16 de dezembro de 2014

O papo furado do Hernández: a hora do adeus


O ano vai terminando e ainda se falará muito nas contratações e vendas.
Deixo aqui minha opinião sobre os quatro jogadores que deixaram o Grêmio. Claro que tem mais. Mas vamos aos mais importantes:
Pará -  vai para o Flamengo, Deus seja Louvado! Nunca vi em Pará o jogador esforçado que muitos acreditavam que ele era. Para mim sempre foi um jogador medíocre e covarde. O fato de ter virado, por algum motivo que desafia as leis da lógica, sinônimo de mito deve ser estudado. Vai tarde.  "Ídolos" assim, que comemoram desarme mal feito, talvez expliquem a seca de títulos.
Dudu - Mais errava do que acertava. Ficou várias vezes na frente do gol e desperdiçou medonhamente. Era rápido e ia pra dentro, mas seus erros (cabe lembrar o gol perdido frente a frente com Dida no segundo GRE-nada da decisão do Ruralito) tiravam a paciência de qualquer um. Era um jogador muito caro e que não trouxe o retorno esperado.
Alán Ruíz - Sua trajetória no Grêmio será lembrada pelos 12 minutos do GRE-nada dos 4x1! Fora isso, um gol cá e outro acolá! Também caro, acabou sendo dispensado. Ruíz não demonstrou a mesma garra desses 12 minutos nas vezes que atuou. Muitos ficarão em choro e ranger de dentes, mas verdade seja dita, não valia o investimento para ficar com ele em definitivo.
Zé Roberto - Um guerreiro incansável, mas que já estava começando a ser facilmente superado por jogadores com mais pique e velocidade. Sempre defendi o Zé, achava ele baita jogador, mas uma hora tudo termina. Zé ainda pensa em jogar mais um ano, tem condições, mas era um jogador caro e veterano.
Falei mal do Queridinho da torcida, o jogador que despertava o instinto maternal nas mulheres. Sim, só amor de mãe explica gostarem tanto de alguém que fez tanta m...! Haverá choro e ranger de dentes, mas se tu achas Pará MITO, tu mereces 13 anos sem títulos.

15 de dezembro de 2014

#Mazembeday





Ontem foi o #Mazembeday. A data do maior fiasco mundial PHIPHA. Nunca antes nem depois este fiasco será superado.
E o fiasco não se deve apenas à derrota. Muito mais do que a ela, deve-se à arrogância que se respirava nos ares de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul e de todos os lugares onde houvesse um morango.
Quem havia batido o glorioso time reserva do Barcelona, mesmo com a ajuda do juiz, não teria dificuldade de voltar bi do mundo. O Mazembe? Era só acadêmico como dizem os ingleses para algo que já está resolvido.
Não só os morangos diziam e arrotavam isto. Noventa por cento da imprensa gaúcha também. Aquele lado i$ento e barato que todos conhecem.
Tão fácil e certo seria o título que muito moranguinho comprou a viagem em 60 prestações da CVC. Parêntese aqui: para estes faltam só 12 prestações para se livrarem da dívida. Valia a pena dever até a cueca suja para se emocionar com o que viria em Abu Dhabi.
Muitos resolveram, seja pela arrogância, seja para economizar ir apenas para a final. O treino apronto contra o timeco do Mazembe não tinha interesse nenhum.
Este era o espírito com que todos se prepararam para o passeio.
Naquele dia 14 de dezembro dei carona para meu filho até o centro e fui fazer alguma coisas por lá.
Estava de um lado para outro quando ouvi um grito de gol mais chocho do que peito de velha. Há 10 metros vi uma lanchonete com a tv ligada e fui ver o que era.
Cheguei ainda em tempo de ver o dono da lanchonete vibrando com o gol do Mazembe dando tapas entusiasmados no balcão.
Uma cliente que comprava algo reclamou:

- Falta de educação. Eu sou cocolorada e não venho mais aqui.

- Por mim tanto faz, respondeu o dono da lanchonete. Não vou deixar de festejar um fiasco do Íter por causa de um freguês.

Logo depois saí para continuar meus afazeres.
Mais tarde cruzava uma rua quando um cara da janela do décimo andar de um prédio gritou:

- CHUPA ÍTEEEEEEEEEEEEEERRRRRRRRRRR!

Foi quando decidi voltar à lanchonete anterior e pedir uma cerveja. Não iria deixar aquele pobre e honesto trabalhador com prejuízo. Não naquele dia.


13 de dezembro de 2014

A nova realidade do futebol brasileiro

A festa estava ótima. Agora vem a ressaca...!!!!!

Definitivamente, acabou a farra!
Os tempos de pagar salários estratosféricos para jogadores de futebol, querendo competir com a Europa, estão chegando ao fim. Finalmente a sangria está sendo estancada. Já tínhamos passado do ponto. Essa gastança desenfreada não poderia se sustentar por muito tempo. Tudo está indo para o seu lugar, graças à Deus! A partir de agora, quem tiver juízo e responsabilidade tem a obrigação de ajustar suas contas.

É pau...
é pedra...
é o fim do caminho!

