17 de abril de 2014

De ratos e baratas

Pois é.
Depois do domingo me recolhi. Não li quase nenhum comentário. Ia liberando se não via acusações que pudessem levar a processos. Isto domingo à noite.
De segunda para cá não li mesmo. Deixei o trabalho pesado para a Pitica. Ela gosta de cebola e daquelas compotas azedas. Ou seja, tem muito mais estômago do que eu.
Mas não fiquei alheio ao mundo. Dei uma olhada rápida nas manchetes assanhadas dos i$ento$ barato$. Eles estão vivendo dias de glória. Glória que, só será completa se conseguirem desclassificar o Grêmio da Libertadores. Força estão fazendo.
E aí chego onde queria chegar. Por que o Grêmio, muito melhor no papel e no campo, não consegue ganhar do timinho há um bom tempo?
Pensava nisto quando caminhando na rua vi uma barata e um rato. Todo ser humano com mais de 2 neurônios sabe que barata é fácil de matar e, na essência, inofensiva. Com ratos acontece o mesmo. Por que então o medo, quase pavor, que muitas pessoas tem destes bichos?
Basicamente, por duas razões: uma porque significam sujeira; a outra porque estão sempre associados a doenças.
Da barata e do rato cheguei ao timinho. Agora mesmo, como todo o ano, entram como grandes favoritos do campeonato nacional. Como sempre, o seu grupo (queeeeeeee grupo!) é destacado como fenomenal. "Melhor elenco do país". E o que vai acontecer? Vão lutar contra o rebaixamento, como nos últimos anos.
Mas por que esta propaganda maciça funciona no regional e não funciona no nacional?
Elementar dear Watson. Primeiro porque times e torcida de outros estados não estão nem aí para esta papagaiada. Segundo, porque o nacional tem gente mais graúda e com mais força política e, com isto, eles não conseguem marcar as cartas.
Terceiro e mais importante: porque aqui o Grêmio, através de seus jogadores, direção e torcida, se deixa contaminar pela propaganda contínua e pesada de que está diante de um grande rival.
O time do Grêmio e sua torcida já tem entrado derrotados nos GRE-nadas. O equilíbrio é muito frágil. Basta um pequeno percalço, um gol fortuito e a casa cai.
Seria bom e saudável se nos próximos GRE-nadas todos lembrassem que baratas e ratos não são tão perigosos assim. Desde que se lave as mãos depois de matá-los.
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Não bastasse o fiasco de domingo, tivemos que ouvir a proposta indecorosa do Ministério Público em relação à ocupação do espaço da Geral.
Pois este órgão, que se entende sério, propôs que o acesso seja exclusivo para pessoas cadastradas em torcidas organizadas.
Nem precisa mencionar que esta proposta é flagrantemente inconstitucional e seria objeto de gargalhadas se contada como uma piada.
Desnecessário também dizer que, mesmo neste Brasil de tantos escândalos, esta proposta soa patética e escandalosamente acintosa aos direitos dos cidadãos.
Por tudo isto, penso ser importante informar o nome do promotor que defendeu a medida. Chama-se José Francisco Seabra Mendes Junior. Por acaso, ele é sócio do co-irmão. E por acaso também, não propôs as mesmas medidas para o estádio do Brio.
Aí, meus amigos, pensei nisto também enquanto caminhava e olhava para as baratas e os ratos. Se fosse para intimidar e assustar, ratos e baratas não poderiam fazer melhor.

15 de abril de 2014

O maior inimigo do Grêmio

*O texto abaixo foi enviado pelo leitor Jonas Silveira

Antes de começar gostaria de agradecer ao blog pela oportunidade de contribuir com um texto, especialmente pela garantia de que não há como negativá-lo, o que usualmente ocorre com meus comentários. (RÁ!)

Não, antes que alguém o mencione, o maior inimigo gremista não é o Internacional. O Internacional foi inimigo gremista até o final da tarde desse último "Domingo Sangrento", mas os últimos anos nos permitem imaginar um segundo semestre de total irrelevância para a equipe colorada. Já começo a ouvir que serão campeões brasileiros. Não há sinal maior do insucesso colorado do que declarações de seu suposto favoritismo . Eu poderia propor uma enquete do tipo: “Em que mês cairá Abel Braga?”, só não o faço por que só Deus e Fábio Koff sabem o que aconteceria com Enderson caso o Grêmio perca na Argentina. (Vou perguntar lá no Posto Ipiranga...)

