22 de abril de 2014

Para o que der e vier

Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo e que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver


Fiquei dois dias sem internet. E todos sabem que dois dias sem internet é quase como ficar um século ignorando o que acontece no mundo. Ao mesmo tempo que a alma fica aliviada e mais tranquila sem essa conexão em tempo integral, é muito estranho não saber o que as pessoas estão pensando. Então,  mal sabia eu que o blog pegava fogo com os comentários dos posts.
Hoje à tarde comecei a ler os posts e comentários e uma espécie de tristeza me acometeu. Sinto um clima bastante tenso. O futebol mexe demais com a vida das pessoas. Essa montanha russa de emoções que ele proporciona aos torcedores chega a ser injusto.

Quando o time do coração vence, o sentimento é pleno. Ainda mais quando em partida importante. A gente vê a felicidade desenhada nos semblantes das pessoas. É uma sensação muito boa e reconfortante. Parece que o coração fica aquecido e em paz e os problemas mundanos são aliviados por longos momentos.
Mas quando a derrota chega inesperada, o coração acusa o golpe. É irritação, desesperança, raiva e indignação. O torcedor imediatamente sente-se enganado e ludibriado na sua paixão.

Senti um baque muito grande com os últimos resultados negativos. Não era o que eu esperava ver. Estava preparada para a felicidade e o que recebi foi tristeza e abatimento. É justo que a torcida fique muito decepcionada. Mas ficaria mais preocupada se a torcida mostrasse indiferença e resignação. O Grêmio precisa de uma torcida indignada quando assim for necessário.É a indignação e a força da torcida que faz o time ser grande e vencedor. Sem cobranças as coisas não acontecem. Sem cobranças acontece acomodamento. E acomodação não levanta taças.

Amanhã à noite estarei pronta, pois já ruminei e absorvi o suficiente as últimas derrotas. Fiquei furiosa, indignada  e triste. Mas agora estou pronta. Pronta outra vez para acompanhar o Grêmio na Libertadores. Não sei se é teimosia, mas acredito em um bom resultado. Se não der, depois a gente vê como administra as emoções. Mas não admito a mim mesma largar o time à própria sorte simplesmente porque estou decepcionada. Mesmo que o momento seja tenso e preocupante, vou dar um tempo na irritação e direcionar todo o meu sentimento e pensamento para o jogo de amanhã. E que venha a vitória para nos levar ao topo mais alto da montanha russa de emoções.
Dá-lhe, Grêmio!!!!

21 de abril de 2014

Marcos Agostini: A Emoção da Libertadores Continua - Epis. 2

Talvez ajude a diminuir o ranger de dentes e a histeria. Não acredito. Provavelmente virão mais desaforos. Ma eu gostei e eu não joguei a toalha. Nem o Marcos, que aliás vai jogar a toalha no Cartola.
Tem a liga Imortal Tricolor TM, que é a do blog. Inscreva-se

Complexo de viralata

Um comentário do leitor Marcio, GRÊMIO que merece ser lido por todos.

A esquizofrenia impera, torcida gremista virou um amontoado de amargos que vão do céu ao inferno (e levam o time junto) em questão de horas. Enquanto continuarem assim, enquanto por causa de clássico, ou derrota transformarem o ambiente em tensão ficaremos sem títulos. É um circulo vicioso que entramos e vai ser difícil sair. Agora aos cinco do primeiro tempo já haverá vaias se errarem um passe, jogadores nervosos, sem clima. Vale lembras aos que admiram o Luan, aqui nesse blog li várias vezes odes de exaltação ao "gladiador" que provou como é fácil ludibriar amargos, não tinha feito nenhum gol pelo Grêmio e já tinha apelido, já era o "gladiador da arena" sem nem ter pisado em campo. Era ídolo por "decreto", fez um gol em Gre-nal e virou DEUS ficou quase dois anos atrasando o Grêmio, além é claro de ser o "bom de entrevista" do time. Cansado, mas não com o time, e sim de uma torcida com complexo de vira-lata, igual a outras que conhecemos, alias outras que em quatro meses depois de um quase rebaixamento, hoje acredita ter time para ser campeão brasileiro. A confiança é tudo! 
DA-LHE GRÊMIO, DA-LHE GRÊMIO, DA-LHE GRÊMIO.

20 de abril de 2014

Pesadelo em tarde outonal

Atlético Petralha 1 x 0  Grêmio

Pré-jogo

Esta semana eu cortei muito comentário. Comentários com ofensas e acusações sem provas e sem fundamento. Tem muita gente que confunde democracia com permissividade.