Fim do caminho de pagar muito para quem pouco ou nada joga.
Fim do caminho de achar que vivemos em uma realidade dourada, de muito luxo e dinheiro jorrando de cascatas cravejadas de diamantes. Parar de agir como sheiques árabes que nadam em piscinas cheias de notas de dólar. Definitivamente, os clubes brasileiros terão de se ajustar à realidade em que vivem. Gastar de acordo com a sua arrecadação, do mesmo jeito que faz um trabalhador que lida com seu orçamento doméstico ou um empresário que tem deveres a cumprir.
Aqui não existem sheiques e nem mecenas dispostos a bancar custos sem retorno. Hoje, os investidores estão debandando em massa.

De outro lado, está vindo aí - já tramitando no Congresso Nacional - a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, com duras sanções aos clubes e dirigentes que extrapolarem na gastança. A previsão é de que ela seja votada em fevereiro de 2015.

Alguns dos principais pontos que a nova lei prevê são:
 - o compromisso de pagar os atrasados e também os tributos correntes e punições para os que não paguem;
- manter salários em dia e praticar normas de fair play financeiro;
- em caso de não honrar os pagamentos, os clubes serão punidos com rebaixamento e proibição de participar em determinadas competições;
- havendo gestão temerária, os dirigentes do clube seriam penalizados cível e criminalmente, inclusive com a utilização de seus patrimônios pessoais.

Então, o futebol brasileiro, a partir de 2015, ingressa em uma nova fase.  A expressão da moda será "ajustar as contas". Ou seja, a partir de agora, fazer mais e melhor , porém com menos.  O sonho dourado não passou de um sopro de uma noite de verão. E quem tiver juízo, que se aprume.

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Para complementar este post,  reproduzo abaixo as colunas do jornalista Rodrigo Mattos do site Uol. Ele mostra como e porquê os clubes terão de viver outra realidade a partir do ano que vem. Assim, dá para entender muito bem o tamanho da encrenca.

Bolha estourou: clubes entram em 2015 sem dinheiro para contratações

Após quatro anos de farra de gastos com o futebol, os clubes brasileiros sofrem uma asfixia financeira para 2015 com fuga de patrocinadores e investidores. Ao mesmo tempo, têm de renegociar suas dívidas fiscais e passar a pagá-las de verdade. Neste cenário, cartolas admitem que o ano será de recessão e vão tirar o pé nas negociações de salários de contratações. Essa é a primeira de uma série de três matérias sobre a crise no setor.

De 2010 a 2013, os gastos dos 24 clubes da elite do Brasil com futebol saltaram de R$ 1,3 bilhão para R$ 2,3 bilhões, segundo estudo do consultor Amir Somoggi. As receitas cresceram com a mesma força no início do período, mas se estagnaram nos últimos dois anos e ficaram em R$ 3,1 bilhões (lembre-se os times têm outros custos).
Esse cenário se acentuou com a redução das receitas em 2014 por conta da concorrência da Copa. Resultado: os clubes gastavam o que não tinham e acumularam déficit durante o ano.
Agora, são duas as principais causas para a crise são a falta de patrocínios e a nova regra da Fifa que proíbe parceiros nos direitos de jogadores. Para 2015, os únicos dois patrocinadores que sobraram são a Caixa Econômica e o Banrisul (Inter e Grêmio): Cruzeiro, Atlético-MG perderam o BMG, a Unimed encerrou sua longa parceria com Fluminense. A maioria dos times tem sua camisa sem nada.
“O BMG saiu. A Caixa sabemos que não é marketing, tem outros motivos, e pode sair. Teremos camisas limpas neste ano. Vivemos um pico de preços de patrocínios em 2008 e 2009. Depois, os preços têm caído. Mas mesmo com preço baixo, tem que ser muito criativo para conseguir'', afirmou o diretor de marketing do São Paulo, Ruy Barbosa, que afirma ter esperança de obter um parceiro para o uniforme de seu time.

Outro impacto foi a regra da Fifa para proibir os investidores em direitos de jogadores. O mercado reagiu e quem botava dinheiro diminuiu ou fechou o bolso de vez.
“Será um ano muito ruim, muito difícil. O cenário brasileiro não é bom, e os investidores já tiraram o pé. Já estamos tendo o impacto. O futebol brasileiro estava fora da realidade. Não dava para trazer jogador da Europa e pagar mais do que eles ganhavam lá'', observou o diretor de futebol do Atlético-MG, Eduardo Maluf. Campeão da Copa do Brasil, o time pretende manter o patamar da folha salarial, sem aumentos, mas corre o risco de perder Diego Tardelli.

Outra questão foi o fato de o governo federal ter intensificado a fiscalização sobre os clubes de futebol, o que resultou em ações e execuções fiscais por dívidas como a ocorrida no Corinthians. O clube teve de entrar no Refis (programa de refinanciamento fiscal) e paga R$ 5 milhões por mês até o final do ano, valor que vai cair para R$ 500 mil em 2015.
“Será um ano em compassado de espera. Terá de fazer ajustes. Os clubes têm folhas razoáveis e não dá para reduzir contratos então será aos poucos. Haverá uma maior atenção na gestão'', analisou o diretor financeiro do Corinthians, Raul Corrêa e Silva.
Seu clube fez proposta milionária de US$ 5 milhões para manter Paolo Guerrero em descompasso com o restante do mercado. É a diretoria de futebol que toca essa negociação. O clube tem outros jogadores que não têm atuado e recebem como Pato e Sheik.