O maior inimigo do Grêmio, como manda o clichê, é o próprio Grêmio. Ouço que não valorizamos o Gaúcho (Ruralito/Novelettão/Charmosão), mas ouso discordar. Jogamos a fase decisiva desse campeonato com nossos titulares, apesar da fase igualmente decisiva da Libertadores e da maratona de jogos que nos fizeram disputar. Há maior mostra de humildade e valorização que abaixar a cabeça pra mudanças como as que ocorreram? Certamente não colocamos o Grêmio acima da competição. Penso que deveríamos ter colocado.
É possível que haja uma dimensão paralela onde o Imortal Tricolor também perdeu o Gauchão (visto que é uma competição pensada, organizada e apitada para que isso aconteça), mas o disputou com sua equipe Sub-20. Éverton brigou pela artilharia do Estadual, Breno se firmou na lateral esquerda, Coelho desencantou, Luan não se lesionou. Desconfio que tivesse sido melhor dessa forma. Evitaríamos, na pior das hipóteses, o fiasquento 6x2.

Tal derrota nasceu da supervalorização da competição e do adversário. Tomamos sufoco no final dos jogos contra o Brasil e o Nacional, a equipe disputou uma sequência impraticável de jogos decisivos. Jogamos 14 minutos do primeiro Gre-nal, não fardamos no segundo. O Inter poupou tanto quanto o Grêmio no Gaúcho, se prepararam para enfrentar o arremedo de time que escalaríamos após o moedor de carne pelo qual passamos no final de março e início de abril. Respeitamos muito o rival, nossa preocupação foi se defender do poderoso ataque colorado, que responde por Rafael Moura. Escalamos um volante pra cada meia do Inter e permitimos que nos atacassem em nossa casa e goleassem fora dela. Devíamos ter escalado um jovem meia pra cada idoso no meio do Inter e deixar que eles se preocupassem em correr atrás.

Enderson contribuiu ao “dar continuidade” a sua equipe titular, que teve problemas em diversos jogos. Quanto mais “continuidade” tem a equipe titular, menos jogam os reservas, os pobres coitados que são chamados no intervalo pra virar os jogos que perdemos ao escalar o time titular e seus três volantes. É lamentável.

Nosso treinador escolheu Werley, Ruiz e Pará em detrimento de, respectivamente: Bressan, Máxi e qualquer outro ser humano, real ou imaginário. Não é a toa que seu futuro no comando técnico é incerto.
O grupo do Grêmio, no entanto, tem muita qualidade. Mais do que suficiente pra reverter o momento atual e bem mais do que nos últimos anos. Não me atrevo mais a escalar o time ideal,  primeiro por não conseguir escolher os melhores jogadores em cada posição e, em segundo lugar, por saber que Enderson seguirá escalando qualquer outro time, menos o que desejo.

Escrevo tal texto pra lembrar a todos que se inicia, no próximo dia 19, mais um Campeonato Brasileiro, a competição em que fomos vice com um time deplorável que chutava uma bola por jogo no gol adversário. Poderemos conquistar coisas maiores nesse ano se o clube parar de se boicotar.
Só o que desejo é uma equipe que entre em campo pra estraçalhar o adversário, criando diversas oportunidades de gol e finalizando de forma eficiente. Basicamente, gostaria de ver em campo um time que joga futebol por 90 minutos, não 14. O Grêmio precisa se “valorizar”, acima de tudo.

Saudações Tricolores!

Jonas Bernardes Silveira

P.S: #ForaPará. Sério, não dá mais.

14 de abril de 2014

Atuação ridícula e fiasquenta.

Ontem o Grêmio foi fiasquento, ridículo e molóide. Está na hora de colocar um tosco ignorante para chutar a porta do vestiário e todos os baldes que encontrar pela frente. Se na conversa não vai, então que seja no relho. Chega do comportamento esquizofrênico de fazer uma boa campanha na Libertadores e perder para um time limitado como os mazembados. Se fosse para o campeão da Europa, ainda vai. Ninguém merece passar por tamanho fiasco.
Não sei se vai acontecer alguma coisa, mas deveria com urgência. Um terremoto no vestiário é o mínimo que a torcida espera. Não dou a mínima para esses Gauchões, mas perder da forma bisonha que foi ontem, não dá para aceitar.
Chega de fiasco!!!!