Eu repito uma frase do John Kennedy: "Posso não concordar com nada que disseres, mas farei tudo para que possas dizê-lo".
Isto é absolutamente o pensamento do blog até onde começam as ofensas e acusações.
O blog, por saber o que acontece nos bastidores do Grêmio, e por confiar na direção, vai defendê-la sempre. Então não perguntem se somos à favor desta direção. Vocês sabem que somos sim
Críticas são e serão publicadas. Acusações sem provas e babaquices não.
Se quiserem chamar alguém de velho, morto, ladrão, fdp, etc., pensem em chamar o pai de vocês. Pensem como seria legal ele ouvir isto. Pensem o bem que estarão fazendo para ele e para a possível herança de vocês.
Mas abram um blog e sejam felizes. Aqui não vai rolar.
Agora deixo o post para a Pitica porque vou ao jogo.

Seu Algoz
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Seu Algoz foi para o estádio assistir o jogo e coube a mim fazer o post. A Net, pelo qual pago  caro, me sacaneou na transmissão. Desse modo, tive que me virar como pude recorrendo à péssima qualidade da transmissão da internet .Assim,  peço desculpas ao leitor, já que não tive as melhores condições para uma análise muito aprofundada do jogo. 

Primeiro tempo: 1 x 0


Não sei o que passa na cabeça do Enderson Moreira. Alguém aplicou para ele que, para vencer, um time deve jogar  com três ou quatro volantes...e ele acreditou. A equipe foi ridícula no primeiro tempo. Totalmente sem força, desorganizada, sem vontade e sem qualidade.
Parece que os jogadores não passaram vergonha o suficiente no Gre-nal e estão saindo às ruas de Porto Alegre com o aplauso do torcedor. Tudo que eles falaram durante a semana foi da boca para fora. A atitude foi igual ou pior que no Gre-nal. Não há desculpa para a péssima atuação deste primeiro tempo. Com quatro volantes não há como vencer em futebol. A torcida não merece esse comportamento.
Uma tragédia grega nos primeiros 45 minutos.
.....

 
Segundo tempo: 0 x 0


Como se estivesse dando um chocolate no Atlético, o técnico do Grêmio manteve o mesmo time para o segundo tempo. Atabalhoadamente a equipe pressiona mais o adversário e quase chega ao empate com Riveros e Barcos. Aos quinze minutos, Rodriguinho substitui Bressan e Edinho recua para a zaga. Aos vinte minutos, o ataque do Grêmio perde um gol "imperdível". Tendo que fazer gols, Enderson substitui Breno por Lé Gago e assim o Tricolor fica com mais um volante - disfarçado de lateral - no time. Éverton entra aos 32 minutos e sai Pará. O jogo continua com jogadas de ataque improdutivas e inconsequentes. O jogo acaba melancolicamente. Seu Algoz rasgou dinheiro. E Dudu, o primeiro entrevistado, diz que "agora é levantar a cabeça".
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Como jogaram:

Busatto: não tem condições de jogar no Grêmio
Pará: o mesmo improdutivo de sempre
Bressan: falhou com Geromel no gol do Atlético
Geromel: falhou com Bressan no gol do Atlético
Breno: muito fraco
Edinho: não fez diferença
Riveros: afundou com o time
Ramiro: a titularidade não se justifica
Zé Roberto: tentou alguma coisa no primeiro tempo e não teve sucesso
Dudu: nadou, nadou e morreu na praia
Barcos: não conseguiu se redimir do fracasso no Gre-nal
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Rodriguinho: tentou algumas jogadas
Léo Gago: só fez número

Éverton: sem tempo

Enderson Moreira: fez uma massaroca no time e foi chamado de burro pela torcida.

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Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique (não interferiu no resultado do jogo).


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Adendo do seu Algoz

Não vou falar do jogo. Jogo, aliás, que mostrou a fase em que estamos. O adversário chegou uma vez e fez 1 x 0. Quando começa assim, talvez reza braba ajude, mas nem isto vai resolver. Enquanto isto, perdemos meia-dúzia de gols por inoperância ou falta de confiança.
Vou falar do que vi.
A torcida do Grêmio está totalmente intolerante e sem nenhuma paciência. No primeiro erro começou a reclamação.
Enderson parece perdido completamente. As substituições que fez hoje desafiam qualquer lógica.
Só uma chacoalhada de vestiário para mudar o panorama. Chacoalhada que pode sim, passar pela troca por Tite. Se não for ele, então tem de pensar em outra coisa, porque não tem ninguém disponível que possa ser aceito pela torcida. 