A estratégia de conter despesas dentro do que há disponível nas receitas, além de quitar dívidas e impostos, foi a adotada pelo Flamengo nos últimos dois anos.
“Estávamos na contramão, como mostrou um estudo, porque estávamos muito endividados. Mas a tendência é que outros clubes adotem essa política de responsabilidade. O Botafogo já mudou o discurso'', afirmou o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello. “Tenho ouvido os meus colegas muito preocupados.''
Ele enxerga um ano de transição para o seu clube, ainda apertado, mas melhor do que os outros dois anos anteriores, uma análise oposta aos outros times. Tanto que fez algumas propostas de compra de jogadores até € 4 milhões Isso porque não vê seu patrocínio ameaçado e haverá uma redução do valor pago no Refis.

Mas já está claro que ninguém vai sonhar com um “Pato'' ou outros delírios dos anos anteriores. Quem contratar será parcelado e talvez com a ajuda de um investidor que ainda confie no mercado.


Crise no futebol brasileiro já reduz salários de jogadores em negociações



Um jogador de renome já planejava a saída do Fluminense quando se desenhava o rompimento com a Unimed. Foi ao mercado se oferecendo por salário similar ao que recebia no tricolor. Ninguém topou. Abaixou o valor, mas ainda assim não fechou. Nenhum clube aceitava pagar mais de R$ 300 mil, nem quando a diferença era pequena. O atleta ainda está sem time.

A história ocorrida nestes últimos meses de 2014, cujo protagonista não é revelado a pedido da fonte, é simbólica do novo momento do futebol brasileiro. Em meio à crise econômica, os salários de jogadores têm caído de forma significativa em renovações e novas contratações. Foi o que o blog ouviu de diversos participantes do mercado, entre empresários e clubes.
Essa é a segunda matéria sobre os problemas financeiros do setor, em continuidade à anterior que mostrou o estouro da bolha do futebol com a asfixia de receitas dos clubes pela falta de patrocínios e parceiros.

Até 2013 era fácil ter dois ou três atletas com vencimentos de R$ 500 mil em um time, mas agora só exceções receberão acima de R$ 300 mil. Pagar em dia, ou pelo menos atrasar pouco, virou trunfo após séries de calotes durante o ano de 2014. E uma debandada de jogadores pode deixar o Brasil para mercados mais atrativos.
“Estou sentido que cada renovação está sendo difícil. Essa proibição de investidor da Fifa deu uma segurada no mercado. O salário vai cair e não vai ter quem investir. Não vejo com bons olhos o que está acontecendo'', contou Roberto Monteiro, representante do grupo DIS, que é procurador de jogadores e tem direitos sobre alguns deles.
“Varia bastante de contrato para contrato. Quem estiver livre até pode negociar mais. Mas o Brasil vai começar a perder jogador para o exterior. Muitos vão voltar para a Europa. O fluxo para o exterior vai aumentar. Eu mesmo estou saindo para Europa para ver a negociação de dois atletas (do Brasil)'', contou o empresário Marcelo Robalinho, da empresa Think Ball.
“Toda negociação tem um orçamento, o pagamento dos direitos, os salários e as comissões. Se o clube não tem ajuda nos direitos, isso vai impactar o salário'', analisou o empresário e advogado Marcos Motta, que vê os clubes bem cautelosos nos acertos. “Pagar em dia será um grande diferencial diante dos atrasos que ocorreram no ano.''

Dos cartolas, o blog ouviu que, nas negociações iniciais, os jogadores continuavam a pedir os mesmos valores do final do ano passado. Mas sofreram seguidas recusas e, aos poucos, têm abaixado as requisições. Até os dirigentes admitem que os últimos anos formaram um período de valores salariais fora da realidade do país.Representantes do Bom Senso FC, grupo que reúne jogadores, também já verificaram a mudança no mercado com quedas de vencimentos. Não há nenhum levantamento oficial, mas a percepção do grupo é que se acentuaram os casos de atrasos durante 2014. Na dureza que se espera para o próximo ano, é hora de apertar os cintos para todos.

10 de dezembro de 2014

Crise, eu te amo!

Texto do leitor Jonas Bernardes Silveira


Comemore torcedor gremista, estamos oficialmente em crise!
Muito se falou sobre momentos de terrível situação financeira no Grêmio; mas, pela primeira vez, parece que alcançamos o patamar de falta de dinheiro suficiente pra evitar que o clube contrate meia dúzia de reforços desnecessários pra que apenas um ou dois dêem alguma resposta.
A situação financeira é difícil  e o clube não vê opção que não a aposta nas categorias de base, coisa que deveria ter feito há muito tempo. Parece que meus pedidos de um time formado pela base no Gauchão serão atendidos pelo simples motivo de que o time do Grêmio pra 2015 será predominantemente formado pela base.

Essa crise é demais!