E ,Paulo Sant'ana, deixe de ser ridículo. O Dida já perdeu Gre-nal sim!!!
Não fique inventando informação para desmerecer o goleiro do Grêmio.
Se não ajuda, pelo menos não atrapalhe.

13 de abril de 2014

Um câncer chamado Werley

Mazembados 4 x 1 Grêmio

Primeiro tempo: 1 x 0

Com 1:30 minutos Pará perdeu um gol.

O Grêmio dominava o jogo mas falhava no último passe. Aos 11 minutos Edinho bateu forte perto do gol.Aos 23 minutos em cobrança de falta quase saiu o primeiro gol do Imortal. Primeiro com Wendell e depois com Alán Ruiz.
Então Werley falhou uma vez mais. O queridinho do treinador poderia ter atrasado de cabeça para o Grohe, poderia ter dado um bago para a lateral, mas preferiu dar um doce para o Dalebiba fazer 1 x 0.
Depois do gol o Grêmio tentou mas não conseguiu criar nada.
.....


Um primeiro tempo em que o Grêmio teve 70 % de posse de bola mas não aproveitou as poucas chances. 
Um primeiro tempo em que Werley, um pereba que é titular por decreto do treinador garantiu a vitória parcial dos mazembados na única vez em que eles chegaram na área tricolor.

Segundo tempo: 3 x 1

Maxi voltou no lugar de Edinho. 

A primeira chance boa foi dos mazembados. Grohe espalmou.
Aos 4 minutos numa jogada despretensiosa Werley deu condições para o jogador do cocô-irmão fazer 2 x 0. Que nunca mais jogue no Grêmio este podre vagabundo!
Duas chegadas e dois gols graças a este canceroso.
Mais duas chegadas e mais dois gols. Além do Werley tem de considerar o pacto com o demônio que tem este time de merda.
Aos 21 minutos Dudu fez uma boa jogada e descontou.

.....

Werley no time já é caso de polícia. Werley de chuteira vermelha é caso de prisão perpétua.

Treinador que insiste com jogador entregador não pode continuar.
Ou Enderson arquiva este jogadoreco podre ou tem de ser mandado embora junto com ele. 
Um jogo em que o time jogava melhor mas foi vítima de duas falhas ridículas deste zagueirinho vagabundo que há tempos compromete.
Todo o resto foi consequência.
Cabe à direção ser enérgica. 
Primeiro vendendo, emprestando ou dando este jogador para qualquer time otário que encontrar.
Segundo não deixando mais treinador escalar seus queridinhos se houver convicção que tem gente melhor no grupo. Qualquer um é melhor do que este perebão.
A vitória foi incontestável. Não adianta um time dominar, jogar melhor se tem um buraco pronto para vazar água a qualquer momento. O Grêmio tem o Werley.
E não adianta também lutar contra times que tem 4 chances em todo o jogo e fazem as 4. 
E nem justificar fiasco. Fiasco é fiasco. Por sorte tem 10 dias até a próxima partida da Libertadores.


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Como jogaram

Grohe: Nenhuma culpa nos gols.
Pará: Poderia pedir para ir embora.
Rhodolfo: Sem culpa no vexame.
Werley: Deve pedir desculpas e nunca mais vestir a camisa do Grêmio. Desgraçado!
Wendell: Sem culpa no vexame.
Edinho: Saiu e com isto abriu o salão.
Riveros: Sem culpa.
Ramiro: Não apareceu.
Alán Ruiz: Muito mal. Péssima partida.
Dudu: Inoperante.
Barcos: Um chute. 
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Maxi Rodriguez (Edinho): Não apareceu.

Leo Gago (Ruiz): Entrou como prova do desespero do treinador.

Enderson Moreira: Quem escolhe o
Werley de titular merece o fogo do inferno. Um fiasco. Um panaca que merecia ser demitido hoje.