19 de abril de 2014

Daniel Matador: No hay camino

Caminante, no hay camino, se hace camino al andar.
Extraído da obra Proverbios y Cantares XXIX, do poeta espanhol Antonio Cipriano José María y Francisco de Santa Ana Machado Ruiz
Caros

E eis que novamente inicia-se mais um Campeonato Brasileiro. Sim, o mesmo que, não obstante o Grêmio estar sem erguê-lo há um certo tempo, nas últimas duas edições ganhas pelo Rio Grande do Sul foi a camisa tricolor a responsável pelo feito. Serei muito sincero: é difícil concentrar-se neste início de campeonato nacional quando estamos às voltas com a Libertadores da América. Mas os compromissos aí estão e devem ser cumpridos. O tricolor irá até Florianópolis jogar contra o Atlético-PR por conta de penalizações impostas ao clube paranaense, oriundas do campeonato do ano anterior.

Será a oportunidade que o técnico terá para testar alguns jogadores que obrigatoriamente terão de ser utilizados ao longo do ano, principalmente por conta do acúmulo de jogos e competições. A dupla de zaga deverá ser formada por Bressan e Pedro Geromel. Confesso que, tirando o gol contra que marcou no empate contra o São Luiz de Ijuí, as demais atuações de Geromel não foram das piores, em minha humilde opinião. Antecipa-se bem aos adversários, tem um jogo aéreo razoável e não enfeita. Seria a chance de vê-lo contra uma equipe melhor qualificada do que as do ruralito. Outro que deve ganhar chance é o herdeiro da lateral-esquerda, Breno. Com Wendell já vendido, deve ser ele o substituto natural. As atuações nas categorias de base e em alguns jogos pelo ruralito deixaram boa impressão. E por fim até mesmo o recém contratado Rodriguinho pode também aparecer no time. Depois de amargar um certo ostracismo no Corinthians, após uma boa temporada pelo América-MG, surge no tricolor a chance de retomar o bom futebol que já apresentou.

Ah, mas e qual será a fórmula para que o Grêmio possa erguer mais uma vez a taça do Brasileirão? Será que a estratégia de utilizar times mistos às vésperas de jogos mais importantes (como é o caso agora) é acertada? Deve-se dar todo o gás logo no início, ou isso não adiantará nada (vide Grêmio de 2008)? O time titular deve jogar sempre, mesmo correndo risco de perda de atletas para as competições maiores? São muitas as alternativas e várias as opiniões. Neste meus anos de futebol, aprendi apenas uma coisa: por melhor que seja o planejamento de um clube para uma temporada, é necessário que o time tenha “liga” e encaixe-se durante os jogos e torneios. Quase todos os campeões fizeram-se assim. Muitos, inclusive, iniciaram os campeonatos totalmente desacreditados, sequer figurando como favoritos.

Portanto, amigos gremistas, apenas um pequeno adendo: não se estressem por conta de estratégias utilizadas pelos clubes. Ao final, é o encaixe de jogo e a liga entre o time os fatores mais preponderantes para a conquista de uma taça. Não há um caminho reto e certo para isto. Se houvesse, bastaria que os clubes o seguissem. Como já citado no início deste texto, valendo-me do imortal poema de Antonio Machado, “no hay camino, se hace camino al andar”.

Saudações Imortais

Desculpas esfarrapadas

Recebemos o e-mail abaixo do leitor que assina Ricardo A.
Como é mais uma amostra da forma como age a imprensa gaúcha, resolvi publicar.
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Caros,

Domingo passado, ZH publicou um editorial, alegando imparcialidade na cobertura da inauguração do beira-rio.
O editorial está copiado logo abaixo.
Enviei, então, email para a a autora, que está ao final. Estou esperando até agora uma resposta. Acho que não virá...