A imprensa vai passar os próximos dois meses falando no “desmanche” gremista... Como já comentei no pós-jogo contra o Flamengo, esse termo não me parece apropriado para a nossa situação. “Desmanche”, do ponto de vista desportivo, implica na destruição de algo positivo, que funcionava, um time campeão. Esse time do Grêmio, como muitos outros antes, falhou  nos momentos decisivos. Não serve.
É um “bota-fora”, um recomeço que o Grêmio vai promover, e faz bem. Não há um jogador do grupo, entre veteranos e emprestados, que eu não veja como negociável; mesmo entre os garotos, só há um jogador que eu não venderia por valor nenhum nesse momento: Éverton.

Mesmo Wallace, um bom volante, provavelmente não faria falta caso fosse “transacionado”, como diria Felipão. Aposto ao menos em dois volantes na base gremista capazes de entrar e fazer o que ele vem fazendo, pelo simples motivo de que o Grêmio não consegue, é incapaz, de lançar um volante ruim. Qualquer garoto que tiver uma sequência na posição será “uma grande revelação”. Da mesma forma, qualquer zagueiro que não fure por cima terá sucesso ao lado de Rhodolfo no próximo ano.
O que precisa mudar é a forma de jogar. O Tricolor não pode aceitar o apequenamento imposto pela mídia e pela própria torcida. Precisamos aproveitar a onda de mudanças e alterar mais esse conceito de que o Grêmio precisa ser um time defensivo. Esses times raramente tem algum sucesso. Nós teremos juventude e velocidade pra impor em 2015.

Mesmo com a saída de todos os veteranos que estão com contratos por terminar, as vendas de Ramiro e Bressan e nenhuma contratação, o time do Grêmio poderia ficar mais ou menos assim: Grohe; Tinga, Rhodolfo, Saimon (Grolli) e Breno (Marcelo Hermes); Wallace, Araújo (Moisés, Arthur), Érik (Maxi), Luan (Canhoto) e Éverton; Barcos (Coelho). Sinceramente, aposto que seria superior ao time entrou em campo contra o Flamengo. Não chamaria as saídas de Pará e Zé Roberto de “perdas”. Temos muito a ganhar com elas.
A base , além dos já citados, pode oferecer gratas surpresas para a formação do grupo, ou mesmo do time titular, como: o lateral direito Canavarros, os atacantes Nicolas Careca e Pedro Rocha, o volante Balbino, os zagueiros Mancini e Lucas Rex, e o meia Felipe Ferreira.
Creio que o Grêmio tem o que precisa, e deveria aproveitar . Fico otimista com o discurso de Felipão na sua coletiva, de pagamento das contas e contratações cirúrgicas de um ou dois jogadores. Talvez esse seja o ano no qual nenhum volante será contratado!

Um exemplo de “contratação cirúrgica” seria Anderson, que o Manchester United decidiu não liberar dos últimos seis meses de contrato, permitindo que o jogador saia de graça no meio do ano. É uma contratação que pode ser feita a baixos custos, por empréstimo, dependendo apenas do interesse do atleta. Se Anderson quiser ter a certeza de que terá espaço pra jogar como meia e salário em dia, algo que o Grêmio oferece nesse momento, deveria seguir o exemplo de Felipão e aceitar um salário condizente com a nova realidade do Grêmio.
Essa condição, inclusive, parece valer para qualquer atleta que a direção pretenda contratar ou renovar contrato. Fala-se na contratação de Douglas por um ano, custando algo em torno de 150 mil mensais. Seria um investimento da ordem de 2 milhões de reais, nem perto das cifras associadas a alguns jogadores que o Grêmio não pretende pagar.

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Fim de festa

Como comentei recentemente no blog, o conservadorismo da direção nesse momento está associado à necessidade de pagar dívidas vultosas, como a do Flamengo, e à negociação para dar fim à parceria na Arena, o que vai exigir pagamentos nos próximos anos.
É por isso que o Grêmio está acenando nesse momento com uma gestão disposta a gastar pouco, acelerando esse processo. Isso é uma ótima notícia.

Os demais clubes brasileiros, com raras exceções, vão gastando os tubos e deitando nas camas dos empresários. Daqui a pouco a FIFA resolve acabar com a festa e eles correm o risco de tomar um tufo histórico, que pode ter consequências similares aos problemas que o Grêmio viveu no passado.
Quem gasta, uma hora vai ter que pagar a conta. Foi isso que colocou o Grêmio no buraco da ISL e que quase quebrou o clube. Uma hora o endividamento vai alcançar Atlético e Cruzeiro também, mesmo que demore anos pra que isso aconteça. A dívida do Rodrigo Mendes só está sendo quitada agora, 14 anos depois da transferência.

Ao gastar pouco, o Grêmio, um clube que arrecada muito, pode evitar que novas dívidas trabalhistas vultosas se formem. Ao mesmo tempo, um time com mais jovens jogadores pode gerar frutos num futuro próximo.
Vale ressaltar que os problemas financeiros vividos hoje são provisórios. A solução pode se dar nos próximos meses, mas, mesmo na pior das hipóteses, não deve se estender por mais de alguns anos. O Grêmio já esteve em situações muito piores, independente do que a mídia esteja vendendo. Se essa suposta crise nos impulsionar pra mudança conceitual que há muito esperou, então nos resta ser gratos.