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Arbitragem: 
Marcio Chagas - O coitadinho vítima de racismo deitou e rolou hoje. Um panaca que acha que é grande coisa porque é descendente de africanos. Não é a cor que faz alguém ser bom ou não. Ele não sabe disto. Um péssimo juiz. Como todos aliás da FGF.
Deu rapidinho um pênalti pros macacos. Não deu um igual para o Grêmio

Daniel Matador: Garra de campeão

Finja que é uma corrida comum, mas pelo amor de Deus, não esqueça que não é.”
Trecho de Garra de Campeão, de Marcos Rey
Caros

Em outubro do ano passado escrevi um post onde citava a saudosa Coleção Vaga-Lume, uma série de livros infanto-juvenis que marcou época para toda uma geração. Na ocasião, citei o livro Bem-vindos ao Rio, de Marcos Rey. Caso alguém se interesse ou queira relembrar, o post é esse http://blogremio.blogspot.com.br/2013/10/daniel-matador-bem-vindos-ao-rio.html

Pois bem, acabei socorrendo-me novamente deste autor e desta coleção para falar do Grêmio e do jogo de amanhã. No livro Garra de Campeão, o jovem Felipe chega a São Paulo e começa a disputar campeonatos amadores de motocross. Por conta de seu talento, passa a vencer e competir em torneios cada vez mais importantes, até chegar a um onde o principal adversário é um veterano das pistas que também é seu adversário fora delas. Recomendo demais a leitura, principalmente para os jovens que querem iniciar este hábito. Na fase final de uma das corridas que vai disputar, Felipe recebe um conselho de seu tio, o grande apoiador de suas peripécias nas pistas. Como já não tinha muito a perder, do alto de sua experiência, ele orienta o pupilo: “Finja que é uma corrida comum, mas pelo amor de Deus, não esqueça que não é”.

Lembrei-me desta frase para sintetizar meu sentimento em relação à partida final deste ruralito direcionado que finalmente chega a seu final de maneira melancólica. Nem vou alongar-me em todas as questões que já vínhamos citando desde o início e que são provas cabais do favorecimento feito a outras agremiações. A escalação do árbitro para o jogo de amanhã é um acinte, um deboche, uma fanfarronice das mais bizarras (para bom entendedor, meia palavra basta). A escolha do local da partida, então, é um dos mais lamentáveis episódios que já se viu no âmbito esportivo na história deste Estado. Nem comento a questão do adiamento do jogo em uma semana apenas para conciliar interesses particulares de um clube. Tudo que envolveu a organização deste campeonato é para lamentar, esquecer e torcer para que nunca mais ocorra.

O Grêmio deverá possivelmente enviar a campo seu time titular, ao menos dentro das condições e atletas disponíveis. A provável equipe será composta por Marcelo Grohe no gol, Pará e Wendell nas laterais, Werley e Rhodolfo na zaga, um trio de volantes composto por Edinho, Ramiro e Riveros, Alan Ruíz sendo responsável pela armação e Dudu e Barcos no ataque. Servirá, na melhor das hipóteses, como um bom treino para a Libertadores da América, onde teremos confronto na semana que vem contra o time do San Lorenzo pela fase de oitavas-de-final. Uma vacina para a possibilidade de não conquistar o título? Nem tanto. Apenas a constatação de que este torneio, que já era levado em pouca conta, vale menos ainda do que se imagina.

Um ponto, entretanto, me faz ver o jogo de amanhã com um pequeno resquício de dúvida. E se o destino for maroto? E se o velhinho que joga os dados estiver inspirado e resolver aprontar? E se aquela cigana louca inventa de tirar uma carta que diga que o Grêmio vai sair campeão? Improvável, dirão. Talvez sim. Mas o destino é aquela garota que pode largar a companhia que a trouxe para a festa achando que tudo já estava no papo e acabar ficando com o rapaz que estava meio de canto no salão. E por isso que clamo aos jogadores do Grêmio: ao adentrarem em campo mais uma vez vergando o manto, finjam que esta é apenas mais uma partida comum. Mas, pelo amor de Deus, não esqueçam que não é.

Saudações Imortais

12 de abril de 2014

A música do mês

Podem dizer o que quiserem. Podem fazer o teatrinho que fizerem. Podem combinar entre si, diretoria, técnico e jogadores para passarem uma verdade que não existe, podem pedir ajuda ao poder público amigo, podem tudo.
Só não podem negar e nem esconder a verdade. Que foi muito bem percebida anos atrás pelo vidente que fez a música abaixo.



Amanhã pagarão o preço e descobrirão que covardia é o caminho direto para a derrota.