Att,
Ricardo A.
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EDITORIAL ZH DOMINICAL
Excesso de tinta vermelha ou azul
12 de abril de 2014 3
martha gleisch
Nos últimos dias, tivemos em Zero Hora uma overdose de Internacional. “O jornal está pintado de vermelho!”, ouvi de gremistas dentro da Redação. Natural. A coisa que mais acontece neste Estado é a flauta clubística. O pessoal da rotativa deve mesmo ter gasto mais tinta vermelha (na verdade, tintas magenta e amarelo, que formam o vermelho). Assim como, no final de 2012, na inauguração da Arena, gastaram cyan, ou a tinta azul.
A capa do caderno Gigante de 5/4/2014 e a capa de Zero Hora de 7/4/2014. (foto)A capa do caderno Arena de 8/12/2012 e a capa de Zero Hora de 10/12/2012. (foto)
Ao longo dos anos, ouvimos muito mais que “Zero Hora é gremista” do que “Zero Hora é colorada”. Atribuo isso a dois motivos. O primeiro se deve à camiseta tricolor de um de nossos mais populares colunistas, o Paulo Sant’Ana. Fanático pelo Grêmio, mesmo que hoje não escreva nem 10% de suas colunas sobre futebol, Sant’Ana é um dos ícones do clube no Estado. Então, a equação “Sant’Ana = Grêmio, Sant’Ana = Zero Hora , logo Zero Hora = Grêmio” é compreensível. O segundo motivo é o fato de Nelson Sirotsky, presidente do Conselho de Administração do Grupo RBS, e Eduardo Sirotsky Melzer, presidente executivo do Grupo RBS, serem gremistas. Se os donos são gremistas, o jornal é gremista? Olha, tenho 30 anos de RBS e, nesses anos todos de Redação, nunca recebi um telefonema deles pedindo para puxar a brasa para o Grêmio. Mas também considero natural que o leitor construa na sua cabeça a tese “se os proprietários da Zero Hora são gremistas, o jornal é gremista”.
E agora vou revelar uma coisa: o editor-chefe de Zero Hora, Nilson Vargas, é colorado. Isso influencia a cobertura? Ai dele se misturar paixão com edição! Não pode! Nossos leitores colorados e gremistas precisamter certeza de que cobrimos o futebol gaúcho sem preferências pessoais. É por isso que, ao planejar a cobertura da inauguração do Beira-Rio, combinamos: vamos dar E-XA-TA-MEN-TE o mesmo destaque, a mesma relevância, que demos para a inauguração da Arena. E assim fizemos. Claro que esse equilíbrio está condicionado aos fatos, pois não brigamos com a notícia. Quando meu chefe, o colorado Eduardo Smith, vice-presidente de Jornais, Rádios e Digital do Grupo RBS, ressaltou sua preocupação de termos uma cobertura equilibrada da inauguração do Beira-Rio, respondi para ficar tranquilo, porque gremistas e colorados veriam total equilíbrio nos cadernos daquela época e desta.
E quanto a mim? Confesso: não sou chegada a futebol, embora lá em casa torçam para o Inter. A minha torcida maior, sempre, é pelo jogo justo, sem violência, sem racismo, e com uma cobertura equilibrada.
.....

Estimada Sra. Martha,

Em relação ao editorial de domingo passado, assinado pela senhora, com o título "Excesso de tinta vermelha ou azul"gostaria de tecer algumas considerações.
Acredito que a senhora realmente acredita no que escreveu. Acredito também na sua imparcialidade e no seu não apreço pelo futebol. É baseado nisso que peço licença para tomar alguns minutos do seu tempo, para fundamentadamente discordar do editorial e tentar explicar o surgimento da irônica expressão “IVI” (Imprensa Vermelha Isenta), que a senhora já deve ter ouvido falar. Se não ouviu, deveria, pois um número cada vez maior de leitores do teu jornal a usa para se referir à imprensa esportiva gaúcha. Basta procurar no Google para saber do que falo.
Primeiramente, gostaria de ressaltar que, no meu entendimento de leitor, não é somente o número de linhas ou de fotos que mede se a cobertura é ou não equilibrada. A equação do equilíbrio inclui também o conteúdo. As entrelinhas. O que é mostrado e o que é escondido.
Para melhor estruturar meu raciocínio, começo falando de questões outras, que não a cobertura dada à inauguração dos estádios.
A senhora sabia que repórteres da RBS “escondem” notícias que poderiam gerar crises no Inter, por “respeito à direção do Internacional”? Claro, tal tratamento não é dispensado ao Grêmio. Nem espero que seja. Só quero que ele seja E-XA-TA-MEN-TE o mesmo, para os dois lados.

Quer provas? No link abaixo temos o áudio onde um colaborador do grupo RBS confessa que não revelou fatos por respeito à direção do internacional. Está nos minutos 15:30 e 16:21.