E que venha o União Frederiquense, não é? Fazer o quê?

9 de dezembro de 2014

7 vezes maior

No último mês, não passa um dia em que algum jornalista-colunista-radialista não fale ou escreva sobre as "terríveis" dificuldades financeiras do Grêmio. Parece até uma combinação entre eles: hoje serei eu, amanhã será você. E assim, o assunto é continuamente batido e rebatido. A torcida já está até acreditando que o Grêmio está em fase terminal, quebrado e sobrevivendo miseravelmente.
Tem jornalista muito penalizado com as dificuldades do Tricolor em 2015. "Como será possível montar time com essa realidade macabra?" "O que será do Grêmio?", dizem eles.

O pior de tudo é ver torcedor comprando essa tese.
Sempre, sempre e... sempre.

Por mais que se escreva aqui neste espaço sobre as fofocagens e bobagens expelidas pelos preguiçosos ou mal intencionados, não adianta nada. Tem torcedor que cai como patinho. É cansativo, enfadonho e aborrecido ficar aqui todo dia batendo na mesma tecla, repetindo as mesmas coisas, digitando as mesmas informações que já foram dadas "n" vezes. Assim, tomei uma decisão: a partir de agora, não ficarei repetindo a todo momento que isso é mentira e aquilo é verdade. Quem estiver antenado e for esperto aproveite aquilo que lê. Aos distraídos, só posso dizer: lamento, vá pesquisar no Google. Com sorte, talvez lá você encontre a informação que procura.

Como aqui não somos preguiçosos e apreciamos muito a informação correta, fomos à luta.
Aqui você encontra a informação que a ivi (imprensa vermelha isenta) não lhe conta. Aliás, além de não contar, faz o possível e o impossível para esconder.
Sim, eles são tendenciosos. Não adianta acharem que não.
E agora vou provar para vocês.

Pois bem. O Grêmio tem, sim, dificuldades financeiras. Porém, elas não são maiores do que as dos outros grandes clubes brasileiros. De janeiro a setembro de 2014, o déficit financeiro do Imortal Tricolor foi de R$ 5 milhões, num orçamento de R$ 229 milhões.

Já o Sport Clube Internacional, de acordo com informações divulgadas em seu próprio site, acumula de janeiro ao mês de JUNHO, um déficit de R$ 34 milhões. Frise-se, apenas até junho. Você leu direito: nos primeiro seis meses do ano, DÉFICIT de R$ 34 milhões. Em seis meses, quase 7 vezes o déficit do Grêmio em nove meses.

Como isso não é divulgado pelos isentos?
Essa não é uma situação crítica?
Por que  ninguém fala sobre isso?
Como os mazembados farão time em 2015 com um rombo desses na sua contabilidade?
Se até junho o prejuízo foi de 34 milhões, de quanto será até o final do ano, se não venderem nenhum jogador? A situação não é caótica e desesperadora? Quantos jogadores eles terão de vender para recuperar as contas?

Para não deixar dúvidas, preto no branco, vamos aos números acumulados até junho/14:

Receitas Operacionais: 93.331.206,56
Despesas Operacionais: (127.244.465,64)

Resultado Operacional: (33.913.259,08)  (Déficit)

Baixe o arquivo pdf com os demonstrativos completos neste link.

Como números tão estratosféricos e terríveis passaram batidos pelos jornaleros do Rio Grande do Sul, que tem como missão profissional fazer a cobertura diária do dois maiores clubes gaúchos?

Os dados mostram, também, receitas com o quadro social de R$ 28,8 milhões, em 6 meses. Se são 102 mil sócios, como dizem, significa que os sócios pagam, em média, R$ 47/mês (28,8 milhões/102.000 sócios/6 meses). Você acredita nisso?
Acredita???????

8 de dezembro de 2014

Avalanche Tricolor: não é nada, não é nada, ao menos goleamos no Gre-Nal

Por Mílton Jung

Grêmio 1 x 1 Flamengo
Brasileiro – Arena Grêmio


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Valia pouco, mas valia alguma coisa a partida de encerramento da temporada 2014. A vitória faria com que o Grêmio colocasse R$ 1milhão a mais no bolso -não é nada não é nada, dá pra fazer pouco mais do que nada com este dinheiro. A Copa do Brasil no ano que vem também seria mais curta, pularíamos três fases, em especial aquelas em que se costuma jogar nos Cafundós do Judas contra times semi-amadores, o que sempre é um risco de vexame prematuro. Entraria-se nas oitavas-de-final, ou seja, a oito jogos do título, uma vantagem que não chega a ser decisiva, mas que é sempre bem-vinda, especialmente para quem tem alguma pretensão e muitas obrigações no ano que vem.

O bônus que a vitória nos ofereceria não foi suficiente para nos fazer melhor em campo. Houve até momentos interessantes: um drible por aqui, outra jogada por ali; a bola continuou insistindo em bater no travessão quando não, desviada para fora; e, finalmente, um gol de falta muito bem cobrada – aliás, foi a coisa mais bonita que se viu na Arena, neste fim de tarde de muito calor em Porto Alegre. Luan, que voltou a marcar, segue oferecendo sinais contraditórios, pois aparenta ser lento na maneira de jogar, às vezes parece apagado e fora do ritmo, para de repente driblar o adversário com uma facilidade constrangedora e fazer gols. Será importante no ano que vem quando estará mais maduro.