11 de abril de 2014

Jessica e o papa




10 de abril de 2014

O papa é pop e o Grêmio não poupa ninguém

Grêmio 1 x 0 Nacional do Uruguai

Primeiro tempo: 1 x 0

Dudu deu para Barcos que cruzou na pequena área. Riveros tentou concluir sem goleiro mas a bola foi para fora. Era 1:35 minutos. Enquanto isto, a Geral, que já foi motivo de orgulho fazia fiasco brigando entre si. 
Começo de jogo quente.
Começou quente e amornou até os 10 minutos quando Barcos foi lançado e derrubado dentro da área. O bandeira marcou o pênalti claro. Barcos bateu e fez o primeiro.
Nestas alturas o adversário do Imortal na próxima fase é o time do papa.
O Grêmio não chegava a jogar bem e havia muitos erros de passe no meio de campo. Ruiz não se encontrava no jogo.
Jogo que ficou muito ruim. O Grêmio parou e o Nacional, embora tentasse, não tinha força para reagir.
Não aconteceu nada no jogo até os 42 minutos quando Rhodolfo, impedido, cabeceou para grande defesa do goleiro. Ou seja, continuou não acontecendo nada.
E terminou o primeiro tempo.

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Um primeiro tempo muito chato. O Grêmio começou pressionando e parou após o gol. Depois disto não fez nenhum ataque digno de registro.
A defesa foi bem e Marcelo não teve trabalho. Mas o meio de campo e o ataque foi inoperante. Ruiz não aproveitou a chance e foi mal. Dudu foi o único que tentou alguma coisa.
Deve-se dar desconto à maratona de jogos, mas definitivamente, foi um mau jogo.

Segundo tempo: 0 x 0

Deretti entrou no lugar de Edinho no segundo tempo. Mas o jogo continuou igual. Erros de passe e aparente displicência.
Aos 5 minutos Werley deu um passe sensacional para Barcos que driblou o zagueiro e tentou encobrir o goleiro, que espalmou e viu a bola bater na rede pelo lado de fora. Quase um golaço.
Dudu fez grande jogada aos 7 minutos mas o goleiro espalmou. No rebote o zagueiro mandou para escanteio quando Ruiz chegava.
Embora sem empolgar, o Grêmio parecia mais animado.
Aos 15 minutos Grohe teve de trabalhar e espalmou para escanteio em cobrança de falta. Na cobrança Grohe fez defesa espetacular impedindo um gol olímpico.
Aos 17 minutos outra boa defesa de Grohe em chute de longe.
O jogo ficou muito melhor, mais aberto, com chances nas duas áreas.
Aos 23 e depois aos 24 minutos, Deretti quase fez. Antes disso uma bola na mão do Dudu na área do Imortal. O cara do Sportv disse que não foi nada. O "comentarista de arbitragem" da Gaúcha disse que daria o pênalti com entusiasmo. Surpresa?
Maxi entrou no lugar de Dudu.
Aos 30 minutos boa jogada de ataque e Deretti chutou para defesa do goleiro.
Pará fez uma grande jogada e cruzou para Deretti há 2 metros do gol. Ele dominou mal e perdeu o gol feito.
Maxi quase fez um golaço aos 42 minutos. Deu uma meia-lua e por detalhes não ficou cara a cara com o goleiro.
Aos 43 minutos Lucas Coelho fez bela jogada mas quando tentou concluir isolou quase para fora do estádio. Maxi entrava livre.
Aos 46 minutos quase o goleiro do Nacional empatou no escanteio. Trinta segundos depois, Barcos errou o segundo por displicência. Quis enfeitar e errou gol feito.
E foi isto.

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Quase um jogo amistoso, com direito a torcedores, poucos é verdade, preferindo o empate.
Um primeiro tempo muito chato e um segundo tempo bem melhor.
Agora é o San Lorenzo.
Alán Ruiz não poderá jogar por força do contrato, mas o time tem alternativas. De boa notícia a entrada ativa e animada do Maxi Rodriguez. E do Deretti.
Eu penso que não se deve escolher adversário. Quem quer ser campeão tem de bater quem aparecer pela frente.
Que venha o time do papa.