Os fatos eram os seguintes: o centroavante titular do time não falava com jogadores estrangeiros no vestiário. E a principal contratação do time estava em atrito com a direção do clube. As notícias só foram divulgadas após a saída dos dois atletas do Inter.
Agora, o mesmo repórter que não divulgou informações que gerariam uma crise no Internacional, não teve o mesmo respeito com a direção do Grêmio no famoso caso das “ovelhinhas”. Caso não saiba do que falo, o Presidente do Grêmio se esqueceu de desligar seu telefone celular após uma entrevista e o repórter escutou uma reunião privada da diretoria do Grêmio. Na reunião, a diretoria se referiu ao treinador como “Pastor”, e seus jogadores de confiança viraram “ovelhinhas”. Obviamente, a conversa indevidamente ouvida foi revelada, gerando uma enorme crise do clube.
A senhora chama isso de tratamento E-XA-TA-MEN-TE igual?
Na inauguração da Arena, um colaborador do grupo RBS (que também assinou a matéria do caso das ovelhinhas, acima citado) chegou a criticar a pipoca do Estádio. A pipoca! O Brasil inteiro elogiava a Arena, e esse colaborador criticava o que encontrava pela frente. No afã de criticar a Arena, qualquer tijolo fora do lugar era alvo. Procure no Google “fiscal da pipoca” e saberás do que falo (se é que não sabes).
Outro colaborador, que já foi flagrado dormindo no trabalho, em foto que circula pela internet, saiu em defesa do seu colega. Disse que os problemas que porventura acontecessem na inauguração do Beira-Rio seriam divulgados. Estou esperando até agora.
Brigas ocorrem nas duas torcidas. Quando é no Grêmio, vira capa de jornal, os torcedores viram “Monstros” e os repórteres ligam para os tribunais esportivos, cobrando punição e sugerindo penas e sanções. Quando é no Inter, as brigas são escondidas. Talvez em respeito à direção, vai saber. Tenho o fundamentado direito de suspeitar disso. No último Gre-nal da Arena houve uma briga entre torcedores do Inter, com muito sangue e cadeiras quebradas. Ninguém foi preso. Ninguém pediu punição ao Inter (perda de pontos, interdição de estádio, nada...) como fazem com o Grêmio. Não saem fotos no jornal. Até briga entre jogadores colorados ocorre no treino, como na semana passada. Aí o capitão do time manda a imprensa não publicar as fotos. E as fotos não são publicadas. Em respeito, talvez.
Isso é dar E-XA-TA-MEN-TE a mesma relevância aos fatos que ocorrem de um lado e de outro?
Se a senhora acha que estou inventado e que não existem brigas na torcida do inter, tenho fotos. Teria prazer em lhe enviar.
Um torcedor do Inter morreu atropelado na saída da inauguração do Beira-Rio. Culpa do entorno? Não sei, não tenho maiores detalhes. Só saiu uma notinha. (#imaginanaCopa.. ops, #imaginanaArena.) Já na inauguração da Arena, houve uma briga na torcida, mas ninguém morreu. Mesmo assim, segundo manchetes do grupo RBS, "A briga manchou a inauguração". A morte por atropelamento não manchou a inauguração do Beira Rio?
Quando Scocco, jogador do Inter, demonstrou insatisfação pública (que só se tornou pública porque foi feita no twitter pessoal do atacante), um colaborador que recentemente mudou de emissora perguntou, no twitter e em seu programa de rádio, se algum dirigente iria “encostar” no atleta para impedir mais declarações. Quando Marcelo Moreno, jogador do Grêmio, demonstrou descontentamento, o jogador e seus parentes eram entrevistados seguidamente, em busca de “declarações polêmicas”. Ninguém tentou impedir o vazamento das declarações, pelo contrário. Estimulavam.
De novo: isso é dar E-XA-TA-MEN-TE o mesmo tratamento aos fatos que ocorrem de um lado e de outro?
Blogs independentes conseguiram o contrato secreto entre o Inter e a construtora responsável pela reforma do estádio colorado (e pelo atraso da reforma, que inviabilizou a realização da Copa das Confederações em Porto Alegre). Os colaboradores do Grupo RBS se negaram a analisar, aludindo não entenderem nada de contrato, não serem advogados, etc... o estranho é que essas mesmas pessoas criticam com propriedade o contrato entre Grêmio e OAS. Mas enfim, um dia após a aprovação do Projeto de Lei que concede isenções fiscais para a construção das estruturas temporárias, aparece um repórter com o tal contrato e uma análise minuciosa...
Fora da esfera esportiva, mas nem tanto, um colaborador que possui página inteira no jornal, foi um dos maiores críticos da inauguração da Arena e do Presidente do Grêmio à época. Mandou o Presidente do Grêmio “cuidar de suas nádegas” em programa de rádio. Agora, quando alguém ousa criticar ou exigir o cumprimento da lei no Beira-Rio, ele chama de “caranguejo”, que puxa para baixo.
Poderia encher páginas e páginas de exemplos pontuais de diferença de cobertura de eventos idênticos, assim como o patrocínio da Andrade Gutierrez ao Grupo RBS, mas isso fugiria do escopo dessa carta.
A senhora pode dizer: Ah, essa carta é de um gremista que enxerga a realidade com um filtro azul. Pode até ser. Mas será que o seu chefe e o editor-chefe de ZH não lêem e editam o jornal com filtro vermelho, também? Serão infalíveis?
Assim, a senhora me desculpe, mas, com todo o respeito, diante dos fatos, com os quais também não posso brigar, eu tenho a pessoal convicção que, se não o grupo RBS, ao menos seus colaboradores cobrem o futebol gaúcho com preferências pessoais, sim senhora.