Por falar em meninos, um dos que chamam mais atenção é Everton, sempre disposto a atacar, meter a bola entre as pernas do adversário, trocar passes com os companheiros e, se derem algum espaço, chutar a gol. Talvez com mais tempo de jogo entre os titulares consiga ter rendimento capaz de desequilibrar as partidas a nosso favor na próxima temporada. Quem melhorou bastante ao permanecer entre os titulares foi Walace, volante grandalhão mas bem ajeitado com a bola no pé. Também um garoto prestes a se revelar no futebol.

Comemorar o surgimento dessa gurizada e torcer para que, ao lado de jogadores mais maduros, formem um time vencedor em 2015 é o que nos resta neste fim de ano. Apesar de que mesmo tendo sido uma temporada de poucos momentos de emoção, apenas alguns ensaios de satisfação e muitos tropeços, nunca vou cansar de lembrar que, em 2014, nossa maior vitória foi golear no Gre-nal: não é nada, não é nada, foram 4 a 1 de lavar a alma, não é mesmo!?

Foto: site oficial do Grêmio

7 de dezembro de 2014

Este ano já vai tarde

Grêmio 1 x 1 Flamengo 

Primeiro Tempo: 0 x 1


Jogo amistoso começou como um jgo amistoso. Sem muita vontade de nenhum time. O Grêmio, ao contrário do especulado foi com o time completo.

Até os 12 minutos não houve um único lance digno de registro. E continuou sem jogada boa até os 17 minutos quanto um jogador do Flamengo deu um balão para fora.
O primeiro lance que acordou a torcida foi aos 20 minutos. Walace bateu de fora da área raspando o travessão.
Aos 22 minutos Dudu fez umas gracinhas pela direita e entregou para o zagueiro. Como fez o ano todo.
Aos 24 minutos boa jogada de ataque mas Barcos adiantou demais e perdeu a chance.
A primeira chance real de gol aconteceu aos 29 minutos. Barcos bateu forte quase da pequena área mas a bola desviou num zagueiro e foi por cima. Primeira chance de gol do jogo.
Aos 32 minutos um gol que só o Grêmio toma. O cara chutou da lateral. A bola bateu no Bressan e Marcelo deixou passar. Um frango.
Aí a gente lembra do time que tem pacto com o demônio e dá uma tristeza danada.
Aos 40 minutos um jogador do Flamengo pretestou uma lesão no meio do campo e o juiz travou um contra-ataque do Grêmio.
Pará perdeu um gol aos 43 minutos.
E Barcos foi ridículo aos 47 minutos.
E terminou o primeiro tempo.
.....

Tudo bem. O jogo não valia mais merda nenhuma. Mas estes caras deveriam avisar a torcida. Não venham que nós não estamos afim de jogar. Este foi o sentimento do primeiro tempo. Quem foi na Arena e quem sentou na frente da tv se sentiu enganado por este bando de cagalhões que não estão afim de nada.
Não há desculpa não ganhar dos reservas do timeco do Flamengo.

Segundo Tempo: 1 x 0

Everton e aquele zagueiro inominável voltaram para o segundo tempo.
E o segundo tempo começou com o mesmo andar molóide e desrespeitoso para com a torcida do primeiro tempo.
Dez minutos e nada do time mostrar brio, vontade de ganhar. Falta de laço total.
Estava calor? Para o Flamengo também.
Aos 11 minutos um lançamento excelente para Barcos que foi derrubado pelo goleiro fora da área. O goleiro foi expulso.
Na cobrança de falta Luan achou o ângulo, empatando. Luan que estava completamente desaparecido no jogo.
Aos 16 minutos Barcos errou mais um gol.
Ramiro deu uma patada de fora da área e a bola passou raspando.
Everton fez bela jogada e bateu para fora aos 20 minutos. Quase o gol da virada.
O jogo continuou num marasmo desgraçado. Parecia que os caras já estavam pensando no aeroporto.
Como nada mais pode surpreender, aos 36 minutos finalmente Fellipe Bastos acertou um chute no gol. O goleiro espalmou.
Aos 37:46 minutos Dudu errou um gol chutando para fora. Nada surpreendente.
Aos 46 minutos Fellipe Bastos deu uma cacetada na trave, E deu outro chute bom aos 48 e meio.
E foi isto.

.....

Acabou o ano. Não como o esperado. Ou como o desejado. Erros de arbitragen ajudaram. Mas as deficiências do time, especialmente do ataque foram os maiores responsáveis.

