poucos minutos de disputa. Ao contrário de outras oportunidades, em que passamos sufoco e não conseguíamos manter a bola entre os nossos, fiquei impressionado com a personalidade de nossos jogadores. E, além do golaço de Giuliano, foi o que mais me agradou nesta tarde em que Caxias do Sul voltou a me dar alegrias.

12 de abril de 2015

Daniel Matador - Tricolor vence o primeiro round



Juventude 0 x 1 Grêmio



Primeiro tempo: Juventude 0 x 1 Grêmio

A sorte começou com a escolha do lado do campo no Alfredo Jaconi. Grohe livrou-se de atuar de frente para o sol no sorteio da moeda. E a pouco mais de um minuto teve de fazer uma difícil defesa, mais por conta de um morrinho artilheiro que quase enganou o arqueiro tricolor. Aos 4 minutos Ramiro sofreu uma lesão e foi atendido pela equipe médica. Ao voltar, porém, sentiu novamente e teve de sair. Nesse meio tempo, quando estava a meio-pau, Grohe teve de fazer uma grande defesa em uma falta marcada exatamente onde Ramiro deveria estar cobrindo, o que não pôde fazer porque estava sem condições. Matías Rodriguez entrou em seu lugar na lateral direita.

Aos 18, uma grande chegada do Grêmio que a zaga do Juventude salvou. E aos 19 Giuliano tirou a zaga para sambar e soltou um PETARDO de fora da área, que morreu no ângulo, sem chances para o goleiro jaconero. Uma verdadeira BUCHA para desmoralizar qualquer adversário. Aos 24, o Juventude fez uma blitz que levou perigo, com Grohe dando um tapa e, no rebote, o chute saindo pela linha de fundo. Aos 32, Douglas deu um passe espetacular para Braian, que ficou cara a cara com o goleiro, porém foi assinalado impedimento.

Aos 34, Pereirão Tower tentou uma puxeta que passou ao lado da goleira de Grohe. Nunca fez gol assim quando estava no Grêmio, não seria jogando pelo Juventude que faria. E o próprio Pereira deu, no lance seguinte, um carrinho assassino voando com os dois pés em Marcelo Oliveira. Falta que seria para expulsão direta, porém o árbitro amarelou duplamente: ele, árbitro, amarelou e puxou apenas o cartão amarelo para o defensor do Juventude. Aos 41, após intensa troca de passes, Douglas fez um cruzamento primoroso para Braian, que cabeceou para fora. Nos acréscimos, após um bate e rebate, um chute perigosíssimo passou perto da trave esquerda de Grohe.

E o primeiro tempo acabava com vitória parcial do Grêmio, mesmo após certo equilíbrio entre as ações das duas equipes. O gramado prejudicou muito o toque de bola por conta de sua condição ruim.



Segundo tempo: Juventude 0 x 0 Grêmio

O Grêmio voltou com a mesma equipe que havia encerrado a primeira etapa, ao passo que o Juventude botou Edilson no lugar de Duda. Aos 8, baita jogada entre Matías e Luan, que fez perigoso cruzamento não aproveitado. Logo em seguida, após nova jogada entre os dois, Matías chutou cruzado e a bola passou perto. Aos 14, Luan fez cruzamento chocho na mão do goleiro, matando um bom contra-ataque. Aos 18, grande troca de passes na entrada da área do Juventude e a zaga salvou. Aos 30, Giuliano saiu por cansaço para a entrada de Mamute.

Aos 32, Luan fazia fila na lateral esquerda até sofrer falta de Vacaria, que levou cartão amarelo. Aos 33, Mamute recebeu pela direita na diagonal, porém chutou fraco, possibilitando a defesa do goleiro. Aos 34, Douglas fez passe em profundidade para Braian, que dominou e fez um golaço no ângulo, porém a arbitragem assinalou impedimento. Aos 37, Rhodolfo deu um chapéu no jogador do Juventude. Aos 41, Marcelo Oliveira tomou cartão amarelo por ter feito uma falta que matou jogada do time papo. Aos 47 Mamute fez uma jogadaça pela linha de fundo que resultou em escanteio. Ele e Mamute ficaram botando os jogadores do Juventude no bobinho até o árbitro encerrar a partida.


Como jogaram:
Marcelo Grohe: muito bem em todas as intervenções. Foi exigido apenas em um lance de falta no primeiro tempo, onde foi bem. Nota 7
Ramiro: saiu logo no início do jogo. Sem nota
Geromel: não errou nada durante o jogo todo. Jogou o fino da bola. Nota 9
Rhodolfo: capitão do time e seguro como sempre. Nota 8
Marcelo Oliveira: cumpriu função na lateral esquerda sem grande brilho, porém sem comprometer. Nota 6
Fellipe Bastos: jogou de forma regular, tentando (novamente sem sucesso) mais um chute de longa distância em direção ao gol. Nota 6
Maicon: taticamente correto, tomou conta de sua faixa de campo. Nota 7
Giuliano: fez a diferença no jogo com a belíssima jogada do gol. Saiu no segundo tempo por cansaço. Nota 9
Douglas: jogou muito bem, fazendo passes, lançamento e chamando o jogo para si quando necessário. Nota 8
Luan: quando quer jogar, pode ser decisivo. Hoje não quis e foi sonolento a maior parte do jogo. Nota 6
Braian Rodriguez: perdeu um gol e fez outro, porém impedido. Tem de aprimorar mais as conclusões, apesar de ser da função e fazer bem a parte tática. Nota 5