17 de abril de 2014

De ratos e baratas

Pois é.
Depois do domingo me recolhi. Não li quase nenhum comentário. Ia liberando se não via acusações que pudessem levar a processos. Isto domingo à noite.
De segunda para cá não li mesmo. Deixei o trabalho pesado para a Pitica. Ela gosta de cebola e daquelas compotas azedas. Ou seja, tem muito mais estômago do que eu.
Mas não fiquei alheio ao mundo. Dei uma olhada rápida nas manchetes assanhadas dos i$ento$ barato$. Eles estão vivendo dias de glória. Glória que, só será completa se conseguirem desclassificar o Grêmio da Libertadores. Força estão fazendo.
E aí chego onde queria chegar. Por que o Grêmio, muito melhor no papel e no campo, não consegue ganhar do timinho há um bom tempo?
Pensava nisto quando caminhando na rua vi uma barata e um rato. Todo ser humano com mais de 2 neurônios sabe que barata é fácil de matar e, na essência, inofensiva. Com ratos acontece o mesmo. Por que então o medo, quase pavor, que muitas pessoas tem destes bichos?
Basicamente, por duas razões: uma porque significam sujeira; a outra porque estão sempre associados a doenças.
Da barata e do rato cheguei ao timinho. Agora mesmo, como todo o ano, entram como grandes favoritos do campeonato nacional. Como sempre, o seu grupo (queeeeeeee grupo!) é destacado como fenomenal. "Melhor elenco do país". E o que vai acontecer? Vão lutar contra o rebaixamento, como nos últimos anos.
Mas por que esta propaganda maciça funciona no regional e não funciona no nacional?
Elementar dear Watson. Primeiro porque times e torcida de outros estados não estão nem aí para esta papagaiada. Segundo, porque o nacional tem gente mais graúda e com mais força política e, com isto, eles não conseguem marcar as cartas.
Terceiro e mais importante: porque aqui o Grêmio, através de seus jogadores, direção e torcida, se deixa contaminar pela propaganda contínua e pesada de que está diante de um grande rival.
O time do Grêmio e sua torcida já tem entrado derrotados nos GRE-nadas. O equilíbrio é muito frágil. Basta um pequeno percalço, um gol fortuito e a casa cai.
Seria bom e saudável se nos próximos GRE-nadas todos lembrassem que baratas e ratos não são tão perigosos assim. Desde que se lave as mãos depois de matá-los.
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Não bastasse o fiasco de domingo, tivemos que ouvir a proposta indecorosa do Ministério Público em relação à ocupação do espaço da Geral.
Pois este órgão, que se entende sério, propôs que o acesso seja exclusivo para pessoas cadastradas em torcidas organizadas.
Nem precisa mencionar que esta proposta é flagrantemente inconstitucional e seria objeto de gargalhadas se contada como uma piada.
Desnecessário também dizer que, mesmo neste Brasil de tantos escândalos, esta proposta soa patética e escandalosamente acintosa aos direitos dos cidadãos.
Por tudo isto, penso ser importante informar o nome do promotor que defendeu a medida. Chama-se José Francisco Seabra Mendes Junior. Por acaso, ele é sócio do co-irmão. E por acaso também, não propôs as mesmas medidas para o estádio do Brio.
Aí, meus amigos, pensei nisto também enquanto caminhava e olhava para as baratas e os ratos. Se fosse para intimidar e assustar, ratos e baratas não poderiam fazer melhor.

15 de abril de 2014

O maior inimigo do Grêmio

*O texto abaixo foi enviado pelo leitor Jonas Silveira

Antes de começar gostaria de agradecer ao blog pela oportunidade de contribuir com um texto, especialmente pela garantia de que não há como negativá-lo, o que usualmente ocorre com meus comentários. (RÁ!)