Para 2015 aunucia-se austeridade e time forte. Diria que é impossível se não tivesse acontecido uma vez em 1994. O Grêmio sem dinheiro fez um super time que acabou ganhando tudo que jogou. O técnico e a direção sáo os mesmos.
É o que nos dá esperança. Não muita. Mas é o que sobrou.
_____

Como jogaram

Marcelo Grohe: Levou um gol que normalmente não leva.
Pará: O mesmo de sempre.
Rhodolfo: Tinha tanta vontade de jogar que se via no passo de cágado com que ia na bola.
Bressan: O único que correu da defesa. Saiu machucado no intervalo.
Zé Roberto: Está na hora de ir embora.
Wallace: Um guri e já molóide. Entrou na pilha, ou na falta de pilha dos mais velhos.
Matheus Biteco: Acho que se for usado como moeda de troca ocm o Flamengo não vai fazer falta e ninguém vai lamentar.
Ramiro: Entrou na pasmaceira.
Luan: Se alguém oferecer um chinelo usado deve ser mandado em frente apesar do golaço de falta que marcou.
Dudu: Já vai tarde.
Barcos: O México te espera. Eu espero. Centro-avante de coque não dá.

.....

Everton (Matheus Biteco): A única boa notícia do dia. Tem futuro. O melhor do time.
Werley (Bressan): Não comento.
Fellipe Bastos (Walace): No mesmo ritmo, ou falta de ritmo dos demais. Mas acertou dois chutes que prometia desde que chegou.

Felipão: Vai ter trabalho. Que descanse se puder nas férias.
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Arbitragem: É um juizinho cheio das firulas mas não errou em nada no jogo.

4 de dezembro de 2014

Meia-Analogia




Caros

Novamente o Imortal Tricolor, diferentemente de qualquer outro veículo de imprensa, acaba sendo a vanguarda das informações com cunho técnico e propositivo dentro do Rio Grande do Sul.
Mesmo com o abafamento e pouco caso da imprensa tradicional sobre a situação envolvendo a mãe do zagueiro Paulão no jogo contra o Goiás, todos já devem ter ouvido a respeito do ocorrido no estádio que recebeu benesses do governo federal para sediar alguns jogos da Copa.
Pois trouxemos aqui o parecer técnico não apenas de uma pessoa, mas de um grupo técnico formado por pessoas do mais alto gabarito.
Dois dos autores deste parecer já nos brindaram com seu talento anteriormente, o juiz Tiago Mallmann Sulzbach e o defensor público Rogério Souza Couto. Além deles, também contribuíram com este post Maichel Mattielo, Guilherme Zambrano, Evandro Krebs, Giovani Flores e Cristiano Becker.
A todos eles, nosso agradecimento por parte da nação tricolor e também de todos aqueles que buscam a verdade.

Saudações Imortais

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As pessoas nascem com igual dignidade, é o que nos diz a Constituição da República.
Como todos sabem, o STJD definiu que o Grêmio deveria perder pontos no jogo contra o Santos, ocasionando sua eliminação da Copa do Brasil por atos praticados por três ou quatro gremistas dentro de um universo de mais de 30 mil.
A análise técnica da inviabilidade jurídica de assim proceder, seja constitucionalmente, seja dentro da própria legislação esportiva, já foi feita em outro momento neste blog, como pode ser visto aqui .
Alguns expertos da área desportiva saltaram à frente e, mesmo que a Constituição da República dissesse o contrário, passaram a vender a tese da “responsabilidade objetiva” do clube por atos de seus torcedores, conforme temos neste link.
A incorreção desta afirmação esbarrava na “meia-analogia” de insistir que, se alguém jogasse um objeto no campo, o Clube seria responsável por tal ato, comparando situações distintas para justificar a punição do Grêmio.
Ocorre que, diferentemente do artigo 213, §3º, do CBJD, que prevê a punição do clube por atos individuais de seus torcedores no caso de objetos lançados ao gramado, a legislação esportiva não prevê idêntica hipótese nos casos de injúrias raciais (o art. 243-G diz que é necessário que a ofensa seja simultânea e praticada por um considerável número de pessoas). Por isso, precisaram da “meia-analogia” para justificar o injustificável.
É fácil constatar que os obstáculos construtivos de um estádio DEVEM evitar que alguém jogue um objeto em campo e esse é o objetivo da Lei e o que diferencia absolutamente do caso de ofensas verbais, impedindo uma comparação adequada.
Mas não é só isso: quando há a identificação da a pessoa que, individualmente, jogou o objeto no campo, o Clube não é responsabilizado por isso.
No “caso Aranha”, é notório que o Grêmio identificou os torcedores responsáveis pelo ato, mas nesta parte a analogia com objetos jogados em campo já não servia mais, porque levaria a se cogitar a absolvição. 
Por isso, muito ouvimos nós gremistas estas “meias-analogias” para justificar os atos do STJD.
Ainda assim, o ponto é que não existe forma de um clube se responsabilizar por atos individuais de seus torcedores (e não praticados coletivamente, como em um cântico de torcida), ainda mais quando estes são verbais.

A punição do Grêmio no caso Aranha era necessária para que outros atos semelhantes não acontecessem. Quem não ouviu isso?
Pois bem.
O título da matéria é “Jogador Paulão relata ofensas raciais de torcedores do inter a sua mãe” . Veja aqui.
Poderia ser mais claro?
O jornalista Juremir Machado repercutiu o fato em seu blog.
E nada aconteceu.
Nem comparações com jogar objetos em campo.
Nem expertos defendendo a responsabilidade objetiva do clube por atos de sua torcida.
Nem reações iradas da imprensa em geral sobre o fato.
Nem um delegado aparecendo na casa da mãe do jogador Paulão para que ela reportasse o fato.
Nem um pedido de explicações ao clube.
Nem denúncia ao STJD.
Nem reportagens na televisão.
Enfim, nada. 