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Os números da Arena

Público total: 28.302
Renda: 1.131.941,00

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Como jogaram:

Grohe: Assistiu o primeiro tempo. Trabalhou mais com direito a uma grande defesa no segundo tempo.
Pará: Quase não tentou atacar. Atrás foi bem.
Rhodolfo: Muito bem atrás.
Werley: Não teve trabalho.
Wendell: Não repetiu os jogos anteriores apesar de ter melhorado no segundo tempo.
Edinho: Firme na marcação. Saiu no intervalo.
Riveros: Errou um gol no início e depois não apareceu. Cresceu com o time no segundo tempo.
Ramiro: O melhor do meio de campo.
Alán Ruiz: Um mau primeiro tempo.
Dudu: Se movimentou muito como sempre. Por isto, o melhor do time.
Barcos: Um gol de pênalti e boa movimentação.
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Deretti (Edinho): Sempre agita o time quando entra. 

Maxi Rodriguez (Dudu): Entrou melhor do que nos outros jogos.
Lucas Coelho (Ruiz): Entrou no final.

Enderson Moreira: Tentou algumas variações já pensando no GRE-nada.


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Arbitragem: Oscar Maldonado (Bolívia) - Atrapalhado. Quem marcou o pênalti foi o bandeira.

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O jogo no twitter

















Segundo tempo
















9 de abril de 2014

Daniel Matador: Homens valentes dos tempos antigos

“Havia gigantes na Terra naqueles dias... havia homens valentes dos tempos antigos, homens de renome.
Gênesis 6:4
Caros

Seu Algoz postou no último final de semana um texto e um vídeo que trouxeram a nostalgia de volta. Ao menos para mim e para tantos outros que acompanharam épocas onde o Grêmio não mandava a campo um time de futebol para jogar uma partida. Ele enviava um bando de carniceiros disposto a pelear com sangue por um pedaço de campo. Um exército de renegados que sabia que a única maneira de sagrar-se vencedor seria meter as garras pretas da chuteira nas fuças do adversário. Um grupo de bandidos que não se preocupava se o atacante que ousasse adentrar na grande área tinha família ou não. Davam NO MEIO, para o pobre diabo não tentar uma segunda vez, caso seu objetivo fosse seguir carreira no futebol.

Estive no Olímpico em 1997 e vi com meus próprios olhos. Era a primeira partida das finais da Copa do Brasil entre Grêmio e Flamengo. Ainda no primeiro tempo, bem em frente de onde eu estava, Dinho deu um SARRAFO em Sávio. Foi sumariamente expulso e o time ainda assim conseguiu suportar a pressão da equipe que tinha Romário em grande fase como sua estrela. O jogo terminou empatado sem gols e no jogo da volta o tricolor sagrou-se campeão, erguendo a taça em um Maracanã lotado após empatar em 2 a 2.

Estes eram tempos imemoriais. Eram dias onde gigantes trajavam o manto. Onde mesmo o menos badalado nome do elenco entrava em campo e sabia a dimensão do escudo que ostentava no peito. Onde um obscuro João Antônio pisava o gramado do Maracanã como titular com o braço enfaixado e ainda assim fazia um gol antológico. Onde um limitadíssimo Luciano substituía o titular Rivarola ainda no primeiro tempo e ajudava a conquistar a taça. Onde um apenas esforçado Otacílio tinha a sagrada missão de ocupar o lugar do quase lendário Dinho e fazer jus a tal honraria.

Mas estes, meus amigos, parecem ter sido tempos muito antigos. Na realidade, nem tão antigos assim. Mas a “geração Tcheco”, infelizmente, não é contemporânea destas eras. Em verdade lhes digo, crianças: naquele tempo, havia homens entrando em campo com uma camisa azul, preta e branca. Uma farda que gelava a espinha do mais corajoso adversário que botasse os olhos nela. Aqueles eram homens valentes dos tempos antigos. Homens de renome, que conquistaram tal alcunha com sangue e luta. Nos campos do Rio Grande, do Brasil e da América, estes seres forjaram a tradição tricolor. E é em honra desta tradição que clamamos hoje aos que entrarão vergando o mesmo manto na Arena contra o Nacional do Uruguai para libertar a América. Sejam gigantes como aqueles que os precederam. Escrevam seus nomes na história. Tornem-se lendas. Sejam homens valentes. Homens de renome. Tragam de volta os tempos antigos, nem tão antigos assim, quando éramos reis e dominávamos a Terra.

Saudações Imortais

8 de abril de 2014

Amarelão