Não, antes que alguém o mencione, o maior inimigo gremista não é o Internacional. O Internacional foi inimigo gremista até o final da tarde desse último "Domingo Sangrento", mas os últimos anos nos permitem imaginar um segundo semestre de total irrelevância para a equipe colorada. Já começo a ouvir que serão campeões brasileiros. Não há sinal maior do insucesso colorado do que declarações de seu suposto favoritismo . Eu poderia propor uma enquete do tipo: “Em que mês cairá Abel Braga?”, só não o faço por que só Deus e Fábio Koff sabem o que aconteceria com Enderson caso o Grêmio perca na Argentina. (Vou perguntar lá no Posto Ipiranga...)

O maior inimigo do Grêmio, como manda o clichê, é o próprio Grêmio. Ouço que não valorizamos o Gaúcho (Ruralito/Novelettão/Charmosão), mas ouso discordar. Jogamos a fase decisiva desse campeonato com nossos titulares, apesar da fase igualmente decisiva da Libertadores e da maratona de jogos que nos fizeram disputar. Há maior mostra de humildade e valorização que abaixar a cabeça pra mudanças como as que ocorreram? Certamente não colocamos o Grêmio acima da competição. Penso que deveríamos ter colocado.
É possível que haja uma dimensão paralela onde o Imortal Tricolor também perdeu o Gauchão (visto que é uma competição pensada, organizada e apitada para que isso aconteça), mas o disputou com sua equipe Sub-20. Éverton brigou pela artilharia do Estadual, Breno se firmou na lateral esquerda, Coelho desencantou, Luan não se lesionou. Desconfio que tivesse sido melhor dessa forma. Evitaríamos, na pior das hipóteses, o fiasquento 6x2.

Tal derrota nasceu da supervalorização da competição e do adversário. Tomamos sufoco no final dos jogos contra o Brasil e o Nacional, a equipe disputou uma sequência impraticável de jogos decisivos. Jogamos 14 minutos do primeiro Gre-nal, não fardamos no segundo. O Inter poupou tanto quanto o Grêmio no Gaúcho, se prepararam para enfrentar o arremedo de time que escalaríamos após o moedor de carne pelo qual passamos no final de março e início de abril. Respeitamos muito o rival, nossa preocupação foi se defender do poderoso ataque colorado, que responde por Rafael Moura. Escalamos um volante pra cada meia do Inter e permitimos que nos atacassem em nossa casa e goleassem fora dela. Devíamos ter escalado um jovem meia pra cada idoso no meio do Inter e deixar que eles se preocupassem em correr atrás.

Enderson contribuiu ao “dar continuidade” a sua equipe titular, que teve problemas em diversos jogos. Quanto mais “continuidade” tem a equipe titular, menos jogam os reservas, os pobres coitados que são chamados no intervalo pra virar os jogos que perdemos ao escalar o time titular e seus três volantes. É lamentável.

Nosso treinador escolheu Werley, Ruiz e Pará em detrimento de, respectivamente: Bressan, Máxi e qualquer outro ser humano, real ou imaginário. Não é a toa que seu futuro no comando técnico é incerto.
O grupo do Grêmio, no entanto, tem muita qualidade. Mais do que suficiente pra reverter o momento atual e bem mais do que nos últimos anos. Não me atrevo mais a escalar o time ideal,  primeiro por não conseguir escolher os melhores jogadores em cada posição e, em segundo lugar, por saber que Enderson seguirá escalando qualquer outro time, menos o que desejo.

Escrevo tal texto pra lembrar a todos que se inicia, no próximo dia 19, mais um Campeonato Brasileiro, a competição em que fomos vice com um time deplorável que chutava uma bola por jogo no gol adversário. Poderemos conquistar coisas maiores nesse ano se o clube parar de se boicotar.
Só o que desejo é uma equipe que entre em campo pra estraçalhar o adversário, criando diversas oportunidades de gol e finalizando de forma eficiente. Basicamente, gostaria de ver em campo um time que joga futebol por 90 minutos, não 14. O Grêmio precisa se “valorizar”, acima de tudo.

Saudações Tricolores!

Jonas Bernardes Silveira

P.S: #ForaPará. Sério, não dá mais.

14 de abril de 2014

Atuação ridícula e fiasquenta.

Ontem o Grêmio foi fiasquento, ridículo e molóide. Está na hora de colocar um tosco ignorante para chutar a porta do vestiário e todos os baldes que encontrar pela frente. Se na conversa não vai, então que seja no relho. Chega do comportamento esquizofrênico de fazer uma boa campanha na Libertadores e perder para um time limitado como os mazembados. Se fosse para o campeão da Europa, ainda vai. Ninguém merece passar por tamanho fiasco.
Não sei se vai acontecer alguma coisa, mas deveria com urgência. Um terremoto no vestiário é o mínimo que a torcida espera. Não dou a mínima para esses Gauchões, mas perder da forma bisonha que foi ontem, não dá para aceitar.
Chega de fiasco!!!!