O caso é diferente, alguns disseram. Não dá para comparar. Ainda que, na essência, os dois casos versem sobre injúrias raciais praticadas contra outro ser humano, vamos admitir que este caso não mereça uma “meia-analogia” como foi usada contra o Grêmio, vamos comparar coisas idênticas.
No Grenal do Gauchão da Arena, o jogador Paulão declarou ter sido ofendido pela torcida tricolor e esta denúncia não formalizada e apenas repercutida na imprensa foi suficiente para abertura de um processo disciplinar-esportivo contra o Grêmio.
Então, por qual razão, agora, as declarações do mesmo jogador Paulão de que a sua mãe foi ofendida não servem sequer para investigar o caso? 
O que muda nos dois casos denunciados pelo mesmo jogador Paulão?
Por qual razão, em um deles, houve investigação e  noutro, não?
Adianto aos leitores que a Legislação esportiva não determina que apenas as injúrias praticadas contra jogadores é que devam ser investigadas.
Em hipótese alguma mudamos de opinião sobre a impossibilidade de se punir o clube por atos de sua torcida. Mas nos chama muito a atenção os dois pesos e duas medidas na mesma matéria.
O combate a toda forma de discriminação é um assunto muito sério para ser tratado por paixões clubísticas.
O mínimo que se esperaria das autoridades responsáveis depois da repercussão das declarações do jogador Paulão sobre as ofensas raciais que a sua mãe teria sofrido dentro do Beira-Rio era uma investigação para verificar os fatos. E, eventualmente, punir os responsáveis pelas ofensas, ainda que apenas individualmente.

A solução para o meio


Torcedores e leitores deste blog,

Percebi que houve uma comoção muito grande em alguns torcedores com a dispensa do Alan Ruiz pelo Grêmio. De certa maneira fiquei até surpresa com a reação de alguns.
Desde que o argentino chegou ao Imortal Tricolor, nunca fui entusiasta do seu futebol. Em nenhum momento gastei teclado escrevendo sobre suas supostas qualidades . Podem procurar. Não acharão nada a respeito. Nunca achei que fosse solução para o meio-campo do Grêmio.Assim, considero absolutamente normal que tenha sido dispensado. Ruiz nunca me encantou ou justificou que eu fizesse a sua defesa escancarada. O considero um jogador médio, nada mais que isso.

Eu quero mais. Muito mais de um meia. Tem que convencer.
Estou atrás de uma solução derradeira e eficaz para nosso time.
Para eu gostar muito de um meia, tenho que pensar sem pestanejar: esse é o cara . Não pode haver dúvidas, sequer um "mais ou menos". Se as suas ações em campo são responsáveis por eu acreditar que o time está embalado e jogando o fino da bola,  então é ele. Não senti isso com Ruiz em momento algum.
Para mim, o meia é a peça  fundamental em uma equipe de futebol. Se o meia é bom, o time torna-se bom. Ele significa o mesmo que o acelerador é para um automóvel. Não adianta ligar o carro se não haverá impulso para tocá-lo em frente. Você dará o embalo no ritmo que quiser na sua viagem, de acordo com a força que imprimir ao acelerador. Reduzir quando a situação exige, acelerar quando é possível. Desta forma, não me senti seduzida pelo futebol de Alán Ruiz.

De mais a mais, para que ficasse em Porto Alegre, seria necessário algum investidor para ajudar com o dinheiro. O Grêmio não dispõe destes recursos para bancar num único jogador. Terá que repor peças em alguns setores e será necessário distribuir bem as verbas. Então eu fico pensando: por que será que ninguém se apresentou para investir em um jogador jovem , que irrita o Dalebiba e faz gols em Gre-nal?

Sinceramente, se eu fosse milionária com dinheiro a rodo, não me sentiria tentada em apostar no argentino.
É uma questão de opinião. Há quem goste e eu respeito. Alguns apreciam um determinado estilo , outros não. Normal.
Eu não me precipitaria. Estudaria o mercado e procuraria um meia mais veloz, com qualidade técnica suficiente para pifar os atacantes e fazer o carro andar conforme a situação exija. É isso que espero e quero. Um meia que jogue e faça jogar fácil. Está muito difícil acertar. Vários já foram tentados, mas a mercadoria é escassa e cara.
Estamos na encruzilhada e a hora de decidir pela solução do meio-campo é agora.
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Máxi

Ao contrário de Alan, gosto muito do futebol de  Máxi Rodriguez. Esse eu quero no meu time. Vejo muito potencial nele. Talvez nas mãos do Felipão, torne-se um mega jogador.
E a melhor parte disso: ele é nosso.
Mas o vejo como um atacante e não jogando no meio-campo.
Apenas peço mais oportunidades a ele e que tenha pelo menos uns dez jogos em sequência. Só assim pensaria em descartá-lo em definitivo. 
Se  Felipão conseguir fazer um bom trabalho com ele, não tenho duvidas de que teríamos um belo reforço no nosso time.
Quem sabe?
Espero e torço para que assim seja.