Matías Rodriguez: entrou no lugar de Ramiro e chegou a fazer boas jogadas junto com Luan. Foi razoável na defesa, apesar de não ter sido tão efetivo no apoio. Nota 6
Mamute: entrou no lugar de Giuliano. Fez um salseiro na defesa do Juventude no pouco tempo em que esteve em campo. Merece mais chances. Nota 7

Felipão: teve de alterar o time logo no início do jogo por conta da lesão de Ramiro. Postou a equipe de forma a jogar como sempre foi seu histórico e venceu pelo escore mínimo, o que é sempre válido.

Arbitragem: Daniel Nobre Bins estava caindo na pilha dos jogadores do Juventude até a marcação do gol do Grêmio. A partir daí, o ânimo dos jaconeros decaiu e a partida pôde ser conduzida com um pouco mais de tranquilidade. Ainda assim, deixou de marcar várias faltas para o tricolor, apesar de não ter influenciado no resultado final.

Agora, a partida decisiva que pode carimbar o passaporte para a final do ruralito é no próximo sábado na Arena, no excelente horário das 16h. Todos já estão convocados para apoiar o time que era desacreditado por todos no início do ano e hoje está com uma postura em campo que permite sonhar com algo mais. Esta final tem que ser azul, preta e branca.

Saudações Imortais

11 de abril de 2015

Daniel Matador - Quem é o mestre?



“- Muito bem, Leroy, quem é o único mestre?
- Eu sou!”

Mítico diálogo na luta final entre “Bruce” Leroy Green e o vilão Sho’nuff no clássico O Último Dragão.


Caros

Neste domingo teremos, no clássico horário das 16 horas, o embate entre Grêmio e Juventude pelo primeiro jogo das semifinais do ruralito. Após uma passagem de fase complicada frente ao Novo Hamburgo (que poderia ter sido mais facilitada, não fosse o pênalti desperdiçado por Douglas), o tricolor chega com o moral fortalecido por conta da performance excepcional de Marcelo Grohe, que defendeu duas penalidades decisivas e garantiu a classificação gremista.

No dia 11 de abril comemora-se, entre outras datas festivas, o Dia do Kung Fu. Sim, por incrível que pareça, esta arte marcial tem um dia dedicado a ela. E os saudosistas dos anos 80 hão de lembrar de um dos mais míticos filmes reprisados na Sessão da Tarde que representou este gênero: O Último Dragão. Nele, o estudante de Kung Fu Leroy Green atinge o ápice de ensinamentos com seu professor, o qual diz que, para que ele possa ascender a um estágio superior do Kung Fu, deve procurar por um mestre que irá conduzi-lo. E o jovem Leroy passa a procurar pelo tal mestre em todos os lugares, sendo humilhado pelo vilão Sho’nuff nesse meio tempo, o qual lhe aplica várias surras. Até que percebe que o mestre estava no único lugar onde ele não procurou: dentro dele mesmo. E aí quem sofre o pênalti é o vilão. Quem não assistiu a esta pérola cinematográfica, não sabe o que está perdendo.

"Bruce" Leroy mostra para Sho'nuff quem é o verdadeiro mestre.

Pois o Grêmio vive, já há um certo tempo, uma fase onde tenta buscar alternativas nos mais variados lugares para voltar a ser o multicampeão que já foi. Muitos acham que a “culpa” pode estar em algum cântido entoado no estádio. Outros, em alguma atitude da torcida. Pois o último jogo mostrou-me que a solução está onde sempre esteve: dentro do próprio Grêmio. Marcelo Grohe mostrou que não precisamos de ajuda do além, de bola batendo na trave, de juiz ajudando ou o que quer que seja. O caminho para as conquistas passa por entender que o time que ali está veste a camisa do Grêmio e quem tem de tremer é o adversário. Seja durante o jogo ou mesmo durante uma decisão por tiros livres diretos.

O Juventude vem de uma classificação frente ao Ypiranga, que havia feito excelente campanha após voltar da segunda divisão. Mas isso, para o grupo gremista, não pode fazer diferença alguma. O time tem de entrar com o espírito da vitória. Felipão deve mandar a campo Grohe no gol, com Rhodolfo e Geromel na zaga.  Ramiro provavelmente ocupe a lateral direita, com Marcelo Oliveira na esquerda. Do meio para a frente, Fellipe Bastos, Maicon, Douglas, Giuliano e Luan devem compor o meio, com Yuri Mamute sendo a referência no ataque.

Que Felipão possa incutir nos atletas qual é o peso desta camisa. Vamos com força. Vamos com raça. Nós somos o Grêmio e quem tem de tremer é o adversário. Eles têm de saber que nós somos o mestre.

Saudações Imortais