E ,Paulo Sant'ana, deixe de ser ridículo. O Dida já perdeu Gre-nal sim!!!
Não fique inventando informação para desmerecer o goleiro do Grêmio.
Se não ajuda, pelo menos não atrapalhe.

13 de abril de 2014

Um câncer chamado Werley

Mazembados 4 x 1 Grêmio

Primeiro tempo: 1 x 0

Com 1:30 minutos Pará perdeu um gol.

O Grêmio dominava o jogo mas falhava no último passe. Aos 11 minutos Edinho bateu forte perto do gol.Aos 23 minutos em cobrança de falta quase saiu o primeiro gol do Imortal. Primeiro com Wendell e depois com Alán Ruiz.
Então Werley falhou uma vez mais. O queridinho do treinador poderia ter atrasado de cabeça para o Grohe, poderia ter dado um bago para a lateral, mas preferiu dar um doce para o Dalebiba fazer 1 x 0.
Depois do gol o Grêmio tentou mas não conseguiu criar nada.
.....


Um primeiro tempo em que o Grêmio teve 70 % de posse de bola mas não aproveitou as poucas chances. 
Um primeiro tempo em que Werley, um pereba que é titular por decreto do treinador garantiu a vitória parcial dos mazembados na única vez em que eles chegaram na área tricolor.

Segundo tempo: 3 x 1

Maxi voltou no lugar de Edinho. 

A primeira chance boa foi dos mazembados. Grohe espalmou.
Aos 4 minutos numa jogada despretensiosa Werley deu condições para o jogador do cocô-irmão fazer 2 x 0. Que nunca mais jogue no Grêmio este podre vagabundo!
Duas chegadas e dois gols graças a este canceroso.
Mais duas chegadas e mais dois gols. Além do Werley tem de considerar o pacto com o demônio que tem este time de merda.
Aos 21 minutos Dudu fez uma boa jogada e descontou.

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Werley no time já é caso de polícia. Werley de chuteira vermelha é caso de prisão perpétua.

Treinador que insiste com jogador entregador não pode continuar.
Ou Enderson arquiva este jogadoreco podre ou tem de ser mandado embora junto com ele. 
Um jogo em que o time jogava melhor mas foi vítima de duas falhas ridículas deste zagueirinho vagabundo que há tempos compromete.
Todo o resto foi consequência.
Cabe à direção ser enérgica. 
Primeiro vendendo, emprestando ou dando este jogador para qualquer time otário que encontrar.
Segundo não deixando mais treinador escalar seus queridinhos se houver convicção que tem gente melhor no grupo. Qualquer um é melhor do que este perebão.
A vitória foi incontestável. Não adianta um time dominar, jogar melhor se tem um buraco pronto para vazar água a qualquer momento. O Grêmio tem o Werley.
E não adianta também lutar contra times que tem 4 chances em todo o jogo e fazem as 4. 
E nem justificar fiasco. Fiasco é fiasco. Por sorte tem 10 dias até a próxima partida da Libertadores.


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Como jogaram

Grohe: Nenhuma culpa nos gols.
Pará: Poderia pedir para ir embora.
Rhodolfo: Sem culpa no vexame.
Werley: Deve pedir desculpas e nunca mais vestir a camisa do Grêmio. Desgraçado!
Wendell: Sem culpa no vexame.
Edinho: Saiu e com isto abriu o salão.
Riveros: Sem culpa.
Ramiro: Não apareceu.
Alán Ruiz: Muito mal. Péssima partida.
Dudu: Inoperante.
Barcos: Um chute. 
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Maxi Rodriguez (Edinho): Não apareceu.

Leo Gago (Ruiz): Entrou como prova do desespero do treinador.

Enderson Moreira: Quem escolhe o
Werley de titular merece o fogo do inferno. Um fiasco. Um panaca que merecia ser demitido hoje.

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Arbitragem: 
Marcio Chagas - O coitadinho vítima de racismo deitou e rolou hoje. Um panaca que acha que é grande coisa porque é descendente de africanos. Não é a cor que faz alguém ser bom ou não. Ele não sabe disto. Um péssimo juiz. Como todos aliás da FGF.
Deu rapidinho um pênalti pros macacos. Não deu um igual para o Grêmio